The Project Gutenberg eBook ofSonetos

The Project Gutenberg eBook ofSonetosThis ebook is for the use of anyone anywhere in the United States and most other parts of the world at no cost and with almost no restrictions whatsoever. You may copy it, give it away or re-use it under the terms of the Project Gutenberg License included with this ebook or online atwww.gutenberg.org. If you are not located in the United States, you will have to check the laws of the country where you are located before using this eBook.Title: SonetosAuthor: Antero de QuentalRelease date: August 14, 2006 [eBook #19046]Language: PortugueseCredits: Produced by Rita Farinha and the Online Distributed Proofreading Team at http://www.pgdp.net (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)*** START OF THE PROJECT GUTENBERG EBOOK SONETOS ***

This ebook is for the use of anyone anywhere in the United States and most other parts of the world at no cost and with almost no restrictions whatsoever. You may copy it, give it away or re-use it under the terms of the Project Gutenberg License included with this ebook or online atwww.gutenberg.org. If you are not located in the United States, you will have to check the laws of the country where you are located before using this eBook.

Title: SonetosAuthor: Antero de QuentalRelease date: August 14, 2006 [eBook #19046]Language: PortugueseCredits: Produced by Rita Farinha and the Online Distributed Proofreading Team at http://www.pgdp.net (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)

Title: Sonetos

Author: Antero de Quental

Author: Antero de Quental

Release date: August 14, 2006 [eBook #19046]

Language: Portuguese

Credits: Produced by Rita Farinha and the Online Distributed Proofreading Team at http://www.pgdp.net (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)

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Produced by Rita Farinha and the Online Distributed

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Bibliotheca da Renascença

por

Nenhum de vós ao certo me conhece,Astros do espaço, ramos do arvoredo,Nenhum adivinhou o meu segredo,Nenhum interpretou a minha prece…

Ninguem sabe quem sou… e mais, pareceQue ha dez mil annos já, neste degredo,Me vê passar o mar, vê-me o rochedoE me contempla a aurora que alvorece…

Sou um parto da Terra monstruoso;Do humus primitivo e tenebrosoGeração casual, sem pae nem mãe…

Mixto infeliz de trevas e de brilho,Sou talvez Satanaz;—talvez um filhoBastardo de Jehová;—talvez ninguem!

Dixit insipiens in corde suo: non est Deus.

Sae das nuvens, levanta a fronte e escutaO que dizem teus filhos rebellados,Velho Jehovah de longa barba hirsuta,Solitario em teus Ceus acastellados:

«—Cessou o imperio emfim da força bruta!Não soffreremos mais, emancipados,O tyranno, de mão tenaz e astuta,Que mil annos nos trouxe arrebanhados!

Emquanto tu dormias impassivel,Topámos no caminho a liberdadeQue nos surriu com gesto indefinivel…

Já provámos os fructos da verdade…Ó Deus grande, ó Deus forte, ó Deus terrivel,Não passas duma van banalidade!—»

Mas o velho tyranno solitario,De coração austero e endurecido,Que um dia, de enjoado ou distrahido,Deixou matar seu filho no Calvario,

Surriu com rir extranho, ouvindo o varioTumultuoso côro e alaridoDo povo insipiente, que, atrevido,Erguia a voz em grita ao seu sacrario:

«—Vanitas vanitatum! (disse). É certoQue o homem vão medita mil mudanças,Sem achar mais do que erro e desacerto.

Muito antes de nascerem vossos paesDum barro vil, ridiculas creanças,Sabia eu tudo isso… e muito mais!—»

Esse negro corcél cujas passadasEscuto em sonhos, quando a sombra desce,E, passando a galope, me appareceDa noite nas fantasticas estradas,

Donde vem elle? Que regiões sagradasE terriveis cruzou, que assim pareceTenebroso e sublime, e lhe estremeceNão sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavalleiro de expressão potente,Formidavel, mas placido no porte,Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a féra extranha sem temor.E o corcél negro diz: «Eu sou a Morte!»Responde o cavalleiro: «Eu sou o Amor!»

(Cheia de Graça, Mãe de Misericordia)

Num sonho todo feito de incerteza,De nocturna e indizivel anciedade,É que eu vi teu olhar de piedadeE (mais que piedade) de tristeza…

Não era o vulgar brilho da belleza,Nem o ardor banal da mocidade…Era outra luz, era outra suavidade,Que até nem sei se as ha na natureza…

Um mistico sofrer… uma venturaFeita só do perdão, só da ternuraE da paz da nossa hora derradeira…

Ó visão, visão triste e piedosa!Fita-me assim calada, assim chorosa…E deixa-me sonhar a vida inteira!

Morrer é ser iniciado.

Anthologia grega.

Altas horas da noite, o InconscienteSacode-me com força, e acórdo em susto.Como se o esmagassem de repente,Assim me pára o coração robusto.

Não que de larvas me povôe a menteEsse vacuo nocturno, mudo e augusto,Ou forceje a rasão por que afugenteAlgum remorso, com que encara a custo…

Nem fantasmas nocturnos visionarios,Nem desfilar de espectros mortuarios,Nem dentro em mim terror de Deus ou Sorte…

Nada! o fundo dum poço, humido e morno,Um muro de silencio e treva em torno,E ao longe os passos sepulcraes da Morte.

Na floresta dos sonhos, dia a dia,Se interna meu dorido pensamento…Nas regiões do vago esquecimentoMe conduz, passo a passo, a fantasia…

Atravesso, no escuro, a nevoa friaDum mundo estranho, que povôa o vento…E meu queixoso e incerto sentimentoSó das visões da noite se confia.

Que misticos desejos me enlouquecem?Os abismos do Nírvana apparecemA meus olhos, na muda immensidade!

Nesta viagem pelo ermo espaço,Só busco o teu encontro e o teu abraço,Morte! irman do Amor e da Verdade!

Eu não sei quem tu és—mas não procuro(Tal é minha confiança) devassal-o.Basta sentir-te ao pé de mim, no escuro,Entre as fórmas da noite, com quem falo.

Atravez do silencio frio e obscuroTeus passos vou seguindo, e, sem abalo,No cairel dos abismos do FuturoMe inclino á tua voz, para sondal-o.

Por ti me engolfo no nocturno mundoDas visões da região innominada,A ver se fixo o teu olhar profundo…

Fixal-o, comprehendel-o, basta uma hora,Funerea Beatriz de mão gelada…Mas unica Beatriz consoladora!

Longo tempo ignorei (mas que cegueiraMe trazia este espirito enublado!)Quem fosses tu, que andavas a meu lado,Noite e dia, impassivel companheira…

Muitas vezes, é certo, na canceira,No tedio extremo dum viver maguado,Para ti levantei o olhar turbado,Invocando-te, amiga derradeira…

Mas não te amava então nem conhecia:Meu pensamento inerte nada liaSobre essa muda fronte, austera e calma.

Luz intima, afinal, alumiou-me…Filha do mesmo pae, já sei teu nome,Morte, irman coeterna da minha alma!

Que nome te darei, austera imagem,Que avisto já num angulo da estrada,Quando me desmaiava a alma prostradaDo cansaço e do tedio da viagem?

Em teus olhos vê a turba uma voragem,Cobre o rosto e recua apavorada…Mas eu confio em ti, sombra vellada,E cuido perceber tua linguagem…

Mais claros vejo, a cada passo, escritos,Filha da noite, os lemmas do Ideal,Nos teus olhos profundos sempre fitos…

Dormirei no teu seio inalteravel,Na communhão da paz universal,Morte libertadora e inviolavel!

Só quem teme o Não-ser é que se assustaCom teu vasto silencio mortuario,Noite sem fim, espaço solitario,Noite da Morte, tenebrosa e augusta…

Eu não: minh'alma humilde mas robustaEntra crente em teu atrio funerario:Para os mais és um vacuo cinerario,A mim surri-me a tua face adusta.

A mim seduz-me a paz santa e inefavel,E o silencio ideal do Inalteravel,Que involve o eterno amor no eterno lucto.

Talvez seja peccado procurar-te,Mas não sonhar comtigo e adorar-te,Não-ser, que és o Ser unico absoluto.

(Ao Dr. José Falcão)

Erguendo os braços para o ceu distanteE invectivando os deuses invisiveis,Os homens clamam:—«Deuses impassiveis,A quem serve o destino triumphante,

Porque é que nos creastes?! IncessanteCorre o tempo e só géra, inextinguiveis,Dôr, peccado, illusão, luctas horriveis,Num turbilhão cruel e delirante…

Pois não era melhor na paz clementeDo nada e do que ainda não existe,Ter ficado a dormir eternamente?

Porque é que para a dôr nos evocastes?»Mas os deuses, com voz ainda mais triste,Dizem:—«Homens! porque é que nos creastes?»

No meu sonho desfilam as visões,Espectros dos meus proprios pensamentos,Como um bando levado pelos ventos,Arrebatado em vastos turbilhões…

Numa espiral, de estranhas contorsões,E donde sáem gritos e lamentos,Vejo-os passar, em grupos nevoentos,Distingo-lhes, a espaços, as feições…

—Fantasmas de mim mesmo e da minha alma,Que me fitaes com formidavel calma,Levados na onda turva do escarceo,

Quem sois vós, meus irmãos e meus algozes?Quem sois, visões miserrimas e atrozes?Ai de mim! ai de mim! e quem sou eu?!…

(A Joaquim de Araujo)

Não morreste, por mais que o brade á genteUma orgulhosa e van philosophia…Não se sacode assim tão facilmenteO jugo da divina tyrania!

Clamam em vão, e esse triunfo ingenteCom que a Razão—coitada!—se inebria,É nova forma, apenas, mais pungente,Da tua eterna, tragica ironia.

Não, não morreste, espectro! o PensamentoComo dantes te encara, e és o tormentoDe quantos sobre os livros desfalecem.

E os que folgam na orgia impia e devassaAi! quantas vezes, ao erguer a taça,Param, e estremecendo, impalidecem!

Na tua mão, sombrio cavalleiro,Cavalleiro vestido de armas prêtas,Brilha uma espada, feita de comêtas,Que rasga a escuridão, como um luzeiro.

Caminhas no teu curso aventureiro,Todo involto na noite que projectas…Só o gladio de luz com fulvas bétasEmerge do sinistro nevoeiro.

—«Se esta espada que empunho é coruscante,(Responde o negro cavalleiro-andante)É porque esta é a espada da Verdade.

Firo, mas salvo… Prostro e desbarato,Mas consólo… Subverto, mas resgato…E, sendo a Morte, sou a Liberdade.»

O espectro familiar que anda comigo,Sem que podesse ainda ver-lhe o rosto,Que umas vezes encaro com desgostoE outras muitas ancioso espreito e sigo,

É um espectro mudo, grave, antigo,Que parece a conversas mal disposto…Ante esse vulto ascetico e compostoMil vezes abro a bôca… e nada digo.

Só uma vez ousei interrogal-o:—«Quem és (lhe perguntei com grande abalo),Fantasma a quem odeio e a quem amo?

—Teus irmãos (respondeu), os vãos humanos,Chamam-me Deus, ha mais de dez mil annos…Mas eu por mim não sei como me chamo…

(A Alberto Sampaio)

Chamei em volta do meu frio leitoAs memorias melhores de outra idade,Fórmas vagas, que ás noites, com piedade,Se inclinam, a espreitar, sobre o meu peito…

E disse-lhes:—No mundo immenso e estreitoValia a pena, acaso, em anciedadeTer nascido? dizei-mo com verdade,Pobres memorias que eu ao seio estreito…

Mas ellas perturbaram-se—coitadas!E empalideceram, contristadas,Ainda a mais feliz, a mais serena…

E cada uma dellas, lentamente,Com um surriso intimo, pungente,Me respondeu:—Não, não valia a pena!

Como um vento de morte e de ruina,A Duvida soprou sobre o universo.Fez-se noite de subito, immersoO mundo em densa e algida neblina.

Nem astro já reluz, nem ave trina,Nem flôr surri no seu aéreo berço.Um veneno sutil, vago, disperso,Empeçonhou a criação divina.

E, no meio da noite monstruosa,Do silencio glacial, que paira e estendeO seu sudario, donde a morte pende,

Só uma flôr humilde, misteriosa,Como um vago protesto da existencia,Desabroxa no fundo da consciencia.

Dorme entre os gelos, flôr immaculada!Luta, pedindo um ultimo clarãoAos soes que ruem pela immensidão,Arrastando uma aureola apagada…

Em vão! Do abismo a bôca escancaradaChama por ti na gélida amplidão…Sobe do poço eterno, em turbilhão,A treva primitiva conglobada…

Tu morrerás tambem. Um ai supremo,Na noite universal que envolve o mundo,Ha de echoar, e teu perfume extremo

No vacuo eterno se esvahirá disperso,Como o alento final dum moribundo,Como o ultimo suspiro do Universo.

Estava a Morte ali, em pé, diante,Sim, diante de mim, como serpente,Que dormisse na estrada e de repenteSe erguesse sob os pés do caminhante.

Era de vêr a funebre bacchante!Que torvo olhar! que gesto de demente!E eu disse-lhe: «Que buscas, impudente,Loba faminta, pelo mundo errante?»

—Não temas, respondeu (e uma ironiaSinistramente estranha, atroz e calma,Lhe torceu cruelmente a bôca fria).

Eu não busco o teu corpo… Era um tropheuGlorioso demais… Busco a tua alma—Respondi-lhe: «A minha alma já morreu!»

Tu que não crês, nem amas, nem esperas,Espirito de eterna negação,Teu halito gelou-me o coraçãoE destroçou-me da alma as primaveras…

Atravessando regiões austeras,Cheias de noite e cava escuridão,Como num sonho mau, só oiço um nãoQue eternamente echôa entre as esféras…

—Porque suspiras, porque te lamentas,Cobarde coração? Debalde intentasOppôr á Sorte a queixa do egoísmo…

Deixa aos timidos, deixa aos sonhadoresA esperança van, seus vãos fulgores…Sabe tu encarar sereno o abismo!

(A Gonçalves Crespo)

Entre os filhos dum seculo malditoTomei tambem logar na impia meza,Onde, sob o folgar, geme a tristezaDuma ancia impotente de infinito.

Como os outros, cuspi no altar avitoUm rir feito de fel e de impureza…Mas, um dia, abalou-se-me a firmeza,Deu-me rebate o coração contricto!

Erma, cheia de tedio e de quebranto,Rompendo os diques ao represo pranto,Virou-se para Deus minha alma triste!

Amortalhei na fé o pensamento,E achei a paz na inercia e esquecimento…Só me falta saber se Deus existe!

Ali, onde o mar quebra, num cachãoRugidor e monotono, e os ventosErguem pelo areal os seus lamentos,Ali se hade enterrar meu coração.

Queimem-no os sóes da adusta solidão,Na fornalha do estio, em dias lentos;Depois, no hinverno, os sopros violentosLhe revolvam em torno o árido chão…

Até que se desfaça e, já tornadoEm impalpavel pó, seja levadoNos turbilhões que o vento levantar…

Com suas lutas, seu cançado anceio,Seu louco amor, dissolva-se no seioDesse infecundo, desse amargo mar!

(Ao sr. D. Nicolas Salmeron)

Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mimE o que é mais, dentro em mim—que me rodeiasCom um nimbo de afectos e de ideias,Que são o meu principio, meio e fim…

Que extranho ser és tu (se és ser) que assimMe arrebatas comtigo e me passeiasEm regiões inominadas, cheiasDe incanto e de pavor… de não e sim…

És um reflexo apenas da minha alma,E em vez de te encarar com fronte calmaSobresalto-me ao vêr-te, e tremo e exoro-te…

Falo-te, calas… calo, e vens atento…És um pai, um irmão, e é um tormentoTer-te a meu lado… és um tyranno, e adoro-te!

Onde te escondes? Eis que em vão clamamos,Suspirando e erguendo as mãos em vão!Já a voz enrouquece e o coraçãoEstá cançado—e já desesperamos…

Por ceu, por mar e terras procuramosO Espirito que enche a solidão,E só a propria voz na immensidãoFatigada nos volve… e não te achamos!

Ceus e terra, clamai, aonde? aonde?—Mas o Espirito antigo só responde,Em tom de grande tedio e de pezar:

—Não vos queixeis, ó filhos da anciedade,Que eu mesmo, desde toda a eternidade,Tambem me busco a mim… sem me encontrar!

(A João de Deus)

Muito longe daqui, nem eu sei quando,Nem onde era esse mundo, em que eu vivia…Mas tão longe… que até dizer podiaQue emquanto lá andei, andei sonhando…

Porque era tudo ali aério e brando,E lucida a existencia amanhecia…E eu… leve como a luz… até que um diaUm vento me tomou, e vim rolando…

Cahi e achei-me, de repente, involtoEm luta bestial, na arena féra,Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer nessa hora,E achei-me de improviso feito féra…—É assim que rujo entre leões agora!

Para além do Universo luminoso,Cheio de fórmas, de rumor, de lida,De forças, de desejos e de vida,Abre-se como um vácuo tenebroso.

A onda desse mar tumultuosoVem ali expirar, esmaecida…Numa immobilidade indefinidaTermina ali o ser, inerte, ocioso…

E quando o pensamento, assim absorto,Emerge a custo desse mundo mortoE torna a olhar as coisas naturaes,

Á bella luz da vida, ampla, infinita,Só vê com tédio, em tudo quanto fita,A illusão e o vasio universaes.

(Ao sr. J. P. Oliveira Martins)

Já socega, depois de tanta lucta,Já me descança em paz o coração.Cahi na conta, emfim, de quanto é vãoO bem que ao Mundo e á Sorte se disputa.

Penetrando, com fronte não enxuta,No sacrario do templo da Illusão,Só encontrei, com dôr e confusão,Trevas e pó, uma materia bruta…

Não é no vasto mundo—por immensoQue elle pareça á nossa mocidade—Que a alma sacia o seu desejo intenso…

Na esféra do invisivel, do intangivel,Sobre desertos, vacuo, soledade,Vôa e paira o espirito impassivel!

HomoDisputa em Familia—I e IIMors-AmorÁ Virgem SantissimaElogio da Morte—I a VIDivina ComediaNo turbilhãoQuia aeternusMors liberatrixO InconscienteConsultaEspiritualismo—I e IIAnima meaEstoicismoO ConvertidoSepultura romanticaLogosIgnotusNo circoNirvanaTranscendentalismo

Publicados, no decurso de alguns annos, nos jornaes aHarpae aRenascença, os Sonetos do sr. Anthero de Quental foram recebidos pelos entendedores por fórma tal, que julgamos fazer uma coisa agradavel aos assignantes daquelles jornaes, e ao publico em geral colligindo agora, no primeiro volume da Bibliotheca da Renascença, aquelles Sonetos, juntamente com alguns outros, do mesmo caracter e estilo, dispersos por varias publicações, e pondo desta fórma ao alcance dos apreciadores a serie completa dos Sonetos philosophicos até hoje produzidos pelo grande poeta dasOdes Modernas, depois do apparecimento da segunda edição deste livro.

A Red. daRenascença.

Lira intima, versos, 1 volume (no prelo).

David Corazzi—Editor

* * * * *

Bibliotheca das Sciencias Sociaes:

Historia da Civ. Iberica, 2.^a ed., 1 vol. $700Historia de Portugal, 2.^a ed., 2 vol. 1$400O Brazil e as Colonias Portuguezas, 1 vol. $700A Anthropologia, 1 vol. $500

No prelo:

Portugal Contemporaneo, 2 vol.

Livraria Bertrand—Editora

Preço 250 réis


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