PROLOGO DO TRADUCTOR.
A Gloriosa reputação do Abbade Delille, como Litterato, e como Poeta, a estima geral, dada ao seu Poema dos Jardins, onde se encontrão todo o atavio, toda a graça, e toda a filosofia, de que he capaz o assumpto, me incitou a versificallo em vulgar, apurando nisso o cabedal que possuo em Poesia, cabedal muito inferior ao apreço, e acolheita, de que estou em divida com os meus Compatriotas. O amor á Gloria, e á Gratidão talvez ainda criem na minha alma hum ardor que a fecunde, tornando-me digno do affecto, com que me honra o Publico; e entretanto lhe apresento esta versão, a mais concisa, a mais fiel, que pude ordenal-la, e em que só usei o circumloquio nos lugares, cuja traducção litteral se não compadecia, a meu ver, com a elegancia, que deve reinar em todas as composições Poeticas.
NB. Na pag. 66 vers. 21 lêa-se Soleil, em vez de Ciel: = na pag. 67 vers. 22 Occaso, onde está Oceano: = na pag. 65 vers. 21 Cobertas d’outro Ceo: = na pag. 83 vers. 31 luzidio, em lugar de luzido: = e na pag. 119 vers. 35 diversos, em lugar de diverssas: = e na pag. 121 vers. 28 milhos, em lugar de trigos.