IIIA proposito da missa do dia

IIIA proposito da missa do dia

Entre os trabalhadores da quinta, havia um chamado Antonio, bom rapaz, é verdade; mas que tinha um defeito, de que se não corrigia.

Era mentiroso, como os que o são, e quando o não acreditavam, amontoava juras, qual mais tremenda ou de mais responsabilidade e respeito para um homem de bem.

E era pena; porque poucos havia tão laboriosos como elle.

Era conhecido pelo—gallo da madrugada—titulo bem justificado em vista do que se apressava em concorrer ao trabalho: e não poucas vezes os pobres beneficios, que o seu magro peculio lhe permittia fazer, vinham a constar, pelos outros e não por elle, muito em seu abono e boa reputação.

O tio Joaquim, conselheiro honorario d’aquella republica tinha-o reprehendido muito; mas aquelle malditosestro não o queria o Antonio perder nem a bem nem a mal. Era o seu senão, que lhe acarretava não poucos dissabores e com o que não pouco prejudicava os outros.

Era n’um domingo, e depois da missa do dia, no adro da egreja estavam reunidos, em mó, os saloios d’aquelles sitios que tinham concorrido ao santo sacrificio. De fatos domingueiros, e varapaus ferrados, discorriam pelas novidades do logar, exactamente como os nossos elegantes á porta do Marrare, ou nas salas do Gremio.

Diga se a verdade; as Marias e as Joannas não deixavam de influir n’aquellas reuniões, porque não poucos eram os que ali compareciam levando em mira fallar ás suas requestadas, ensaiar requebros, ou ajustar entretenimentos para as horas de sesta ou para as tardes dos dias santos.

O nosso Antonio tambem não faltava á reunião, e já por mais de uma vez fizera das suas, sem consequencias de maior, pelo pouco credito que tinham n’aquelle mercado campestre as notas do nosso caramboleiro.

Havia no logar uma rapariga que se podia chamar uma perfeição, e que fazia tanta differença das suas companheiras, como a rosa de musgo das rosas carrasqueiras dos vallados.

Era gentil e mimosa, não tinha as côres de saude, nem aquelle acerejado do sol, ou fórmas robustas e quasi viris da raparigada do campo; mas era mais esbelta, mais pallida, mais clara e com uns olhos tão negros, tão negros, que lhe saiam da alvura do rosto, como dois diamantes negros engastados em esmalte branco.

Vivia arredada e em recato, e não apparecia em arraial ou festa, senão de anno em anno e quasi por milagre.

Chamavam-lhe—a fidalga,—e o nome casava tanto com a sua distincção de maneiras e garbo de porte,como o soar das ave-marias com os descampados das serras.

Como já se deve suppôr, os fragatas da terra tinham pretendido as honras de arrojado; mas debalde, porque os rejeitava, e quasi todos descoroçoados tinham desistido da empreza.

Digo quasi todos, porque dois ainda lhe arrastavam a aza, um, (aqui em segredo,) era attendido e bem olhado; o outro, mais feliz, nem fallar n’isso é bom, mordia-se de raiva pelos desdens que soffria, e pelo pouco em que eram tidos os seus requebros e paixões.

A escolha de Emilia tinha sido acertada, porque o José da Avó era o mais guapo moço d’aquellas duas leguas em redor. Desempenado e direito como uma vara de abrunheiro, valente como um pau de carrasco, generoso e de brio, como nenhum: nem o mais pintado lhe levava as lampas em trabalho de fazenda, em jogos de pau, ou em balharicos de domingo.

E cantigas! Sabia-as elle cantar, como os que as sabem; entoava uma desgarrada ou sustentava um desafio, mais afinado e a preceito do que muitos d’esses italianos em segunda mão, que os empresarios nos impõem como notabilidades cantantes.

O outro pretendente não era muito cheio de não presta: mas ao pé do José da Avó ficava a perder de vista, o que não admira; porque vasados n’aquelles moldes não havia muitos no logar. Elle porém, como não queria attender á razão, damnava-se jurando pela pelle do ditoso preferido.

Este era o estado da questão na manhã do tal domingo, e os dois rivaes conservavam-se a distancia respeitosa no meio de dois grupos distinctos.

Tinha saido já quasi toda a gente da egreja, quando Emilia se retirou, sem que lhe faltassem commentarios, emquanto passava por meio dos grupos.

—Olha a delambida! soltou d’ali uma das raparigasmais feias da terra, parece que vae com o rei na barriga, nem olha para a gente.

—Era o que faltava, a fidalga!

—Vae toda enlevada no seu José, tem medo que lh’o tirem do lance.

N’isto o nosso Antonio, que não queria ficar atraz, tambem se intrometteu na conversa, dizendo com modos de quem estava corrente com os mysterios d’aquelle circulo:

—Pois faz elle bem em perder o seu tempo, porque ainda não ha muito que vi o Miguel de conversa com ella á porta de casa, e pelos geitos que a coisa levava, não era a primeira vez que se fallavam.

—Ora tu sempre tens uma lingua!

—Um raio me parta se minto; tinha-me calado e feito vista grossa, mas agora ferveu-me o sangue quando a vi assim como quem queria deitar lama para a cara da gente.

As palavras de Antonio não tinham caido no chão. José, desconfiado como todos, estivera de ouvido á escuta e não perdera nem syllaba. N’outra occasião voltaria de certo as costas ao maldizente, mas d’esta vez mudava o caso de figura: o ciume acreditava a voz do mentiroso e a tremer chegou-se ao pé d’elle, perguntando-lhe com voz indecisa:

—Juras que é verdade o que acabas de dizer?

—Se é! os diabos me levem se minto; eu por mim não queria causar-te nenhuma aquella; mas assim como assim mais tarde ou mais cedo havias de vir a sabel-o; e, verdade verdade, ella não te merece.

—Basta, lhe retorquiu o pobre José, e foi-se como um raio até onde estava o supposto arrojado.

Inutil é dizer que tinha sido tudo isto enredos e obra de Antonio. Soltára as primeiras palavras como por demais, sustentára o dito por capricho, mais tarde para que não suppozessem que tornára com a falla ao bucho por medroso.

Do outro lado do adro uma floresta de paus se levantava no ar, e já as navalhas estavam fóra das algibeiras; os dois tinham-se travado de razões, e como palavra puxa palavra, tinham passado dos ditos a vias de facto e malhavam um no outro como se fosse um monte de milho.

Ambos tinham partidarios, e por conseguinte a lucta assumiu proporções maiores; porém por muito encarniçada que fosse entre os partidos, parecia um brinco de creanças á vista d’aquella em que os dois se tinham travado. Davam como quem se despedia do mundo, e como quem desejava vêr estendido no chão o seu contrario.

Ao principio arrancaram dos paus e começaram a atirar as primeiras pancadas, que quasi todas cairam em cheio; até que Miguel, depois de ter jogado umas poucas de sortes ao seu adversario, e como ambos estavamdescobertose só queriam dar, dissimulando uma pancada á cabeça, lhe dirigiu o pau por meia volta no ar ás pernas. Quando lá chegou já o seu adversario o tinha procurado aparar, porém tanto em mal, e tão puxada d’alma ia a contraria, que o pau colhido no meio, não o aguentou e partiu-se; e o outro não encontrando resistencia no corpo de José, porque elle já lh’o tinha furtado, foi de encontro ás pedras do adro e partiu-se tambem.

Vendo-se desarmado, Miguel não perdeu tempo: correu sobre o inimigo com uma navalha e baldeou-o logo no chão jorrando sangue por uma ferida no ventre.

O assassino, apenas commettido o crime, tomou as de Villa Diogo, e a desordem começou a apaziguar-se com a chegada dos cabos da terra, que tratavam de remover o ferido e de prender os combatentes.

O causador de tudo isto tinha, logo que viu tomar ao caso uma feição que lhe não suppozera, procurando socegar o motim, confessando a sua mentira, porém jáera tarde, n’aquellas alturas qualquer intervenção seria inutil; teve pois de assistir arrepelando-se, dizendo mal á sua vida, áquella triste scena, e promettendo, com mil juras que não mentiria nunca mais; ajudou soluçando a levar o ferido para sua casa na maca, que tinham ido buscar, e accusando-se todo o caminho de ter sido elle, e só elle, o culpado de tudo que succedera.

Nos tres dias, que succederam á catastrophe, não se fallou n’outra coisa nos serões da quinta. Conhecia-se que o tio Joaquim por vezes tinha vontade de fallar, porém tão sincero lhe parecia o arrependimento de Antonio, que sempre desistia do intento. Uma noite, porém, o nosso mentiroso, já esquecido das juras que fizera, começou, por uma coisa que nada valia, a invocar os santos todos do Paraizo em seu testemunho, e a pedir raios e coriscos para castigo se mentisse.

O velho narrador d’essa vez saltou lhe no gallinheiro, dizendo com aquella placidez de espirito, que tão habitual lhe era:

—Este Antonio faz-me lembrar o João da Tenda, que vivia lá em baixo ao pé das casas do mestre Raymundo e que por dez réis de mel coado fazia juras e protestos ás carradas. Em mal lhe deu o vicio, coitado!

—O que lhe aconteceu, tio Joaquim?

—O que foi, o que foi?

—Conte, conte; ha tanto tempo que lhe não ouvimos uma historia!

—Pois bem, soceguem, que lhe não faltarei hoje, e não será por culpa minha se esta lhes não agradar.

O pobre do Antonio tinha pedido misericordia com um olhar de supplica: mas o velho compromettera palavra e não havia de se esquivar á promessa.

—Diz lá o rifão: «quem compra e mente na bolsa o sente;» como diz tambem: «homem de boa lei tem palavra como rei», isto era quando os reis tinham palavra,se alguma vez a tiveram, que d’essas coisas não sei eu, e quando não faltavam ao que promettiam.

O que é verdade é, que se o mentir prejudica a honra e o corpo, não menos prejudica a alma estar, por dá cá aquella palha a fallar no santo nome de Deus, e no dos santos, que não são pontos com que se brinque.

Nenhum, dos que aqui estão, vae incommodar o patrão para coisas que não valem a pena, e muito menos por conseguinte devem ir bater á porta dos patrões mais subidos, para de mais a mais os tomarem para testemunhas e parceiros de coisas que não só não valem a pena, mas que são mentiras ainda em cima. E depois, quando se apanha fama de mentiroso, não ha quem nos acredite por mais que deitemos os bofes pela bocca fóra, e ainda mesmo que fallemos a verdade. Mau é dizer-se que o cão é damnado.

—Mas se fôr para fazer bem, não se deve mentir tio Joaquim?

—Para tudo ha remedio. Uns homens que perseguiam outro, perguntaram a um santo, que encontraram no caminho, se tinha visto passar o malfeitor.

O bom do santo tinha-o visto, não havia muito; mas nem o queria denunciar, nem mentir tambem: já vêem que elle estava n’esse caso, e que se devia vêr a perros.

—É verdade, é verdade, e que respondeu?

—Que por ali não passára; e como estava com as mãos nas mangas, apontou para dentro d’uma d’ellas, por onde de certo o tal homem não podia caber.

—Ora! exclamaram alguns dos circumstantes, como admirados.

—Parecia santo saloio, tornou d’alli umratinho, ultimamente embaçado na compra d’uma enchada.

—Nada que não, respondeu lhe logo o vendedor, que o percebera á legua, não tinha alma de beirão, que lá diz o dictado: no bom beirão corpo e alma pequenos são.

Talvez a questão se azedasse mais se o tio Joaquimos não interrompesse logo gritando: leva de rumor, vamos á historia do João da Tenda.

Quando vim para esta terra, já vae n’um par de annos, tinha elle uma lojasita lá no largo de baixo, mesmo á esquina da estrada real. Era um pequeno modo de vida, que bem cultivado podia produzir bastante; mas como havia descuido no amanho a colheita foi infeliz.

N’estas coisas de negocio a reputação de homem de palavra se não é ouro de lei vale-o bem; e d’esta riqueza o bom do João era mais pobre do que Job.

Ninguem se fiava n’elle e o credito diminuia cada vez mais. Direito em contas e honrado era: porém aquelle sestro maldito de mentir por dá cá aquella palha, a mania de fazer juras e protestos, que nunca se realisavam, fazia com que lhe roessem a corda na maioria dos ajustes, sem que tivesse direito de se queixar, porque não era mais do que pagar-lhe na mesma moeda.

Assim iam os tempos e o negocio corria-lhe por agua abaixo.

Para maior desgraça, no sitio onde não havia senão a loja do João, veio estabelecer-se uma outra e tirar-lhe a freguezia.

Era do José Fernandes, que ainda hoje lá a tem no mesmo logar, e que sabendo o valor do dictado—cara alegre ganha vontades,—tratou, emquanto o seu visinho andava de maus modos, porque os tempos iam maus tambem, de chamar freguezes, tratando-os ás mil maravilhas, e desfazendo-se em bons serviços.

João tinha uma filha, a menina dos seus olhos, e uma flôr de enche-mão. Mais guapa rapariga não havia de certo por aquella meia duzia de leguas em redor; e se tivesse nascido na cidade, se lhe tivessem debastado as grossuras dos campos com a plaina das fidalguias, metteria de certo a um canto essas arrebicadas, que para ahi vem passar os verões e que parece que se estão mesmo a desfazer.

É bem certo, que não ha panella sem testo, e para vasilha de tão fina loiça, é preciso que a tampa lhe não desmereça da qualidade.

E assim era o arrojado de Joaquina: rapaz bem feito e espigado, forte de corpo e affeiçoado de rosto, um d’estes de quem não ha nada que deitar fóra.

Como é de crêr, entendiam-se que era um regalo, e morriam um pelo outro. E que bem acertado por elles eram! Joaquina, delicada e fina como uma rosa de toucar, ou uma flôr de madre-silva: Domingos, forte como um zambujeiro e direito como um prumo.

Encostados um ao outro, quando se fallavam ás furtadellas ao descair da tarde, pareciam, tanto ella se ageitava a elle, e tão erguido elle estava, contente por a ter comsigo, a haste da cruz de pedra que está defrontedos Ouriços, vestida com as braçadas flexiveis da hera, que lhe nasceu ao pé.

Ninguem lhe invejava a felicidade; antes, pelo contrario todos gostavam de os vêr assim, pois pareciam ter nascido um para o outro. Mas sabem de certo, que não ha bem que dure sempre, e o d’elles por isso havia de acabar em pouco tempo.

O pae de Domingos, Deus lhe falle na alma, era um fazendeiro abastado dos sitios, que contava para cima de vinte geiras de terra de pão, fóra umas seis courellas de trincadeira, duas hortas valentes, e um pomar de caroço de mais de trezentos pés de fructa. Por conseguinte o rapaz era um bom casamento para a rapariga, e por isso o João fazia a vista grossa. Que de mais a mais o noivo era moço de honra e incapaz de abusar.

Mas não assim o tio Fernandes, que não engraçava com o tendeiro por as suas mentiras, e que nada queria com gentes, que pertencessem ao caramboleiro. Tinha sido toda a sua vida homem de palavra, as suas promessas eram mesmo um evangelho, e quem não seguisse este modo de vida nada tinha feito com elle.

Domingos, como é de querer, tinha escondido do pae os seus amores com Joaquina. Uma vez por outra procurou sondal-o a tal respeito, porém, como visse que era tempo perdido, tinha desistido da empreza, e assim ia tenteando o namoro com esperanças em que ou o velho cedesse da birra, ou o outro do vicio.

Foi por estes tempos que se armou uma das tantas guerras que por ahi tem havido na nossa desgraçada terra. Era preciso tropa e trataram de recrutamentos com toda a força.

Domingos, foi um dos sorteados. Seu pae, rico bastante, podia com facilidade pagar a um homem para o substituir, o caso era que o quizesse, e tanto que estava resolvido a sacar uma duzia de loiras da arca, onde estavam havia um par de annos sem vêr sol nem lua.

Era um domingo á noite, e o tio Fernandes recolhia-se de uma feira de gado onde fôra comprar uma junta de bois, de que precisava para a lavoira. Vinha deitando contas á sua vida, e tão entretido que nem lhe tinha custado o caminho.

Ao voltar de uma azinhaga avistou de longe dois vultos, que não parecia darem pela sua vinda. Reconheceu-os logo, e percebeu tambem qual o fim com que seu filho tantas vezes lhe tinha desculpado o João da Tenda, e porque tão desgostoso andava por assentar praça.

Fez os seus entes de razão, e ajustou com os seus botões, que: désse por onde désse, não se havia de fazer similhante casamento.

N’essa noite houve questão até fóra de horas entre Domingos e seu pae. O rapaz confessou tudo e o velho negou-se a pagar-lhe o homem.

—Ou deixar o namoro ou assentar praça, disse-lhe o tio Fernandes e Domingos preferiu a segunda condição.

Mezes depois chegava á terra a noticia da morte deDomingos. Tinha-se batido como um homem, tinha sido um dos primeiros a atacar, e pagára o atrevimento com a vida.

Figurem-se agora qual seria a pena de Joaquina ao saber de similhante noticia. A pobre da rapariga, depois que o seu apaixonado partira, não tivera nunca mais uma hora de consolação. Levava os dias a chorar, que era uma dôr de alma, e ia-se infesando a olhos vistos.

João, o culpado de tudo, pelo seu amaldiçoado costume, sem recursos porque os freguezes lhe tinham fugido, e porque o mal de sua filha lhe levava o resto, estava que parecia outro: e n’aquella casa, onde todos viviam contentes, não havia já nem signaes de alegria.

A apaixonada moça foi esmorecendo cada vez mais, os medicos não lhe achavam remedio para o mal, e qualquer que lhe receitassem não o queria ella tomar.

Acabou a sua cruz, e, em poucos mezes, foi reunir-se a Domingos, n’essa outra terra onde os amantes vivem unicos eternamente, e onde os justos gosam da felicidade sem fim.

Quando entrarem no cemiterio reparem para a esquerda, que hão de vêr debaixo do terceiro cypreste, a contar da porta, uma cova com duas cruzes de madeira e uma corôa de perpetuas. Ajoelhem sobre a terra benta, rapazes, e rezem ao Senhor pelo pae e pela filha, que ahi descançam juntos como o tinham estado em vida. Lembrem-se do que lhes succedeu, e reparem, que ás vezes uma mentira póde deitar a terra uma reputação por mais antiga que seja. Rapazes, quando se apanha um homem que não falle verdade, e quando se perde o credito, perde-se em pouco dinheiro e honras. Felizes ainda dos que não pagam com a vida como o pobre João da Tenda.

Quando os trabalhadores saíram, chegou-se Antonio ao narrador.

—Percebi tudo, tio Joaquim, prometto-lhe não mentir nunca mais nem fazer juras por coisas poucas.

—Deus te oiça, tornou-lhe o velho, que és bom rapaz; e se perderes esse mau costume, poucos haverá que te levem a palma.


Back to IndexNext