A madeira é que não tem muito credito; julga-se inferior á da maior parte das outras especies, pouco duradoura em contacto com a terra e fraca para lenha.Talvez que o juizo que mais exactamente resumeas qualidades e deficiencias d'esta arvore seja o de Naudin, dizendo que oEucalyptus viminalisé uma bella arvore de ornamento ou de avenida, chegando a mais de 30 metros de altura, sem crescer tão depressa como oEucalyptusglobulus. A sua madeira não tem nem a mesma densidade nem a mesma duração da madeira doEucalyptusglobulus, o que não a impede de servir para numerosas applicações em obras do interior da casa.Eucalyptus virgata.—OuEucalyptusSieberiana, na classificação do Barão de Mueller, que d'elle diz muito bem. É oIron-barkda Tasmania, frequente nas cumiadas graniticas da costa, nos valles arenosos e pedregosos do interior, assim como nos outeiros de lousinho, e indo até 1:200 metros de altitude. Boa madeira para serrar, dura depois de sêcca, leve e elastica, ardendo bem mesmo em verde, fraca para enterrar, muito superior á doEucalyptus hoemastoma, do qual oEucalyptus Sieberianaé parente muito proximo. De casca aspera e persistente, ramifica mais copiosamente do que qualquer outra especie deEucalyptosda Tasmania.Téem apenas tres annos os exemplares que possuo d'esta especie, provenientes de sementes enviadas para o Jardim Botanico da Universidade de Coimbra pelo professor Maiden, e, por isso, com todas as garantias de authenticidade. Mas estão promettedores, com mais de 2 metros de altura, viçosos, amplamente ramificados e já com fructos, segundo a precocidade sabida e caracteristica da especie. Tudo me anima aqui a novas sementeiras e a insistir na cultura.Eucalyptus Wabtoniana.—De incerta qualidadede madeira e parente doEucalyptus maculata, por extrema susceptibilidade ao frio excluido das nossas culturas, oEucalyptus Wabtoniananão resistiu á geada, nem mesmo com certo abrigo. Entre nós será quasi uma planta de estufa.BIBLIOGRAPHIAAs publicações sobre descripção e cultura dosEucalyptosjá não téem conta; o que sobre o assumpto nos offereceu a França, a Australia e a Italia, formaria uma bibliotheca. E, mesmo entre nós, haverá muito a colher e a aproveitar em innumeraveis e utilissimas noticias espalhadas pelas publicações agricolas periodicas, dando conta da experiencia da cultura de varias especies deEucalyptosem terras portuguezas.Creio, porém, que com os poucos volumes abaixo indicados se constituirá livraria sufficiente para quem se sentir tentado a proseguir no estudo de similhantes missionarios de abastança das nossas florestas, tão carecidas de renovação:Em primeiro logar, as obras do Barão de Mueller. Sobretudo aEucalyptographia, publicada em Melbourne, de 1874 a 1884, e oDiccionario das Plantas Uteis, edição daGazeta das Aldeias, traduzido em portuguez, em 1905, pelo illustre professor da Universidade de Coimbra, o snr. dr. Julio A. Henriques.Depois, as obras de Maiden, o eminente naturalista e director do Jardim Botanico de Sydney, particularmenteThe Useful Plants of AustraliaeA Critical Revision of the Genus Eucalyptus, ainda não concluida.Em seguida e, finalmente: o livro de A. James MacclatchieEucalypts cultivated in the United States, boletim n.º 35 da repartição de agricultura d'aquelle paiz, publicado em Washington em 1902 (livro excellente, talvez de todos o mais prático);Description et Emploi des Eucalyptus introduits en Europe, de C. Naudin (Antibes, 1891);Les Eucalyptus, de Felix Sahut (Delahaye & Lecrosnier, Pariz, 1888).
A madeira é que não tem muito credito; julga-se inferior á da maior parte das outras especies, pouco duradoura em contacto com a terra e fraca para lenha.
Talvez que o juizo que mais exactamente resumeas qualidades e deficiencias d'esta arvore seja o de Naudin, dizendo que oEucalyptus viminalisé uma bella arvore de ornamento ou de avenida, chegando a mais de 30 metros de altura, sem crescer tão depressa como oEucalyptusglobulus. A sua madeira não tem nem a mesma densidade nem a mesma duração da madeira doEucalyptusglobulus, o que não a impede de servir para numerosas applicações em obras do interior da casa.
Eucalyptus virgata.—OuEucalyptusSieberiana, na classificação do Barão de Mueller, que d'elle diz muito bem. É oIron-barkda Tasmania, frequente nas cumiadas graniticas da costa, nos valles arenosos e pedregosos do interior, assim como nos outeiros de lousinho, e indo até 1:200 metros de altitude. Boa madeira para serrar, dura depois de sêcca, leve e elastica, ardendo bem mesmo em verde, fraca para enterrar, muito superior á doEucalyptus hoemastoma, do qual oEucalyptus Sieberianaé parente muito proximo. De casca aspera e persistente, ramifica mais copiosamente do que qualquer outra especie deEucalyptosda Tasmania.
Téem apenas tres annos os exemplares que possuo d'esta especie, provenientes de sementes enviadas para o Jardim Botanico da Universidade de Coimbra pelo professor Maiden, e, por isso, com todas as garantias de authenticidade. Mas estão promettedores, com mais de 2 metros de altura, viçosos, amplamente ramificados e já com fructos, segundo a precocidade sabida e caracteristica da especie. Tudo me anima aqui a novas sementeiras e a insistir na cultura.
Eucalyptus Wabtoniana.—De incerta qualidadede madeira e parente doEucalyptus maculata, por extrema susceptibilidade ao frio excluido das nossas culturas, oEucalyptus Wabtoniananão resistiu á geada, nem mesmo com certo abrigo. Entre nós será quasi uma planta de estufa.
As publicações sobre descripção e cultura dosEucalyptosjá não téem conta; o que sobre o assumpto nos offereceu a França, a Australia e a Italia, formaria uma bibliotheca. E, mesmo entre nós, haverá muito a colher e a aproveitar em innumeraveis e utilissimas noticias espalhadas pelas publicações agricolas periodicas, dando conta da experiencia da cultura de varias especies deEucalyptosem terras portuguezas.
Creio, porém, que com os poucos volumes abaixo indicados se constituirá livraria sufficiente para quem se sentir tentado a proseguir no estudo de similhantes missionarios de abastança das nossas florestas, tão carecidas de renovação:
Em primeiro logar, as obras do Barão de Mueller. Sobretudo aEucalyptographia, publicada em Melbourne, de 1874 a 1884, e oDiccionario das Plantas Uteis, edição daGazeta das Aldeias, traduzido em portuguez, em 1905, pelo illustre professor da Universidade de Coimbra, o snr. dr. Julio A. Henriques.
Depois, as obras de Maiden, o eminente naturalista e director do Jardim Botanico de Sydney, particularmenteThe Useful Plants of AustraliaeA Critical Revision of the Genus Eucalyptus, ainda não concluida.
Em seguida e, finalmente: o livro de A. James MacclatchieEucalypts cultivated in the United States, boletim n.º 35 da repartição de agricultura d'aquelle paiz, publicado em Washington em 1902 (livro excellente, talvez de todos o mais prático);Description et Emploi des Eucalyptus introduits en Europe, de C. Naudin (Antibes, 1891);Les Eucalyptus, de Felix Sahut (Delahaye & Lecrosnier, Pariz, 1888).