105(pag. 280).

Vatable ou Vateblé era um celebre sabio na lingua hebraica, no seculo XVI, restaurador na França dos estudos orientaes.

Morreo em 1547.

Suas notas sobre o antigo testamento acham-se na Biblia de Robert Etienne.

Prova-nos esta phrase ter o Padre Ivo escripto sua obra na Europa, e saber da missão dirigida pelo Padre Archangelo.

Affirma Marcellino de Piza terem 565 indios recebido o baptismo n’esta segunda expedição religiosa. (VideAnnales historiarum ordinis minorum. Lugd. 1676 in fol.)

O Padre Archangelo, acompanhado por 12 confrades, portador de magnificos ornamentos bordados pela Duqueza de Guize devia por certo cercar-se de outra pompa, que não tiveram os quatro Geraes Capuchinhos, que deram principio á missão.

Graças aos documentos, que nos são proporcionados pela marinha, e que devemos ao obsequio do Sr. P. Margry, soubemos por uma carta inedicta do Sr. de Beaulieu a Mr.de Razilly, que o Padre Archangelo, muito conhecedor do valor do dinheiro abstrahindo o seo voto de pobresa, não quiz embarcar-se antes de lhe haverem dado a esperança de conseguir subsidios.

Apesar dos recursos, de que dispunha o seo chefe espiritual, ainda está por fazer a historia d’esta segunda missão: não deixou até vestigios, e ficará para sempre ignorada em quanto não descobrirmos o livro de Francisco de Bourdenare.

Sabemos apenas que muito mais favorecido, que Ivo d’Evreux, por seos superiores, recebeo, graças ás suas cartas de obediencia, o direito de admittir noviços em seo Convento.

Não teve tempo de utilisar-se de tal privilegio, mas quando regressou á Europa, em recompensa do seo zelo foi em 1615 nomeado Guardião do grande Convento da rua de Santo Honorato.

Todos estes factos, omittidos naturalmente pelos historiadores do Maranhão, acham-se referidos nosÉloges historiques, manuscripto da Bibliotheca Imperial, e seria injustiça esquecer serem elles tambem narrados pelo Padre Marcellino de Piza.

Depois de haver contado como o Geral dos Capuchinhos Paulo de Caesena deo licença á Honorato de Pariz, então Provincial, para mandar á America uma segunda missão, disse:—«Ille nihil cunctatus, duodecim fratres ad hanc expeditionem, aptos elegit quorum animosa phalanx navem conscençâ secedens in Indiam, a barbara illa natione jam capucinorum placidis moribus assueta per humaniter fuit excepta.»

Na entrada dos portuguezes o Padre Archangelo de Pembroke retirou-se com os Capuchinhos francezes ficando em lugar d’elles os Franciscanos, que em numero de vinte se recolheram ao Mosteiro.

Sob a direcção de Frei Christovão Severino teve então o Convento nova regra.

Foram as bases lançadas em 1624 porem só foram cumpridas pontualmente em 4 de Agosto do anno seguinte.

Abstemos-nos porem de offerecer ás vistas do leitor as desgraçadas peripecias, porque passou este Mosteiro durante 225 annos: basta dizer, que no fim de um seculo estava quasi reduzido a ruinas.

Em 1860 o actual Guardião, que tinha sob seo governo somente dois franciscanos, mas que soube felizmente captar as sympathias dos habitantes de São Luiz, recorreo á caridade publica afim de concertar-se como merece este edificio, a que se ligam interessantes recordações do paiz.

A Ordem é actualmente muito pobre, porem offerece grande contraste, segundo é voz geral, quando em seo zelo é comparada com outros Conventos[BL]opulentos da Cidade, que estão se arruinando.

Não foram em vão as supplicas de Frei Vicente de Jesus, pois elle arrecadou grandes quantias, que chegaram para reparar os estragos do tempo.

Conservando a humilde Capella, onde orou o Padre Ivo d’Evreux, fizeram-se novas edificações que tornaram a Igreja de Santo Antonio a mais linda de tão bella Cidade.

É mui curioso vêr aqui o Padre Ivo d’Evreux fazer uma especie de allusão á antigas crenças d’esses povos, as quaes Thevet, ou talvez o Cavalheiro de Villegagnon tinham guardado desde 1555, e que parece ser ignoradas pelos nossos viajantes do Seculo XVI, pois não tratam d’ellas em suas narrações.

Uma nota, mesmo concisa nos levaria muito longe, e vêr-nos-iamos forçados a chamar a attenção do leitor para um opusculo, no qual reunimos tudo o que podemos encontrar á respeito das ideias mythologicas dos Tamoyos e dos Tupinambás. (Vide sobre osMaraïta—Une fête bresilienne célébrée à Rouen em 1550 suivie d’un fragment du XVIme siécle roulant sur la Théogonie des anciens peuples du Brésil. Paris, Techener, 1850 gr. in 8.º)

A legenda brazileira de geração em geração transmittio a narração das perigrinações de dois prophetas, bem distinctos, igualmente estimados por esses selvagens, que os chamouTamandaréeSumé.

Como Boudaha, deixou o ultimo impressas as suas pegadas sobre a rocha viva, quando deixou a terra.

O mytho de Tamandaré, que se lê na descripção do diluvio americano, é contado extensamente por Vasconcellos nas suasNoticias do Brazil, pag. 47 e 48.

Ahi se lerá como o Noé americano subindo ao cume de uma palmeira, que tocava com o seo vertice o Ceo, e agarrando d’ahi sua Familia poude salval-a, e com ella repovoou a terra.

Na phrase aqui citada, Ivo d’Evreux alludio ao legislador mais moderno, Sumé, este Triptolémio brazileiro, que ensinou a cultura da mandióca aos descendentes de Tamandaré.

Simão de Vasconcellos diz mui positivamente, que «havia entre elles tradicção muito antiga, transmittida de paes a filhos, dizendo haverem apparecido, muitos seculos depois do diluvio, homens brancos n’estas terras, que fallavam aos povos de um só Deos e de outra vida. Um d’elles chamava-seSumé, que parece quer dizerThomé.»

Preferindo a tradicção, que dá a São Bartholameu a honra de haver evangelisado os povos longiquos, provou com isto o Padre Ivo o seo conhecimento das origens.

Com effeito, segundo diz Eusebio, chegou este Apostolo viajante até a extremidade das Indias, São Pantene percorreo o interior da Asia desde o III seculo, e ahi já achou vestigios do christianismo, que bem se podiam attribuir ás prédicas de Sam Bartholameo.

Prevaleceo comtudo no Brasil a legenda em contrario, como a outra na India. (VideJornada do Arcebispo de Goa dom Frei Aleixo de Menezes, quando foi ás serras de Malauare, lugares em que moram os antiguos christãos de S. Thomé. Coimbra, 1606, in fol.)

No tempo de Vasconcellos bem visiveis eram os signaes dos pés de S. Thomé, ao norte do porto de S. Vicente, perto da Villa.

Estes signaes de dois pes nùs por maravilha impressos na rocha (tão vivos e expressos, como si em um mesmo tempo juntamente se fizeram) não eram vistos debaixo d’agoa.

O religioso franciscano Jaboatam achou no Recife, em Pernambuco, pegàdas santas.

N’esta segunda edicção da legenda, somente apparece um pé como o de um menino de 5 annos, que suppõe ser o piedoso narrador o de um jovem companheiro do Apostolo. (VideNovo Orbe Serafico, reimpresso ultimamente pelos esforços doInstituto Historico e Geoqraphico do Rio de Janeiro.)

Não se encontram esses afamados signaes somente em diversos pontos do littoral, e sim em outros lugares, o que seria enfadonho enumerar.

Não contentes ainda com isto fizeram com que o santo viajante se embrenhasse corajosamente pelo interior do Brasil, onde em caracteres gigantescos sobre pedras ou rochas escreveo a historia da sua missão.

Ha em Minas uma aldeia, a que se deo o nome chamando-aSam Thomé das Lettras.

Um observador circumspecto, o general Cunha Mattos, não vio taes inscripções, e combateo a tradicção dizendo que esses traços phantasticos, que se observam n’um doslados daSerra das lettrasforam formados por accidentes de terreno, isto é, por dendrites, para servir-me de suas expressões. (VideItinerario do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão. Rio de Janeiro. 1836. 2 vol. em 8.º T. 1.º pag. 63).

Dura até hoje esta opinião sobre a gigantesca inscripção daSerra das lettras, e acredita-se actualmente serem devidos a infiltração de particulas ferruginosas obrando sobre o grão da serra, e por est’arte simulando caracteres escriptos.

No Brasil são muitos os hieroglyphos grosseiramente embutidos, e ninguem duvida serem devidos á origem indigena. Muitas obras nos mostram os seosfac-simile.

A grande viagem pitoresca de Mr. Debret tem dois, que não deixam de ter interesse.

Fallamos da inscripção do monte deAnastabia, e das esculpturas embutidas n’uma rocha, que se encontra perto das margens do rio Yapurá, na provincia do Pará, bem pode ser que as palavras do Padre Ivo se refiram á este monumento, grosseiramente trabalhado, e de que trata Mr. Debret na pag. 46 do seo T. 1º, porem em alguns não acha a mais prevenida imaginação bases para assentar uma opinião historica ou religiosa.

Pelo que se refereás rochas incisadas, de que falla o nosso bom frade, é tradicção geral em toda a America, que estes accidentes, resultados de grandes commoções da natureza, são sempre explicados pela legenda indigena, que os attribue ao supremo poder de um semi-Deos, que, a sua vontade, quebra as montanhas mais resistentes ao trabalho do homem e, algumas vezes, até os mais gigantescos.

Em Nova-Granada o salto de Tequendama não teve outra origem, pois foi feito, como se sabe, pelo grande Bochica: poderiamos tambem citar a abertura feita norecife, que margina o littoral de Pernambuco, e que se attribue ao grande Sumé, ou ao seu representante christão, o Apostolo viajante. (Vide Frei Antonio de Santa Maria Jaboatão,NovoOrbe Serafico Brasilico, ouChronica dos frades menores da provincia do Brasil. 2.ª edicç. Rio de Janeiro. 1858.)

Jaboatão escreveu em 1761.

Tinha este chefe indigena um nome bem conhecido na ornithologia do Brasil. OJacupemaé oPenelopsupereiliarisuma das melhores caças do Brasil.

Na familia dos Foulon, de que gozava muita consideração em Abbeville, tinham muitos dos seos membros se dedicado á vida monastica.

O padre Marçal esteve em Pariz com seo irmão o padre Claudio; este ultimo, cujo artigo está tão cheio de erros na biographia universal, era ja guardião do convento na sua patria desde 1608, mas, como o padre Ivo, começou o seo noviciado em 9 de junho de 1595.

A bibliotheca do Arsenal possue um opusculo, hoje raro, do padre Claudio, cujo titulo é—L’arrivée des Pêres Capucins et la conversion des sauvages a nostre sainte Foy déclarés par le R. P. Claude d’Abbeville, prédicateur capucin à Paris, chez Jean Nigaut, rue de St. Jean de Latran, em 1613. Pode comparar-se este escripto com o artigo intitulado—Retour du sieur de Rasilly en France et des Toupinambous qu’il amena á Paris.Mercure française. T. 3, pag. 164.L’histoire chronologique de la bienheureuse Colette, réformatrice des trois ordres du Seraphique Pere St. François.Paris. Nicolas Buon, 1628, em 12: não é do padre Claudio, como suppõe Eyriés. A dedicatoria tem a assignatura de Fr. S. d’A, indigno capuchinho. Já tinha morrido Claudio d’Abbeville quando appareceo esta obra. Depois de ter 23 annos de religião, falleceo em Ruão em 1616 e não em 1632.

Leia-sePlymouth: Claudio d’Abbeville escrevePleme.

Trata-se aqui doRio do Ouro.

Difficilmente por este nome se sabe ser aIlha de Fernão de Noronha, e nãoFernando de Noronha, como escreve alguns geographos.

Está a 75° long. E. N. E. do Cabo de Sam Roque, e na lat. de 3° 48, á 52′. Explica-se esta alteração de nome pela sua visinhança do Cabo de Sam Roque.

Alguns viajantes antigos escreveramFernando de la Rogne: n’esse caso está o padre Claudio.

Omittio o padre Claudio d’Abbeville esta ultima circumstancia.

Leia-seTupanem vez deIupan. Quanto a palavra Matarata, que ahi se lê, não se pode entender pelo adjectivoMbaraeté, que significa—forte. Parece estar sob esta significação noTesoro de la lingua Guarany, do padre Ruiz de Montoya.

O capitão du Manoir estava ha muito tempo estabelecido na Ilha, onde tinha muitas relações.

Foi elle quem hospedou os Missionarios, e lhes offereceo uma festa «tão magnifica como podia ser em França» disse o padre Claudio, a qual assistiram os Srs. de Rasilly e Pezieux. Foi da sua habitação que partiram os nossos para tomar posse do lugar, onde se edificou oForte de Sam Luiz. Regressou á França antes de ser o Maranhão tomado pelos portuguezes.

Quando evacuaram as nossas forças navaes o porto do Maranhão, muitos francezes não seguiram o exemplo de Manoir, e se estabeleceram na nova Colonia, onde só foram permittidos artistas.

Erraria quem suppozesse ter sido abandonada a missão fundada com tanto zelo pelos nossos Religiosos: sem a menor alteração foram incumbidos d’ellas os Franciscanos: a este respeito achou-se tudo quanto podia desejar-se noOrbe Seraphicodo padre Jaboatão.

Contem este resumo uma longa biographia de Frei Francisco do Rosario, frade celebre na Ordem de Sam Francisco, que tomou posse do Convento dos Capuchinhos perto de dez annos depois, que estes o abandonaram de todo.

Embrenhava-se muitas vezes este zeloso Missionario nos desertos desconhecidos do Maranhão, onde ia cathequisar os indios.

Em 1630 compôz uma obra aproveitavel sobre as tribus que visitou. Infelizmente nunca foi publicada, e o seria se fosse encontrada, como precioso commentario á obra do padre Ivo.

Cansado por seos trabalhos, cuja multiplicidade espanta até a imaginação, foi para a Bahia, onde revestido das dignidades da ordem falleceo com cheiro de santidade em 24 de fevereiro de 1650.

Afirma-se haver elle predicto muitos annos antes os grandes acontecimentos politicos, que, produzindo a expulsão da Hespanha, dava independencia ao Brasil.

Parece que vio-se obrigado a reconstruir em 1625 os edificios que deixaram em começo os nossos Religiosos, e porisso foi elle em Sam Luiz julgado como o primeiro fundador do Convento da sua Ordem.

Vamos ainda dizer uma palavra para acabar estas notas. Serão ellas ainda um dia completadas pelo trabalho, que ha de preceder aRelação do Padre Claudio d’Abbeville, e si se quizer, o podem ser ja, consultando se varias obras francezas contemporaneas, absolutamente despresadas, sob este ponto de vista, pelos historiadores da America. N’este caso, entre outros, está o padre Pedro du Jarric, pois, na verdade, ninguem pensaria achar n’umaHistoria das Indias orientaestodos os factos religiosos, acontecidos em Maranhão antes de 1607.

Consultando-se o 5.º volume d’esta volumosa obra, encontra-se a tragica historia dos padres Francisco Pinto e Luiz Figueira, jesuitas portuguezes, os primeiros que visitaram os desertos desconhecidos, cujo littoral occuparam os francezes.

Francisco Pyrard, o viajante Belga, residente na pequena cidade de Laval, nos contou tambem na suaRelação das Indias e especialmente das Ilhas Maldivas, o que na Europa se pensava do Brasil no tempo, em que viveo o padre Ivo. Não trata do Maranhão, e bem o podia fazer.

Deve ainda dizer-se que esta bella provincia, conhecida mais pela obra de Mr. Herald do que por outras antigas, ficou por muito tempo fóra da toda a vida politica.

Doada a principio aos filhos de José de Barros, o famoso historiador das Indias, só foi conhecida na Europa por uma lastimavel catastrophe, pois era esquecida apesar da fertilidade e da magnificencia da sua vegetação.

Apparece comtudo n’um dos monumentos geographicos mais importantes, onde se verificou o que era o Brasil no seculo XVI: queremos fallar da bellaCartade Gaspar Viegas, que tem a data de outubro de 1534, hoje na Bibliotheca Imperial de Paris.

Nenhum historiador até hoje ainda a mencionou, apezar de sua exactidão tão admiravel para aquelles tempos e aindacontinuaria a ser esquecida se o Sr. de Cortambert não nos fizesse o favor de communicar-nos a sua existencia.

Sentimos muito praser recordando-nos, que este bello trabalho do desconhecido geographo vae de hora em diante ligar-se ao mais vasto e ao mais exacto reconhecimento das costas do Brasil, que tem podido obter a sciencia n’estes ultimos tempos, e d’ella fará objecto de especial estudo o Sr. capitão da fragata Mouchez na sua grande obra nautica a respeito do littoral do Brasil.

Deviam acabar aqui as notas indispensaveis para conhecer-se na França e mesmo na America o texto do nosso velho viajante.

Accrescentaremos apenas uma palavra, talvez indispensavel para comprehender-se o valor do documento por nós exhumado.

O padre Arsenio de Pariz, o fiel companheiro do padre Ivo d’Evreux, disse em 1613 ao Superior do seo Mosteiro á proposito das regiões, por onde evangelisou, o seguinte:

«Eu vos asseguro, meo padre, que quando estiver um pouco estabelecido, será um verdadeiro paraiso terrestre.»

A esperança do bom Religioso não era das que se podem realisar completamente: não caminham assim as coisas neste mundo, porem não sendo o paraiso, é o Maranhão uma das provincias de um vasto Imperio, que vae progredindo.

No meio de prosperidades reaes, e apezar dos esforços de espiritos felizmente bem intencionados, o progresso intelletual do paiz está muito longe do que devia ser.

As recordações do passado, que tanto desenvolvem as populações, ahi não existem.

Não ha archivos, bibliothecas publicas, e nem instituições litterarias, e tanto é verdade isto, que o Imperador, o Sr. D. Pedro 2º, ha dez annos incumbio um dos homens mais activos e eminentes d’este paiz para examinar na Cidade de Sam Luiz o estado real dos depositos litterarios da Capital do Maranhão.

Não reproduziremos aqui as queixas judiciosas e bem fundadas do Sr. Gonçalves Dias sobre o lamentavel estado dos estabelecimentos, objecto de suas investigações.

Pode lêr-se o seoRelatorioescripto em bom estylo naRevista Trimensalpublicada com tanto zelo pelo Instituto Historico do Rio de Janeiro.

Citaremos apenas, que ha dez annos, Gonçalves Dias achou 2:000 volumes na Bibliotheca Publica e no Almanach de 1860, edictado pelo Sr. B. de Mattos, apparecem 1:030 em deploravel estado!

Possa a reimpressão da obra do padre Ivo d’Evreux marcar uma nova era na patria de Odorico Mendes, de Gonçalves Dias, e de João Lisboa.

FIM.

NOTAS[BG]Consulte-se a respeito de todos estes assumptos o meoDiccionario historico e geographico do Maranhão. Iria longe se eu quizesse acompanharparí passuesta publicação, onde não poucas vezes foi illudida a bôa fé de Mr. Ferdinand Diniz.—Do traductor.[BH]Outro engano. Aqui não se conhece esta dóca.—Do traductor.[BI]40 leguas? Não, e sim 4 leguas. Vide art.Alcantarano meoDiccionario.—Do traductor.[BJ]É engano. O major Fidié não foi vencido, e sim capitulou honrosamente em 1.º de Agosto de 1823. (VideHistoria da Independencia do Maranhão(1822 a 1823) pelo Dr. Luiz Antonio Vieira da Silva, hoje Senador do Imperio, pag. 109 a 127.)—Do traductor.[BK]Mr. Ferdinand Diniz foi illudido por escriptos politicos, embora habilmente manejados porem sempre com paixão.Não foi o Conselheiro Furtado a quem se deve esse estado de paz, e sim a outro cidadão como ja disse no meoDiccionarioneste trecho que para aqui transcrevo.—Durou este triste e lamentavel estado de ferocidade ou dezespero até o tempo, em que o fallescido Dr. Eduardo Olympio Machado perante os escolhidos da Provincia em 1851 recitou estas palavras:«A febre homicida, que ía lavrando pelo municipio de Caxias, tem feito, vae para tres mezes, prolongada remissão. E qual o reagente que conseguio acalmar seos lugubres accessos? A energia e actividade do actual delegado de policia o Dr. João de Carvalho Fernandes Vieira, o qual, formando culpa aos delinquentes, perseguindo-os com incansavel zelo, devassando as casas de certos individuos, que até então contavam, senão com acquiescencia, com o silencio da auctoridade publica, tem conseguido restituir á tranquilidade o districto de sua jurisdicção.»Foram estes valiosos e importantes serviços apreciados pelo Governo Central, pois mandou por mais de um Aviso louvar o Dr. João de Carvalho.D’ahi a poucos annos houve quem intentasse arrancar esses louros da fronte do energico e activo ex-juiz municipal e delegado de policia de Caxias para offerecer a outro, que nada fez, não cuidando da historia que tudo registra e a todos faz justiça!Esta acção, por demais injusta, nos faz lembrar estes versos do poeta de Mantua:Hos ego versiculos feci: tulit alter honoresSic vas non vobis, nidificates, aves etc etc.Do traductor.[BL]É injustiça confundir-se nesta censura o Convento do Carmo, graças ao zelo do seo benemerito Provincial o Revd. Frei Caetano de Santa Rita Serejo.—Do traductor.

[BG]Consulte-se a respeito de todos estes assumptos o meoDiccionario historico e geographico do Maranhão. Iria longe se eu quizesse acompanharparí passuesta publicação, onde não poucas vezes foi illudida a bôa fé de Mr. Ferdinand Diniz.—Do traductor.

[BG]Consulte-se a respeito de todos estes assumptos o meoDiccionario historico e geographico do Maranhão. Iria longe se eu quizesse acompanharparí passuesta publicação, onde não poucas vezes foi illudida a bôa fé de Mr. Ferdinand Diniz.—Do traductor.

[BH]Outro engano. Aqui não se conhece esta dóca.—Do traductor.

[BH]Outro engano. Aqui não se conhece esta dóca.—Do traductor.

[BI]40 leguas? Não, e sim 4 leguas. Vide art.Alcantarano meoDiccionario.—Do traductor.

[BI]40 leguas? Não, e sim 4 leguas. Vide art.Alcantarano meoDiccionario.—Do traductor.

[BJ]É engano. O major Fidié não foi vencido, e sim capitulou honrosamente em 1.º de Agosto de 1823. (VideHistoria da Independencia do Maranhão(1822 a 1823) pelo Dr. Luiz Antonio Vieira da Silva, hoje Senador do Imperio, pag. 109 a 127.)—Do traductor.

[BJ]É engano. O major Fidié não foi vencido, e sim capitulou honrosamente em 1.º de Agosto de 1823. (VideHistoria da Independencia do Maranhão(1822 a 1823) pelo Dr. Luiz Antonio Vieira da Silva, hoje Senador do Imperio, pag. 109 a 127.)—Do traductor.

[BK]Mr. Ferdinand Diniz foi illudido por escriptos politicos, embora habilmente manejados porem sempre com paixão.Não foi o Conselheiro Furtado a quem se deve esse estado de paz, e sim a outro cidadão como ja disse no meoDiccionarioneste trecho que para aqui transcrevo.—Durou este triste e lamentavel estado de ferocidade ou dezespero até o tempo, em que o fallescido Dr. Eduardo Olympio Machado perante os escolhidos da Provincia em 1851 recitou estas palavras:«A febre homicida, que ía lavrando pelo municipio de Caxias, tem feito, vae para tres mezes, prolongada remissão. E qual o reagente que conseguio acalmar seos lugubres accessos? A energia e actividade do actual delegado de policia o Dr. João de Carvalho Fernandes Vieira, o qual, formando culpa aos delinquentes, perseguindo-os com incansavel zelo, devassando as casas de certos individuos, que até então contavam, senão com acquiescencia, com o silencio da auctoridade publica, tem conseguido restituir á tranquilidade o districto de sua jurisdicção.»Foram estes valiosos e importantes serviços apreciados pelo Governo Central, pois mandou por mais de um Aviso louvar o Dr. João de Carvalho.D’ahi a poucos annos houve quem intentasse arrancar esses louros da fronte do energico e activo ex-juiz municipal e delegado de policia de Caxias para offerecer a outro, que nada fez, não cuidando da historia que tudo registra e a todos faz justiça!Esta acção, por demais injusta, nos faz lembrar estes versos do poeta de Mantua:Hos ego versiculos feci: tulit alter honoresSic vas non vobis, nidificates, aves etc etc.Do traductor.

[BK]Mr. Ferdinand Diniz foi illudido por escriptos politicos, embora habilmente manejados porem sempre com paixão.

Não foi o Conselheiro Furtado a quem se deve esse estado de paz, e sim a outro cidadão como ja disse no meoDiccionarioneste trecho que para aqui transcrevo.

—Durou este triste e lamentavel estado de ferocidade ou dezespero até o tempo, em que o fallescido Dr. Eduardo Olympio Machado perante os escolhidos da Provincia em 1851 recitou estas palavras:

«A febre homicida, que ía lavrando pelo municipio de Caxias, tem feito, vae para tres mezes, prolongada remissão. E qual o reagente que conseguio acalmar seos lugubres accessos? A energia e actividade do actual delegado de policia o Dr. João de Carvalho Fernandes Vieira, o qual, formando culpa aos delinquentes, perseguindo-os com incansavel zelo, devassando as casas de certos individuos, que até então contavam, senão com acquiescencia, com o silencio da auctoridade publica, tem conseguido restituir á tranquilidade o districto de sua jurisdicção.»

Foram estes valiosos e importantes serviços apreciados pelo Governo Central, pois mandou por mais de um Aviso louvar o Dr. João de Carvalho.

D’ahi a poucos annos houve quem intentasse arrancar esses louros da fronte do energico e activo ex-juiz municipal e delegado de policia de Caxias para offerecer a outro, que nada fez, não cuidando da historia que tudo registra e a todos faz justiça!

Esta acção, por demais injusta, nos faz lembrar estes versos do poeta de Mantua:

Hos ego versiculos feci: tulit alter honoresSic vas non vobis, nidificates, aves etc etc.

Hos ego versiculos feci: tulit alter honoresSic vas non vobis, nidificates, aves etc etc.

Hos ego versiculos feci: tulit alter honoresSic vas non vobis, nidificates, aves etc etc.

Hos ego versiculos feci: tulit alter honores

Sic vas non vobis, nidificates, aves etc etc.

Do traductor.

[BL]É injustiça confundir-se nesta censura o Convento do Carmo, graças ao zelo do seo benemerito Provincial o Revd. Frei Caetano de Santa Rita Serejo.—Do traductor.

[BL]É injustiça confundir-se nesta censura o Convento do Carmo, graças ao zelo do seo benemerito Provincial o Revd. Frei Caetano de Santa Rita Serejo.—Do traductor.


Back to IndexNext