Chapter 2

8.^o A esta consideração de conservar as ruas de Lisboa livres dos embaraços que as fazem immundas, para o que concorrerá muito a mayor largura das ruas, e a menor altura dos edificios, não excedendo de dous pavimentos sobre as loges, se segue necessariamente outra não menos importante, e consiste em determinar melhor lugar em que possão os tais embaraços ser lançados com menores inconvenientes; e por que me occorre hum mais livre delles do que os já observados, e promete huma grande conveniencia ao bem publico, sejame licito prezentalo neste lugar. Consiste elle em [~q] os tais embaraços se vão lançar dentro do Rio de Sacavem, para que com este adjutorio se chegue a formar nelle hum valle á imitação do de Cheias, em que as agoas salgadas chegavão em algum tempo ao templo das Virgens Vestaes, hoje Convento de relligiozas de Sancto Agostinho; por [~q] se este pequeno Valle soccorre tão agradavelmente a Corte com as suas hortaliças e frutas, quanto melhor o fará o Valle de Sacavem com a sua muitas vezes mayor grandeza, e sem se poder dizer que os embaraços ali lançados podem cauzar algum impedimento na barra, como se pode temer de qualquer dos outros modos em que se não lanção em terra: pode esta consideração ter contra si o embaraço do refugio das embarcações no tempo em que se recolhem a buscalo; mas a isso se pode responder [~q] nem as embarcações necessitão de todo o esteyo de Sacavem para se refugiarem, nem seria justo [~q] inteiramente se lhe impedice o refugio, mas que só se formasse em Valle aquillo que lho não impedice [~q] sempre será de grandeza muy proveitoza.

9.^o Tambem parece precizo attenderse com antecedencia aos conductos da agoa para as fontes de que he muito justo se milhore esta cidade baixa destruida, para alimento dos povos para extincção dos incendios, e para adorno das praças: no terreiro do Paço pode servir a agoa [~q] vem das Cruzes da Sé: na praça do Rocio, pode o seu chafariz receber mayor agoa, e mais segura do bairro alto, ficando a que de prezente lança ao Desterro de donde traz a sua origem, onde tambem he necessaria para acodir ao muito povo que naquella circumvezinhança tem crescido: O Hospital Real de todos os Santos pellos seus grandes privilegios se faz acredor de toda a agoa [~q] lhe é necessaria: O largo da Victoria está pedindo com muita razão ao bairro alto hum soccorro de agoa: o bairro de S. José o imita com a mesma justiça, por que ali a virão buscar do Campo do curral onde não ha a sufficiente: e estes lugares da Cidade baixa que tenho apontado, são os inexcuzaveis deste soccorro, porque se fosse possivel [~q] em cada rua houvesse huma fonte, ou cada caza tivesse huma chave de agoa, nunca se poderia chamar superfluo este melhoramento: mas pois que o não pode ser em todo, para [~q] ao menos o possa ser em parte, se devia fazer alguma deligencia, para se convocarem, e ajuntarem mais agoas, pois para isso forão formados dous encanamentos no Acqueducto [~q] conduz a agoa para o bairro alto, no que se não tem posto thé o prezente aquella applicação [~q] a materia merece, e com que se poderão conseguir, segundo os apontamentos que para esse fim forão feitos, [~q] posto o fogo os consumice todos, ainda se acharão alguns vestigios na idêa.

10.^a E porque a agoa sem instromentos com [~q] se applique he como espada sem braço, e as bombas o custumão ser, devem estas acharse repartidas em lugares convenientes, e ao menos h[~u]a em cada freguezia, e junto da mesma Igreja para o que se determinará edificio particular de que poderá ter a chave o andador da Irmandade do Santissimo Sacramento, por se achar ordinariamente assistindo na Igreja, ou perto della: Os baldes de couro em bom numero são inseparaveis das bombas, para com promptidão e segurança ajudarem neste conflicto: cuja repozição deve ser muito observada por meyo de alguma horroroza penna contra quem tiver o desacordo de os não repor em seu lugar, achandose em qualquer mão fóra delle.

11.^a Não posso deixar de acrescentar aqui ser muito preciza huma especial attenção na elleição das pessoas que hajão de ter por sua conta a execução desta difficultosa obra da renovação de Lisbôa baixa, para a guiarem livre dos embaraços [~q] se poderão encontrar, ou incluir entre a correspondencia do antigo com o moderno, no cazo de haver alguma commutação do velho, com o novo que he aonde consiste a mayor difficuldade; para cuja solução não julgo inteiramente sufficientes os adjutorios das plantas, e se faz muito precizo que se vão observando no terreno com todo o genero de precauções [~q] a materia merece; por que sendo certo [~q] se não uza de petipé nos planos das cidades antigas tão irregulares como custumão todas ser, não se pode uzar delles como de hum plano regular de hum Convento ou de hum Palacio: E ainda [~q] a nossa planta de Lisbôa antiga se avantage em se lhe ter assignado petipé, nem por isso se deve caminhar por ella, sem ser como com huma continuada sonda reta por cauza da dita commutação; porque o formar huma Cidade de novo sem attencão mais que a ella propria, unindoa a outra antiga como em Turim, será mais divertimento que trabalho; para esta execução me persuado estarem em primeiro lugar o Tenente Coronel Carlos Mardel e o Capitão Eugenio dos Santos de Carvalho, porque álem de serem Engenheiros de profição, são tambem na Architectura Civil os primeiros Architectos.

12.^a E como athé o prezente se não sabe o modo de commutação [~q] se uzará com os donos das cazas destruidas, e a conjectura [~q] eu fazia era na suppozição de que na deligencia [~q] em forma de tombo se executava pellos bairros, se incluia a avaliação dos edificios, o que com effeito não he assim, mas só consiste na medição das areas, e algumas clarezas [~q] não comprehendem a avaliação, me vejo obrigado a entender que, ou esta avaliação se fará separadamente por segunda deligencia, prezentes os mesmos edificios ou não prezentes, ou que se não quer uzar mais que de medições das Areas, para serem commutadas por areas; porque como na renovação da Cidade baixa por ruas largas, se mudão totalmente os sitios dos edificios que não são mandados avaliar, parece poder ser o intento da commutação por Areas correspondentes, assim aos sitios mais ou menos proximos do mar, como á grandeza mayor ou menor, correspondente á do edificio destruido; mas como se não pode entender [~q] por cauza da mayor largura das ruas restem areas para suprir as dos edificios destruidos, segue-se deste conhecimento que commutando-se as areas com igualdade, hão de faltar areas para completar as de muitos edificios antigos, que ou se hão de suprir com areas em outros sitios novamente determinados, ou em dinheiro no cazo dos donos dos tais edificios se não conformarem com a tal commutação. Se porem se julgar licito que se faça huma commutação de areas proporcionada de outro modo, isto he, sabendo ao todo a area de todos os edificios destruidos, e sabendo tambem ao todo a area dos terrenos edificandos, e observando a proporção entre estas duas areas totais; e fazendo sobre ella, e á sua imitação, a commutação das areas particulares, não seria necessario suplemento de areas, e ficarião todos com areas correspondentes, ainda que menores das que tinhão; no que serião mais intereçados os das ruas estreitas extinctas pellas vantagens das ruas largas; e no cazo de não servir de obstaculo esta diversidade para se fazer a compensação, resta ainda averiguar como se há de suprir o mais ou menos de area que a alguns acredores faltar, ou crescer para bem edificar; o que já no § 6.^o da segunda parte desta dissertação supriamos por meyo das avaliações que suppunha se fazião: mas como já reconheço se não tem feito, e [~q] sem ellas me não occorre suplemento para os tais cazos, parece [~q] para elles são as avaliações inevitaveis se se houver de abraçar o dito modo de compensação; e no cazo de se fazerem seria bom que fosse prezentes os edificios e renovadas as medições, para se fazer correcção em algumas de que tenho noticia necessitão della, pois nem sempre as principaes pessoas as prezenciavão.

13.^o O Sennado de Lisboa que já cultivou esta materia nas ruas dos ourives da prata, e do ouro, e dos douradores, não achou melhor meyo [~q] tomar a si as cazas avaliadas que queria emmendar, e fazendo a obra á sua custa, vendel-as a quem mais déce, para satisfazer aos credores; e poderá ser [~q] avaliados os edificios destruidos de huma freguezia, e formados os edificios novos da mesma, e postos depois em venda, possa o seu producto satisfazer assim o valor dos edificios destruidos, como a obra dos edificios novos: e como a Cidade baixa destruida, se não pode reedificar toda ao mesmo tempo, parecia justo que a experiencia se fizesse em huma de suas partes, que poderia ser em parte da freguezia de S. Julião no sitio incluzo entre a rua dos ourives do ouro e a rua nova do Almada, por haver nelle muitos beccos e ruas estreitas [~q] he onde pode haver a mayor duvida—, advertindo parecer conveniente que o Sennado determinace os arruamentos, para que segundo elles se formassem logo os edificios com os commodos proporcionados.

14.^a As duas renovações mais celebres das Cortes da Europa, tem sido a de Londres, e a de Turim; e dezejando eu saber o como se procedêo com os particulares na sua execução, sem ter Livro de que me valer, nem Bibliotheca publica [~q] nunca mais preciza me pareceo que na prezente occazião, nem occazião mais propria para se lhe dar principio que esta, ainda [~q] não seja logo tam numeroza como hoje são as mayores [~q] não principiarão tão grandes, me achey obrigado a mendigar huma historia de Inglaterra que incluice o anno de 1666 em [~q] não consegui noticia de proveito; e vendo no Diccionario Geografico de Martiniere a descripção de Londres, em que lhe delinea as ruas como as nossas da Villa de Thomar, tambem não achey nelle clareza de que me service; o que poderia conseguir se tivesse mais [~q] revolver. A renovação da Corte de Turim, não he como alguns dizem, [~q] fora arrazando Turim Velho, para fazer Turim novo, porque só foi acrescentar Turim novo a Turim velho, fazendo em hum sitio plano contiguo a Turim, hum aditamento a Turim, no que não havia difficuldade que vencer; donde venho a concluir [~q] a renovação de Lisbôa destruida tem muito mais que ponderar que o augmento da de Turim acrescentada.

O que resta ainda determinar he se as ruas mais principais se devem dividir em tres partes como as de Inglaterra; e se se hão de fazer porticos, ou columnatas em algumas ruas como havia na rua nova dos ferros, e na Confeitaria: sobre o que me parece dizer [~q] nas obras do terreiro do Paço as columnatas sejão de bom uzo, e bom adorno, mas que nas ruas de logeas me parece mais conveniente que não haja columnatas e que as antigas da rua nova dos ferros servirão aos homens de negocio por falta do edificio da bolça, [~q] fazendo-se no terreiro do Paço como espero, he escuzado suplemento em outra parte; declaro [~q] as ruas de Inglaterra são formadas de trez divizões, a do meyo mais larga para as carruagens, e as duas dos lados para a gente de pé; aquella calçada de pedra miuda, e as duas de enchelharias groças com seus postes que as separão da do meyo, para que as carroagens não vão embaraçar os dous passeyos; as principais são de larguras excessivas, o que nós poderiamos suprir com quarenta e cinco ou cincoenta palmos de largo, dando dez palmos a cada hum dos dous passeyos, ficando o resto no meyo para uzo das carroagens: mas não me inclino a esta divizão de ruas, porque nas occaziões de festas, e de concurços, se não poderão concervar bem em seu estado proprio, não sendo de huma largura muito mayor, o que no grande comprimento de algumas ruas de Inglaterra se faz mais adequado, e na nossa Cidade de Lisbôa baixa destruida consumirá muito terreno, em prejuizo dos donos dos edificios que obrigados a não levantar mais [~q] dous pavimentos sobre as logeas, clamarão contra a maior largura das ruas do que as tres divizões serão cauza.

Na planta n.^o 4.^o apresento mais huma renovação da cidade baixa arruinada expressada pello Ajudante Pedro Gualter da Foncêca com toda a liberdade possivel, sem attender á conservação dos sitios das Igrejas Parroquiais para no cazo de não servir de embaraço a tal mudança possa tambem entrar na conta dos pensamentos ponderados.

15.^a Em 5.^o lugar offereço a planta de huma rua de 60 palmos de largo á imitação de algumas da de Londres dividida em tres partes, a do meyo de 40 palmos de largo para carruagens, e gente de cavalo, e as duas dos lados de dez palmos de largo cada huma para a gente de pé e Cadeirinhas, com a separação de pilares e pavimento que o profil mostra, e no mesmo profil a figura da Cloaca, ou Cano Real para serventia das agoas dos montes e limpeza dos conductos, que dos edificios se lhe introduzem.

16.^a Em 6.^o lugar offereço o primeiro prospecto em que se mostra a altura e simmetria dos edificios com dous pavimentos sobre as logeas com janelas rasgadas no primeiro, e com janelas de peitoris no segundo, e divizões de paredes altas sobre os telhados para deffensa da communicacão dos incendios.

17.^a Em 7.^o lugar offereço o segundo prospecto, em que se mostra a altura, e simmetria dos edificios com dous pavimentos sobre as logeas, ambos de janelas rasgadas, e com divizões de paredes altas para diffensa da communicação dos incendios.

18.^a Em 8.^o lugar offereço o 3.^o prospecto, em que se mostra a altura, e simmetria dos edificios, com seus porticos, ou columnatas, contra as inclemencias do tempo com dous pavimentos sobre as logeas, e ambos de janelas rasgadas, e divizões de paredes altas sobre os telhados para impedimento dos incendios.

19.^a Em 9.^o e ultimo lugar offereço huma forma de edificio mais nobre para o Terreiro do Paço com seus porticos com mezaninos contra as inclemencias do tempo, dous pavimentos de janelas rasgadas (dos quais hum se poderá abater parecendo grande a altura) e outro pavimento de mezaninos junto aos telhados; e divizões de paredes altas para deffensa da communicação dos incendios; e todas estas sinco ultimas reprezentações são expressadas pello Capitão Eugenio dos Santos e Carvalho.

E he quanto me foi possivel unir nesta 3.^a parte, guardando o restante para a quarta. Lx.^a 31 de março de 1756.

*Additamento*

Em decimo lugar offereço a planta n.^o 5 p.^a a renovação da cidade de Lisboa baixa arruinada sem attenção á conservação de sitios de templos ideada pello Cap.^m Eugenio dos Santos e Carvalho na qual a cor amarela mostra o que se fará de novo, e o vermelho o que se conserva do antigo.

Em undecimo lugar offereço a planta n.^o 6.^o p.^a a renovação de Lisbôa baixa arruinada sem attender á conservação dos sitios antigos, ideada pelo Capitão Elias Sebastião Pope. Lx.^a 19 de abril de 1756.—Manuel da Maya[30].

* * * * *

Basta este trabalho para mostrar a competencia e autoridade de Manuel da Maya como um verdadeiro engenheiro, na mais ampla accepção d'esta palavra, e com as mais largas vistas sobre os complexos assuntos que se prendem com a sua profissão e nella exigem os conhecimentos mais profundos sobre as necessidades capitaes da organização social. Não admira por isso que o seu nome cresça no respeito dos vindouros, como fôra respeitado e querido pelos seus contemporaneos.

Do conceito e estima em que era tido pela gente do seu tempo, reza por exemplo o seguinte trecho do 14.^o volume doTheatrode Manuel de Figueiredo, repositorio importante de informações e noticias com que entramos no conhecimento do meio português no seculo XVIII, por uma forma por vezes pittoresca e palpitante:

«Ó virtuoso, constante e distincto Português Manuel da Maya! Quanto não soffrerias para nos deixar aquelle incomportavel thesouro, que hoje desfrutamos! (e até os mesmos Gallegos) fallo do manancial das Agoas-Livres, obra de principios tão solidos e plano tão exacto, imaginada e conhecida por ti; aquella abundancia que tanto tem concorrido para a sustentação da extensa cidade de Lisboa: á tua sabedoria e ao teu genio se deve este bem! Não empregaste as mathematicas nos utilissimos fins de nos matarmos huns aos outros com mais presteza, mas sim em evitar o morrermos á sêde. Nunca ouvi gabar estes teus cuidados e lembrança original; custou-me a saber quem teria sido a origem deste tão grande bem, que nos deixaste. Ó grande Patriota Manuel da Maya! O ceu te remunere as tuas grandes virtudes quanto utilizou nellas o teu grande Discipulo! Que originaes lhe não deixaste impressos no coração e no entendimento! Aonde tiveste a satisfação de presencear o quanto forão respeitadas pela Providencia aquellas obras no grande abalo terrestre de 1 de novembro de 1755[31]».

Da consideração em que os planos de Manuel da Maya foram tidos nas regiões officiaes, diz o officio do Duque de Lafões que atraz deixámos publicado; mas aqui temos outro documento, este official, em que, poucos dias depois da data da terceira parte do relatorio do eminente engenheiro, o governo manda pôr em execução em grande parte as suas ideias:

Manoel da Maya M.^e de Campo Gn.^{al} e Engenhr.^o mor do R.^{no}. Em virtude de h[~u]a ordem de S. Mag.^e a mim dirigida e partecipada ao Ex.^{mo} S.^r Duq.^e Rej.^{or} ordeno ao Ten.^e Coronel Carlos Mardel e aos Cap.^{es} Eugenio dos Santos, Elias Seb.^{am} Pope acompanhado do Ajud.^e Ant.^o Carlos Andrey, e do Prat.^e José Dom.^{es} Pope tomem por sua conta fazer, delinear, demarcar e balisar o terreno [~q] jas entre os terrenos de Lisboa edificada e o lineam.^o de sua Fortef.^{am} principiando a delig.^a desde a porta do carro da casa professa de S. Roque, continuando por defronte de S. P.^o de Alcantara, Noviciado da Cotovia, toda estrada fronteira, a bica das aguas livres até Anjos ao Arco do Carvalhão tudo q.^{to} fica a p.^{te} direita. As ruas, praças, e mercados, [~q] no d.^o terreno se poderem em boa forma distribuir, assim p.^a o bom uso e comodid.^e do publico como p.^a enobrecer a d.^a Cid.^e com este augm.^{to} da melhor eleição, reduzindo ao mesmo tempo em planta o [~q] se for demarcando debaixo do petipé que vay sinalado a margem p.^a se ajustar com a da renovação de Lisboa baixa arruinada, empregandose nas ruas mais principaes, e de mayor comprim.^o a largura de 60 palmos, e nas menos principaes de 40 p.^{mos} e nas travessas de 30, não servindo de embaraço ao tal balizam.^o e demarcação muros de quintas, nem valados de faz.^{as}, desenhando tambem prospectos de casas de dous pavim.^{os} sobre as lojas, o 1.^o com janellas rasgadas, o 2.^o com peitoris, ou ….. diversificando as ruas pelas cores em [~q] as portas e janelas serão pintadas: Para as casas nobres se formarão prospectos de diversos portados com mais n.^o de janelas mas não de mayores alturas, por não alterar a principal regularid.^e. As paredes [~q] dividirem os edificios excederão a altura das paredes das frontarias pelo [~q] se julgar bast.^e para [~q] o fogo se não comunique de hum telhado p.^a outros: As ruas mais principaes [~q] recebem as aguas dos montes, ou das fontes devem conter cloacas por onde possa andar hum cav.^o digo h[~u] homem a cav.^o, com os quaes edificios hão de ter comunicação por seus aqueductos, o [~q] será representado em h[~u]m perfil das mesmas cloacas, pois he o modo de melhor preservação p.^a [~q] os edificios se aproveitem delle com anteced.^a q.^{do} as cloacas se formão, de [~q] tudo se fará impressão p.^a se distribuir, e comunicar aos interessados para [~q] se execute este projecto com a promptidão q. S. Mag.^e ordena. O d.^o Ten.^e Cor.^{el} avisará as pessoas nesta ordem mencionadas p.^a lhes comunicar em certo dia a ordem, como he costume, e pelo [~q] toca ás despesas [~q] neste projecto se farão, o d.^o Ten.^{te} Cor.^{el} com o rol [~q] apresentar ao d.^o Ill.^{mo} e Ex.^{mo} Snr. Duque Reg.^{or} alcançará promptam.^e o desp.^o p.^a a satisfação da import.^a—Lisboa 9 de abril de 1756»[32].

* * * * *

Á amabilidade do digno par do reino Sr. Francisco Simões Margiochi devemos o ter conhecimento de uma preciosa collecção de manuscritos referentes a Manuel da Maya, reunidos por seu pae, uns da letra do grande engenheiro, outros, documentos officiaes a seu respeito, d'onde tiraremos desde já algumas informações, guardando a publicação d'esses documentos para outro logar, principalmente para quando noutro logar nos occuparmos da biographia do reedificador de Lisboa.

No seu testamento datado de 27 de junho de 1764 diz Manuel da Maya:—«Declaro que sou natural d'esta cidade de Lisboa, baptisado na freguesia de Sam Julião em cinco de Agosto de mil seis centos settenta e sette, sendo meu Padrinho o muito Reverendo Padre Pedro de Vargas capellão da Capella Real do Senhor Rey Dom Pedro o segundo, filho legitimo de Francisco da Maya e de sua segunda mulher Paula de Almeyda, recebidos na freguezia de Santiago da Villa de Almada, de donde passarão para a freguesia de São Julião desta corte, onde viverão até o fim de sua vida e forão enterrados no convento de São Francisco da mesma Corte, em cuja Religião erão terceiros. Não fui casado e não tenho herdeiro algum forçado ascendente ou descendente, e se houver alguem que proue lhe sou deuedor de alguma couza ordeno seja attendido como fôr justo. Nomeyo por meus testamenteiros em prim.^o lugar ao Reverendo Beneficiado da Santa Igreja Patriarchal Pedro do Valle Maya, em segundo lugar a seu (?) tio Theodoro da Silva Maya a quem rogo queyram por caridade e amor de Deus dar a execussão o que aqui determino. Será meu corpo leuado no esquife ou tumba da minha Veneravel Irmandade dos Clerigos pobres com o titulo de caridade e protecção da Santissima Trindade cita no hospital Real de todos os Santos e acompanhado pella mesma Veneravel Irmandade (á qual?) offereço dez moedas de ouro como já offereci na minha entrada, e será sepultado no mesmo convento de Sam Pedro de Alcantara das Religiosas Arrabidas cuja communidade toda no dia seguinte dirá missas pela minha alma de corpo presente…»

Mais adeante diz:—«Declaro que o fogo que se seguiu ao terramoto do primeiro de Novembro de mil sete centos sincoenta e sinco me queimou o edificio em que morava na travessa do Salema, freguezia do Santissimo Sacramento desta corte e me destruhio quanto nelle tinha em que entravam todas as minhas memorias conseguidas em largos annos com documentos, plantas e instrumentos da minha principal profissam e da minha fabrica, e noticias procedidas de diversos empregos do Real Serviço assim diurnas como nocturnas, e que ao depois fiz algumas nouas dissertaçoens, discursos e reparos e principalmente pertencentes ao lugar de Enginheiro mor do Reyno e ao de Guarda mor da Torre do Tombo conducentes ao Real serviço e bem publico, dos quaes alguns tem sido por mim propostos ainda que nem todos attendidos e que os primeiros se acharão na minha casa de visitas e os segundos na casa em que tenho os liuros, e pesso ao Reverendo Beneficiado Pedro do Valle Maya meu testamenteiro primeiro que com os dous destes Reverendissimos Padres Frey Antonio de Santa Anna e Frey Anastacio dos Santos os revejão e observem com attenção (pois que eu com a diminuição de potencias e sentidos e de mais de outenta e seis de idade me não acho em termos de o fazer), separando o que lhe parecerem util para se entregarem da minha parte aos meus dous successores que lhe darão a prouidencia que melhor lhes parecer…»

Na carta regia de 9 de dezembro de 1758 em que a Manuel da Maya se faz mercê de doze mil reis de tença annual, vem os seguintes dados biographicos:

«Faço saber aos que esta minha carta de Padrão virem que tendo respeito aos serviços de Manoel da Maya filho de Francisco da Maya natural desta cidade feitos pello espaço de vinte e hum annos quatro mezes e hum dia nos postos de Apontador das fortificaçoens, Ajudante de Ingeneiro, Capp.^{am}, Sargento Mayor, e no de coronel de Infantaria com o mesmo exercicio de Ingineiro desde vinte e sete de Mayo de seiscentos noventa e oito até vinte e sete de Mayo deste anno de mil setecentos e dezanove; no de mil setecentos e hum assistir ás obras da marinha e das batarias da banda de Alem, tomando as alturas e examinando os materiaes e fazer os riscos das plantas das ditas obras com muito acerto e ajudando em todas ellas ao Lente das fortificações, Francisco Pimentel, com o qual foy a Extremós para examinar o que faltava á fortificação da Praça; no de mil sete centos e quatro conduzir p.^a Abrantes hum Regimento de Olandezes, e despois voltar, tornar para a dita Villa á obra da fortificação fazendo a medição á planta do armazem e a informação doque convinha para a de Tancos na Campanha do ditto anno; acompanhar ao Conde Apozentador mor que foy aquartelar a munto alto e munto poderoso Rey Dom Pedro segundo de boa memoria, meu Rey e Senhor que Deus foy servido levar para sy, servindo de quartel Mestre da Corte; no de mil sette centos e sinco, ser mandado para Elvas, e sahindo no exercito assistir á obra de huns reductos que se fizerão a (?) da da Godianha para guarda da ponte das barcas, hindo muitas vezes vizitar os ataques e batarias por ordem do mesmo senhor; traduzir dous livros Francezes que tratão da fortificação, que forão recebidos com geral acceitação pello estillo e fé da tradução e pello seu bom prestimo e intelligencia ter sido muntas vezes occupado em varias diligencias do Real serv.^o e por ordem expecial fazer a planta de ambas as cidades de Lisboa, occidental e oriental, com toda a individuação de Praças, Palacios, Templos, Mosteiros, Freguezias, Irmidas, ruas e travessas com os nomes de todas estas couzas em tão boa forma e tão ajuizado ao Terreno que accreditou o seu estudo e trabalho de sinco annos…»

Por este documento se vê que Manuel da Maya entrou nos serviços da engenharia em 8 de setembro de 1737, como apontador; nelle vemos tambem as diversas datas das suas variadas occupações como engenheiro, tanto em tempo de paz como na guerra.

Os seus vencimentos em 1764 constam do seguinte decreto:

«A Junta da Caza e Estado de Bragança manda fazer novo assentamento a Manuel da Maya M.^e de Campo General de meus exercitos e guardamor da Torre do Tombo de hum conto duzentos oitenta e oito mil reis, que deve haver em cada h[~u] anno pelo Thesoureiro da mesma Caza, que são de sinco parcellas, que levava na folha d'ella, a saber quatrocentos e oito mil reis, que antecedentem.^{te} lhe erão concedidos de ordinaria sem abatimento de quatro e meyo por cento; duzentos mil reis de tença com o encargo de pagar quatro e meyo por cento; sento e sessenta mil reis de ordenado como chronista; cento e vinte mil reis para aluguer de casa, por aviso de 18 de Dezembro de 1754, e quatrocentos mil reis mais de ordinaria, que lhe mandei continuar por Alvará do d.^o dia 18 de Dezembro de 1754. Belem 30 de Julho de 1756.Rubrica del Rey N. S.—Reg.^{da} a fl. 56.»

Manoel da Maya foi nomeado mestre de campo general por carta patente de 24 de janeiro de 1758, e sargento mor de batalha pela carta patente de 12 de janeiro de 1760.

Entre os trabalhos que ao distincto engenheiro foram confiados, estão os do hospital das Caldas da Rainha. D'isso dá noticia esta carta que se conserva na propria lettra de Manuel da Maya.

Senhor

No anno de 1706 se entregarão no Tribunal da Meza da Consciencia que tem o governo do Hospital das Caldas da Raynha, quarenta mil cruzados em fazendas p.^a do seu producto se formar a convalecenca p.^a os doentes pobres, que se vão curar ao d.^o hospital, e com effeito chegou a haver dous mil cruzados de renda por anno produzidos da redução que se fez das taes fazendas; mas no anno de 1750 ultimo em que a Mag.^{de} Fidelissima S.^{or} Rey D. João Quinto quiz continuar aquelle remedio, senão achava fabricada a convalecença, o que o Mesmo Senhor determinou se executasse; e com esta firmeza principiei a mandar conduzir alguns materiaes p.^a a tal obra; e por q o dito Tribunal mandou ao seu Architecto fizesse planta p.^a a tal convalecença, e este a fizesse, e se formasse consulta pella Mesa da Conciencia, desta consulta se me deo vista p.^a eu responder o que me parecesse; e por[~q] achei [~q] se devia regeitar huma janela que se queria abrir em huma casa pertencente ao commodo das Religiosas, e o haver que nas janelas de tal convalecença se intentara fazer de mais despesa e feitio [~q] o da Frontaria do Hospital, o declarei assim na minha resposta declarando os inconvenientes que havia nas ditas duas couzas: e entendo [~q] esta consulta se acha detida na Secretaria do Estado, de que foi secretario Diogo Mendonça Corte Real, que hoje habita em Mazagão, na qual secretaria se pode procurar esta consulta p.^a se lhe dar a providencia necessaria, assim p.^a bem dos pobres convalecentes, como p.^a o d.^o Tribunal dar cumprimento a obra de que se encarregou. V. Mag.^{de} mandará o que for servido. Lisboa 2 de 9.^{bro} de 1761.

Manoel da Maya.

Autographo.

Importantes foram os serviços prestados por Manuel da Maya á Torre do Tombo como guarda-mor, não só no que respeita á ordenação e catalogação dos documentos, mas por occasião do terremoto de 1755 em que, em vez de acudir á sua casa, que deixou arder, procurou no que poude salvar os thesouros do Archivo.

Falleceu em 17 de setembro de 1768, e foi, conforme a sua vontade, sepultado na casa de capitulo do convento de S. Pedro de Alcantara. Passava dos noventa e um annos; e toda a vida manteve severamente um voto de castidade que fizera aos doze.

A sua exagerada devoção levou-o a ser denunciante do Santo Officio, o que nesse tempo era tido como virtude. Denunciou em 8 de julho de 1755 um allemão das relações do P.^e Cardone por transmudar o azongue em prata, reputando-o um illuminado, e denunciou um cunhado de Mangin, abridor de cunhos da Casa da Moeda, como mação[33].

Que ominosos tempos aquelles em que até os espiritos mais lucidos enfermavam d'estas aberrações moraes!

* * * * *

A titulo de curiosidade daremos noticia da oração congratulatoria que os engenheiros militares e assistentes da Torre do Tombo, e o «superior de uns e outros, Manoel da Maya», offereceram a El-Rei D. José I por haver escapado ao attentado contra elle havido, e foi recitada em S. Antonio de Lisboa pelo P.^e Fr. Manoel de Sam Boaventura, religioso carmelita descalço. Conserva-se inedita, e noutro lugar a publicaremos, por não ter cabimento neste estudo de natureza militar. Mas não resistimos a dar uma amostra na parte em que explica como especialmente a congratulação pertence aos engenheiros militares e aos empregados do Archivo:

«Todas as gerarquias de pessoas sam obrigadas a este gratulatorio obsequio; mas com muita especialidade pertence esta acçam de graças aos nobilissimos congressos dos Engenheiros militares, e ao dos guardas assistentes ao Archivo da Torre do Tombo. Unem se estas duas gerarchias em hua mesma potencia motrix, que os governa: e he identico em ambos estes nobilissimos congreços, a obrigação, e por isso he simultaneo o seu agradecimento que patenteão neste solemneTe-Deum Laudamus.

Occorre especial obrigação aos Engenheiros militares e aos assistentes do arquivo da torre do Tombo, por huma identica congruencia das suas proprias ocupaçoens. Aos Engenheiros militares pertence a fortificação das praças; assim como aos assistentes do arquivo a conservação das memorias q nelle se depositão: e como o arquivo em que melhor se guarda a memoria dos beneficios recebidos seja a acçam de graças, sendo como he este agradecimento huma fortaleza ou hum lugar bem disposto á recepção de mayores petrechos para a defensa, a quem pertence a delimitação d'esse lugar ou fortaleza? A quem se hade recommendar a guarda d'esta memoria tão importante? Não ha duvida que aos assistentes do arquivo, e aos Engenheiros militares do Reino. A estes pois he obrigatorio com especialidade o obsequio do Louvor, que dedicam á Majestade Divina; com este agradecimento desempenham dos seus officios. Uns, guardando no arquivo da gratidão a insistencia do beneficio; outros ampliando a praça, em que hade entrar multiplicidade de socorros Divinos. E assim será todo o meo empenho mostrar que as vozes doTe-Deum Laudamusque a Deus se offerecem, são huma maquina de ingenho militar, com que se agradecem ao mesmo Deos os beneficios feitos na pessoa do nosso Fidelissimo Rey, a todo o Reyno; maquina de industria tam artificioza, que he o arquivo em que melhor se conservão os padroens da recessão e continuação dos favores Divinos»[34].

Pode-se chamar a isto rhetorica engenheira!

Notas:

[1] Refere-se a Goethe, que tambem se impressionou com o terremoto, contando então seis annos.

[2] Reinaldo Manoel de Sousa.

[3]Recordaçõesde Jacome Ratton. § 65.

[4] Em alguns documentos Eugenio dos Santos de Carvalho.

[5] Deste ponto, entre outros muito interessantes, tratou o nosso estimavel camarada, capitão de engenharia, Francisco Luis Pereira de Sousa numa conferencia que realizou na Associação dos Engenheiros Civis, e que está imprimindo, tendo tido a extrema amabilidade de nos mostrar as provas relativas a esta parte, pelo que lhe deixamos aqui os nossos agradecimentos e o nosso apreço pelo seu valioso trabalho.—É muito interessante a apreciação das razões que justificam a construcção da gaiola para a maior estabilidade dos edificios relativamente aos abalos sismicos, o que é apoiado com argumentos tirados da experiencia dentro e fora do país. O titulo da obra que, desenvolvendo a sua conferencia, traz no prelo o nosso illustre camarada e distincto engenheiro é:Effeitos do terremoto de 1755 nas construcções de Lisboa.

[6]Annuario da Sociedade dos Architectos, 1908.

[7]Providencias sobre o terremoto de Lisboa, p. 200 e anteriores.

[8]Catalogo da Cartographia Nacional, p. 108.

[9] Decreto de 11 de setembro de 1750, que nomeou Ludovice architecto-mor do reino.

[10]Providencias sobre o terremoto de Lisboa, p. 131.

[11] Collecção Trigoso, tomo 16, p. 116.—VideDoc.E.

[12]Mem. das principaes providencias que se derão no Terremoto que padeceo a Corte de Lisboa no anno de 1755, por Amador Patricio de Lisboa. Pag. 318.

[13] Entre os papeis de João Baptista de Castro, e pela letra d'este, conserva a Biblioteca de Evora as copias completas da primeira e segunda d'estas dissertações, e do principio da terceira até § 6.^o—No tomo XIX do supplemento doDiccionario Bibliographicoinforma o Sr. Brito Aranha que os herdeiros de Antonio Ferreira Simas possuiam copia d'estasDissertações, tendo no fim a seguinte nota:—«Deixou o autor de fazer a quarta parte não se sabe porque».

[14] Cod. C/{2-20} N^o 13.—Bibl. d'Evora.

[15] Entrelinha do Padre João Baptista de Castro.

[16] Nota de João Baptista de Castro:

«Sobre o dezenho de renovar a cid.^e de Lix.^a se pode accomodar o epigramma daq.^{le} Poeta, fallando de Roma destruida e depois reedificada, em q disse q se Roma não se tivesse arruinado, ficaria menos grandiosa.

Et tanti cecidissi tuum, Roma inclyta tanti! Si stares, esses, Roma superba, minor.

Igual a este pensam.^{to} he o q disse Cicerolib 4 in Verremfallando do incendio do capitolio depois da morte de Sylla, e diz q aquellas chamas parecião vir do ceo, não p.^a destruir o templo de Jupiter mas p.^a lhe pedir outro melhor, e mais magnifico.Et illa flamma divinitus extitisse videatur non quae deleret Jovis optimi maximi templum sed quae praeclarius, magnificentius que deposceret. V.^ePensées ingenieusespag. 208 e o pigr. de Oven 12. Liv. 2. Ex cinere ut Phoenix Phenicis nascitur alter, Lisbon et Troyae prodiit ex cinere. Vid. Ruinas de J. H. de Mattos, pag. 126.

[17]Peculio 9 do P.^e Joam Baut.^a de CastroCl., Beneficiado da S. Basilica Patriarchal de Lisboa. An. de 1760. Cod. CXII/2-9, fl. 666 a 680, da Bibl. de Evora. Segue-se a «Terceira P.^{te}» que está copiada apenas até ao § 6, incompleto, fl. 681 a 683.

[18] Na Biblioteca de Evora, em continuação das duas partes anteriores, vem esta 3.^a parte, até principio do n.^o 7, com variantes. D'ellas daremos em notas as mais importantes. Ha ainda a notar que, decerto por lapso do copista, não existem na copia de Evora algumas palavras que estão na da Torre do Tombo.

[19] A copia de Evora não traz as palavras «comprimento da».

[20] Na copia de Evora «até» em vez de «sendo».

[21] As palavras entre parentheses, que completam o sentido, são da copia de Evora.

[22] «Apropriados», na copia de Evora.

[23] Estas palavras entre parentheses são da copia de Evora.

[24] «Alg[~u]» em vez de «grande» na copia de Evora.

[25] «Carretas», na copia de Evora.

[26] Da copia de Evora as palavras entre parentheses.

[27] Idem.

[28] Idem.

[29] Na copia de Evora está «nos canos e cloacas», em vez de «nas suas situações».

[30] T. do Tombo. M.^o da Guerra—Maço n.^o 270 da remessa de 26 de dezembro de 1891.

[31]Theatrode Manuel de Figueiredo, tomo XIV, p. 630.

[32] Biblioteca Nacional—Col. Pombalina, mss. 457, fl. 340 v.

[33] T. do Tombo. Cad. 114 dos promotores da Inquisição de Lx.^a fl. 210.—Communicação do Sr. Pedro de Azevedo.

[34] No Archivo particular do digno par Simões Margiochi.


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