Aquelle semi-clerigo patife,Se eu no mundo fizera ainda apostas,Apostára comtigo que nas costasO grande Pico tem de Teneriffe:Celebre traste! É justo que se rife;Eu tambem prompto estou, se d'isso gostas;Não haja mais perguntas, nem respostas;Venha, antes que algum taful o bife:Parece hermaphrodita o Corcovado;Pela rachada parte (que appeteço)Parece que emprenhou, pois anda opado!Mas d'esta errada opinião me desço:Pois que traz a creança no costado,Deve ter emprenhado pelo sesso.
Aquelle semi-clerigo patife,Se eu no mundo fizera ainda apostas,Apostára comtigo que nas costasO grande Pico tem de Teneriffe:
Celebre traste! É justo que se rife;Eu tambem prompto estou, se d'isso gostas;Não haja mais perguntas, nem respostas;Venha, antes que algum taful o bife:
Parece hermaphrodita o Corcovado;Pela rachada parte (que appeteço)Parece que emprenhou, pois anda opado!
Mas d'esta errada opinião me desço:Pois que traz a creança no costado,Deve ter emprenhado pelo sesso.
Porri-potente heróe, que uma cadeiraSustens na ponta do caralho tezo,Pondo-lhe em riba mais por contrapezoA capa de baetão da alcoviteira:Teu casso é como o ramo da palmeira,Que mais se eleva, quando tem mais pezo:Se o não conservas açaimado e preso,É capaz de foder Lisboa inteira!Que força tens no horrido marsapo,Que assestando a disforme cachamorraDeixa conos e cús feitos n'um trapo!Quem ao ver-te o tezão ha não discorraQue tu não podes ser senão Priapo,Ou que tens um guindaste em vez do porra?
Porri-potente heróe, que uma cadeiraSustens na ponta do caralho tezo,Pondo-lhe em riba mais por contrapezoA capa de baetão da alcoviteira:
Teu casso é como o ramo da palmeira,Que mais se eleva, quando tem mais pezo:Se o não conservas açaimado e preso,É capaz de foder Lisboa inteira!
Que força tens no horrido marsapo,Que assestando a disforme cachamorraDeixa conos e cús feitos n'um trapo!
Quem ao ver-te o tezão ha não discorraQue tu não podes ser senão Priapo,Ou que tens um guindaste em vez do porra?
(D.)
Dizem que o rei cruel do Averno immundoTem entre as pernas caralhaz lanceta,Para metter do cú na aberta gretaA quem não foder bem cá n'este mundo:Tremei, humanos, d'este mal profundo,Deixai essas lições, sabida peta;Foda-se a salvo, coma-se a punheta;Este o prazer da vida mais jucundo:Se pois guardar devemos castidade,Para que nos deu Deus porras leiteiras,Senão para foder com liberdade?Fodam-se, pois, casadas e solteiras:E seja isto já; que é curta a edade,E as horas do prazer voam ligeiras.
Dizem que o rei cruel do Averno immundoTem entre as pernas caralhaz lanceta,Para metter do cú na aberta gretaA quem não foder bem cá n'este mundo:
Tremei, humanos, d'este mal profundo,Deixai essas lições, sabida peta;Foda-se a salvo, coma-se a punheta;Este o prazer da vida mais jucundo:
Se pois guardar devemos castidade,Para que nos deu Deus porras leiteiras,Senão para foder com liberdade?
Fodam-se, pois, casadas e solteiras:E seja isto já; que é curta a edade,E as horas do prazer voam ligeiras.
(D.)
Nojenta prole da rainha Ginga,Sabujo ladrador, cara de nico,Loquaz saguim, burlesco Theodorico,Osga torrada, estupido resinga:Eu não te accuso de poeta pinga;Tens lido o mestre Ignacio, e o bom Suppico;De occas idéas tens o casco rico,Mas teus versos tresandam a catinga:Se a tua Musa nos outeiros campa,Se ao Miranda fizeste ode demente,E o mais, que ao mundo estolido se incampa:É porque sendo, oh Caldas, tão sómenteUm cafre, um goso, um nescio, um parvo, um trampa,Queres metter nariz em cú de gente.
Nojenta prole da rainha Ginga,Sabujo ladrador, cara de nico,Loquaz saguim, burlesco Theodorico,Osga torrada, estupido resinga:
Eu não te accuso de poeta pinga;Tens lido o mestre Ignacio, e o bom Suppico;De occas idéas tens o casco rico,Mas teus versos tresandam a catinga:
Se a tua Musa nos outeiros campa,Se ao Miranda fizeste ode demente,E o mais, que ao mundo estolido se incampa:
É porque sendo, oh Caldas, tão sómenteUm cafre, um goso, um nescio, um parvo, um trampa,Queres metter nariz em cú de gente.
Turba esfaimada, multidão canina,Corja, que tem por Deus ou Momo, ou Baccho,Reina, e decreta nos covís de CacoIgnorancia d'aqui, d'ali rapina:Colhe de alto systema e lei divinaImaginario jus, com que encha o saco;Textos gagueja em vão Doctor macacoPor ouro, que promette alma sovina:Circulo umbroso de venaes pedantes,Com torpe astucia de maligno zorraUsurpa nome excelso, e graus flamantes:Ora mijei na sucia, inda que eu morra!Corno, arrocho, bambu nos elephantes,Cujo vulto é de anões, a tromba é porra!
Turba esfaimada, multidão canina,Corja, que tem por Deus ou Momo, ou Baccho,Reina, e decreta nos covís de CacoIgnorancia d'aqui, d'ali rapina:
Colhe de alto systema e lei divinaImaginario jus, com que encha o saco;Textos gagueja em vão Doctor macacoPor ouro, que promette alma sovina:
Circulo umbroso de venaes pedantes,Com torpe astucia de maligno zorraUsurpa nome excelso, e graus flamantes:
Ora mijei na sucia, inda que eu morra!Corno, arrocho, bambu nos elephantes,Cujo vulto é de anões, a tromba é porra!
Magro, de olhos azues, carão moreno,Bem servido de pés, meão na altura,Triste de faxa, o mesmo de figura,Nariz alto no meio, e não pequeno:Incapaz de assistir n'um só terreno,Mais propenso ao furor do que á ternura,Bebendo em niveas mãos por taça escuraDe zelos infernaes lethal veneno:Devoto incensador de mil deidades,(Digo, de moças mil) n'um só momento,Inimigo de hypocritas, e frades:Eis Bocage, em quem luz algum talento:Saíram d'elle mesmo estas verdadesN'um dia, em que se achou cagando ao vento.
Magro, de olhos azues, carão moreno,Bem servido de pés, meão na altura,Triste de faxa, o mesmo de figura,Nariz alto no meio, e não pequeno:
Incapaz de assistir n'um só terreno,Mais propenso ao furor do que á ternura,Bebendo em niveas mãos por taça escuraDe zelos infernaes lethal veneno:
Devoto incensador de mil deidades,(Digo, de moças mil) n'um só momento,Inimigo de hypocritas, e frades:
Eis Bocage, em quem luz algum talento:Saíram d'elle mesmo estas verdadesN'um dia, em que se achou cagando ao vento.
Na scena em quadra tragico-hynvernosaZaida se impingiu (fradesco drama!)Appareceu depois, com sede á fama,Tragedia mais egual, mais lastimosa:O auctor prantêa em phrase apparatosaEsfaqueado arraes, pimpão d'Alfama;Corno o protagonista, e puta a dama,O macho é Simeão, e a mula é Rosa:Espicha o rabo (eu tremo ao proferil-o!)Espicha o rabo ali o heróe na rua,Qual Muratão nos areaes do Nilo!Elmiro na tarefa continúa,Já todos pela escolha, e pelo estyloRosnam que a nova peça é obra sua.
Na scena em quadra tragico-hynvernosaZaida se impingiu (fradesco drama!)Appareceu depois, com sede á fama,Tragedia mais egual, mais lastimosa:
O auctor prantêa em phrase apparatosaEsfaqueado arraes, pimpão d'Alfama;Corno o protagonista, e puta a dama,O macho é Simeão, e a mula é Rosa:
Espicha o rabo (eu tremo ao proferil-o!)Espicha o rabo ali o heróe na rua,Qual Muratão nos areaes do Nilo!
Elmiro na tarefa continúa,Já todos pela escolha, e pelo estyloRosnam que a nova peça é obra sua.
Não tendo que fazer Apollo um diaÁs Musas disse: «Irmans, é beneficioVadios empregar; dêmos officioAos socios vãos da magra Academia:«O Caldas satisfaça á padaria;O França d'enjoar tenha exercicio,E o auctor do entremez do Rei EgypcioO Pegaso veloz conduza á pia:«Vá na Ullysséa tasquinhar o ex-frade;Da sala o Quintanilha accenda as velas,Em se juntando alguma sociedade:«Bernardo nenias faça, e cague n'ellas:E Belmiro, por ter habilidade,Como d'antes trabalhe em bagatellas.»
Não tendo que fazer Apollo um diaÁs Musas disse: «Irmans, é beneficioVadios empregar; dêmos officioAos socios vãos da magra Academia:
«O Caldas satisfaça á padaria;O França d'enjoar tenha exercicio,E o auctor do entremez do Rei EgypcioO Pegaso veloz conduza á pia:
«Vá na Ullysséa tasquinhar o ex-frade;Da sala o Quintanilha accenda as velas,Em se juntando alguma sociedade:
«Bernardo nenias faça, e cague n'ellas:E Belmiro, por ter habilidade,Como d'antes trabalhe em bagatellas.»
Rapada, amarellenta cabelleira,Vêsgos olhos, que o chá, e o doce engoda,Bôca, que á parte esquerda se accommoda,(Uns affirmam que fede, outros que cheira:)Japona, que da ladra andou na feira;Ferrujento faim, que já foi modaNo tempo em que Albuquerque fez a podaAo suberbo Hidalcão com mão guerreira:Ruço calção, que espórra no joelho,Meia e sapato, com que ao lodo avança,Vindo a encontrar-se c'o esburgado artelho:Jarra, com appetites de creança;Cara com similhança de besbelho;Eis o bedel do Pindo, o doctor França.
Rapada, amarellenta cabelleira,Vêsgos olhos, que o chá, e o doce engoda,Bôca, que á parte esquerda se accommoda,(Uns affirmam que fede, outros que cheira:)
Japona, que da ladra andou na feira;Ferrujento faim, que já foi modaNo tempo em que Albuquerque fez a podaAo suberbo Hidalcão com mão guerreira:
Ruço calção, que espórra no joelho,Meia e sapato, com que ao lodo avança,Vindo a encontrar-se c'o esburgado artelho:
Jarra, com appetites de creança;Cara com similhança de besbelho;Eis o bedel do Pindo, o doctor França.
Pilha aqui, pilha ali, vozêa auctores,Montesquieu, Mirabeau, Voltaire, e varios;Propõe systemas, tira corollarios,E usurpa o tom d'emphaticos doctores:Sciencia de livreiros e impressorasTem da vasta memoria nos armarios;E tractando os christãos de visionarios,Só rende culto a Venus, e aos Amores:A mulher, que a barriga lhe tem fôrraDo jugo da vital necessidade,Deixa em casa gemer como em masmorra:Este biltre, labéo da humanidade,É um tal bacharel Leitão de borra,Lascivo como um burro, ou como um frade.
Pilha aqui, pilha ali, vozêa auctores,Montesquieu, Mirabeau, Voltaire, e varios;Propõe systemas, tira corollarios,E usurpa o tom d'emphaticos doctores:
Sciencia de livreiros e impressorasTem da vasta memoria nos armarios;E tractando os christãos de visionarios,Só rende culto a Venus, e aos Amores:
A mulher, que a barriga lhe tem fôrraDo jugo da vital necessidade,Deixa em casa gemer como em masmorra:
Este biltre, labéo da humanidade,É um tal bacharel Leitão de borra,Lascivo como um burro, ou como um frade.
Não chores, chara esposa, que o DestinoManda que parta, á guerra me convida;A honra prézo mais que a propria vida,E se assim não fizera, fôra indigno.«Eu te acho, meu Conde, tão menino«Que receio…» — Ah! Não temas, não, querida;A franceza nação será batida,Este peito, que vês, é diamantino.«Como é crivel que sejas tão valente?…»Eu herdei o valor de avós, e paes,Que essa virtude tem a illustre gente.«Porém se as forças forem desiguaes?…»Irra, Condessa! És muito impertinente!Tornarei a fugir, que queres mais?
Não chores, chara esposa, que o DestinoManda que parta, á guerra me convida;A honra prézo mais que a propria vida,E se assim não fizera, fôra indigno.
«Eu te acho, meu Conde, tão menino«Que receio…» — Ah! Não temas, não, querida;A franceza nação será batida,Este peito, que vês, é diamantino.
«Como é crivel que sejas tão valente?…»Eu herdei o valor de avós, e paes,Que essa virtude tem a illustre gente.
«Porém se as forças forem desiguaes?…»Irra, Condessa! És muito impertinente!Tornarei a fugir, que queres mais?
Se quereis, bom Monarcha, ter soldadosPara compôr lustrosos regimentos,Mandai desentulhar esses conventosEm favor da perguiça edificados:Nos Bernardes lambões, e asselvajadosAchareis mil guerreiros corpulentos:Nos Vicentes, nos Neris, e nos BentosOutros tantos, não menos esforçados:Tudo extingui, senhor: fiquem sómenteOs Franciscanos, Loios, e Torneiros,Do Centimano asperrima semente:Existam estes lobos carniceiros,Para não arruinar inteiramentePutas, pivias, cações, e alcoviteiros.
Se quereis, bom Monarcha, ter soldadosPara compôr lustrosos regimentos,Mandai desentulhar esses conventosEm favor da perguiça edificados:
Nos Bernardes lambões, e asselvajadosAchareis mil guerreiros corpulentos:Nos Vicentes, nos Neris, e nos BentosOutros tantos, não menos esforçados:
Tudo extingui, senhor: fiquem sómenteOs Franciscanos, Loios, e Torneiros,Do Centimano asperrima semente:
Existam estes lobos carniceiros,Para não arruinar inteiramentePutas, pivias, cações, e alcoviteiros.
Veiu Muley-Achmet marroquinoCom duros trigos entulhar Lisboa;Pagava bem, não houve moça boaQue não provasse o casso adamantino:Passou a um seminario feminino,Dos que mais bem providos se apregôa,Onde a um frade bem fornida ilhôaDava d'esmola cada dia um pino:Tinha o mouro fodido largamente,E já basofiando com desdouroTractava a nação lusa d'impotente:Entra o frade, e ao ouvil-o, como um touroPassou tudo a caralho novamente,E o triumpho acabou no cú do mouro.
Veiu Muley-Achmet marroquinoCom duros trigos entulhar Lisboa;Pagava bem, não houve moça boaQue não provasse o casso adamantino:
Passou a um seminario feminino,Dos que mais bem providos se apregôa,Onde a um frade bem fornida ilhôaDava d'esmola cada dia um pino:
Tinha o mouro fodido largamente,E já basofiando com desdouroTractava a nação lusa d'impotente:
Entra o frade, e ao ouvil-o, como um touroPassou tudo a caralho novamente,E o triumpho acabou no cú do mouro.
(D.)
Uma noute o Scopezzi mui contente(Depois de borrifar a sacra espadaQue traz da rubra fita penduradaCom cuspo, e vinho, que vomita quente:)Conversava co'a esposa em voz trementeSobre a grande ventura inesperadaDe ser a sua Placida adoradaPor um Marquez tão rico, e tão potente;A velha lhe replica: «Isso é verdade;Em quanto moça fôr, nunca o dinheiroFaltará n'esta casa em quantidade.«Mas tu sempre és o tafulão primeiro;Pois tendo cabrão sido n'outra edade,És agora o maior alcoviteiro!»
Uma noute o Scopezzi mui contente(Depois de borrifar a sacra espadaQue traz da rubra fita penduradaCom cuspo, e vinho, que vomita quente:)
Conversava co'a esposa em voz trementeSobre a grande ventura inesperadaDe ser a sua Placida adoradaPor um Marquez tão rico, e tão potente;
A velha lhe replica: «Isso é verdade;Em quanto moça fôr, nunca o dinheiroFaltará n'esta casa em quantidade.
«Mas tu sempre és o tafulão primeiro;Pois tendo cabrão sido n'outra edade,És agora o maior alcoviteiro!»
(D.)
Cagando estava a dama mais formosa,E nunca se viu cú de tanta alvura;Mas ver cagar, comtudo, a formosuraMette nojo á vontade mais gulosa!Ella a massa expulsou fedentinosaCom algum custo, porque estava dura:Uma carta d'amores de alimpaduraServiu áquella parte mal cheirosa:Ora mandem á moça mais bonitaUm escripto d'amor, que lisonjeiroAffectos move, corações incita;Para o ir ver servir de reposteiroÁ porta, onde o fedor, e a trampa habita,Do sombrio palacio do alcatreiro!
Cagando estava a dama mais formosa,E nunca se viu cú de tanta alvura;Mas ver cagar, comtudo, a formosuraMette nojo á vontade mais gulosa!
Ella a massa expulsou fedentinosaCom algum custo, porque estava dura:Uma carta d'amores de alimpaduraServiu áquella parte mal cheirosa:
Ora mandem á moça mais bonitaUm escripto d'amor, que lisonjeiroAffectos move, corações incita;
Para o ir ver servir de reposteiroÁ porta, onde o fedor, e a trampa habita,Do sombrio palacio do alcatreiro!
(D.)
Quando do gran Martinho a fatal ParcaO termo fez soar no seu chocalho,Levou tres dias a passar caralhoDo medonho Charonte a negra barca:Eis no terceiro dia o padre embarca,E o velho, que a ninguem faz agasalho,Em premio quiz só ter do seu trabalhoO gaudio de ver porra de tal marca:Pegou-se ao cão trifauce a voz na goelaAo ver de membro tal as dianteiras,E Plutão a mulher pôz de cautela:Porém Dido gritando ás companheiras:«Agora temos porra, a ella, a ella,«Que as horas do prazer voam ligeiras!»
Quando do gran Martinho a fatal ParcaO termo fez soar no seu chocalho,Levou tres dias a passar caralhoDo medonho Charonte a negra barca:
Eis no terceiro dia o padre embarca,E o velho, que a ninguem faz agasalho,Em premio quiz só ter do seu trabalhoO gaudio de ver porra de tal marca:
Pegou-se ao cão trifauce a voz na goelaAo ver de membro tal as dianteiras,E Plutão a mulher pôz de cautela:
Porém Dido gritando ás companheiras:«Agora temos porra, a ella, a ella,«Que as horas do prazer voam ligeiras!»
(D.)
Dizendo que a costura não dá nada,Que não sabe servir quem foi senhora,A impulsos da paixão fornicadoraSobe d'alcoviteira a moça a escada:Seus desejos lhe pinta a malfadada,E a tabaquenta velha seductoraDiz-lhe: «Veiu, menina, em bella hora,Que essas, que ahi tenho, já não ganham pada:»Matricula-se aqui a tal pateta,Em punhetas e fodas se industría,Em quanto a mestra lhe não rifa a grêta:Chega, por fim, o fornicario dia;E em pouco a menina de muletaPassêa do hospital na enfermaria.
Dizendo que a costura não dá nada,Que não sabe servir quem foi senhora,A impulsos da paixão fornicadoraSobe d'alcoviteira a moça a escada:
Seus desejos lhe pinta a malfadada,E a tabaquenta velha seductoraDiz-lhe: «Veiu, menina, em bella hora,Que essas, que ahi tenho, já não ganham pada:»
Matricula-se aqui a tal pateta,Em punhetas e fodas se industría,Em quanto a mestra lhe não rifa a grêta:
Chega, por fim, o fornicario dia;E em pouco a menina de muletaPassêa do hospital na enfermaria.
(D.)
Piolhos cría o cabello mais dourado;Branca remella o olho mais vistoso;Pelo nariz do rosto mais formosoO monco se divisa pendurado:Pela bôca do rosto mais coradoHalito sái, ás vezes bem ascoroso;A mais nevada mão sempre é forçosoQue de sua dona o cú tenha tocado:Ao pé d'elle a melhor natura móra,Que deitando no mez podre gordura,Ferido mijo lança a qualquer hora:Caga o cú mais alvo merda pura;Pois se é isto o que tanto se namora,Em ti mijo, em ti cago, oh formosura!
Piolhos cría o cabello mais dourado;Branca remella o olho mais vistoso;Pelo nariz do rosto mais formosoO monco se divisa pendurado:
Pela bôca do rosto mais coradoHalito sái, ás vezes bem ascoroso;A mais nevada mão sempre é forçosoQue de sua dona o cú tenha tocado:
Ao pé d'elle a melhor natura móra,Que deitando no mez podre gordura,Ferido mijo lança a qualquer hora:
Caga o cú mais alvo merda pura;Pois se é isto o que tanto se namora,Em ti mijo, em ti cago, oh formosura!
(D.)
Se o gran serralho do Sophi potente,Ou do Sultão feroz, que rege a Thracia,Mil Venus da Georgia, ou da CircassiaNuas prestasse ao meu desejo ardente:Se negros brutos, que parecem gente,Ministros fossem de lasciva audacia,Inda assim do ciume a pertinaciaNo peito me nutríra ardor pungente:Erraste em produzir-me, oh Natureza,N'um paiz onde todos fodem tudo,Onde leis não conhece a porra teza!Cioso affecto, affecto carrancudo!Zelar moças na Europa é ardua empresa;Entre nós ser amante é ser cornudo.
Se o gran serralho do Sophi potente,Ou do Sultão feroz, que rege a Thracia,Mil Venus da Georgia, ou da CircassiaNuas prestasse ao meu desejo ardente:
Se negros brutos, que parecem gente,Ministros fossem de lasciva audacia,Inda assim do ciume a pertinaciaNo peito me nutríra ardor pungente:
Erraste em produzir-me, oh Natureza,N'um paiz onde todos fodem tudo,Onde leis não conhece a porra teza!
Cioso affecto, affecto carrancudo!Zelar moças na Europa é ardua empresa;Entre nós ser amante é ser cornudo.
(D.)
Não te crimino a ti, plebe insensata,A van superstição não te crimino;Foi natural, que o frade era ladino,E experta em macaquices a beata:Só crimino esse heróe de bola chata,Que na eschola de Marte inda é menino,E ao falso pastor, pastor sem tino,Que tão mal das ovelhas cura, e tracta:Item, crimino o respeitavel Cunha,Que a frias petas credito não dera,A ser philosopho, como se suppunha:Coitado! Protestou com voz sinceraFazer geral, contricta caramunha,Porém ficou peor que d'antes era!
Não te crimino a ti, plebe insensata,A van superstição não te crimino;Foi natural, que o frade era ladino,E experta em macaquices a beata:
Só crimino esse heróe de bola chata,Que na eschola de Marte inda é menino,E ao falso pastor, pastor sem tino,Que tão mal das ovelhas cura, e tracta:
Item, crimino o respeitavel Cunha,Que a frias petas credito não dera,A ser philosopho, como se suppunha:
Coitado! Protestou com voz sinceraFazer geral, contricta caramunha,Porém ficou peor que d'antes era!
Se tu visses, Josino, a minha amadaHavias de louvar o meu bom gosto;Pois seu nevado, rubicundo rostoÁs mais formosas não inveja nada:Na sua bôca Venus faz morada;Nos olhos tem Cupido as settas posto;Nas mammas faz Lascivia o seu encosto,N'ella, em fim, tudo encanta, tudo agrada:Se a Asia visse cousa tão bonitaTalvez lhe levantasse algum pagodeA gente, que na foda se exercita!Belleza mais completa haver não pode;Pois mesmo o cono seu, quando palpita;Parece estar dizendo: «Fode, fode!»
Se tu visses, Josino, a minha amadaHavias de louvar o meu bom gosto;Pois seu nevado, rubicundo rostoÁs mais formosas não inveja nada:
Na sua bôca Venus faz morada;Nos olhos tem Cupido as settas posto;Nas mammas faz Lascivia o seu encosto,N'ella, em fim, tudo encanta, tudo agrada:
Se a Asia visse cousa tão bonitaTalvez lhe levantasse algum pagodeA gente, que na foda se exercita!
Belleza mais completa haver não pode;Pois mesmo o cono seu, quando palpita;Parece estar dizendo: «Fode, fode!»
(D.)
Cante a guerra quem fôr arrenegado,Que eu nem palavra gastarei com ella;Minha Musa será sem par canellaCo'um felpudo coninho abrazeado:Aqui descreverei como arreitadoN'um mar de bimbas navegando á vela,Cheguei, propicio o vento, á doce, áquellaEnseada d'Amor, rei coroado:Direi tambem os beijos susurrantes,Os intrincados nós das linguas ternas,E o aturado fungar de dous amantes:Estas glorias serão na fama eternas;Ás minhas cinzas me farão descantesFemeos vindouros, alargando as pernas.
Cante a guerra quem fôr arrenegado,Que eu nem palavra gastarei com ella;Minha Musa será sem par canellaCo'um felpudo coninho abrazeado:
Aqui descreverei como arreitadoN'um mar de bimbas navegando á vela,Cheguei, propicio o vento, á doce, áquellaEnseada d'Amor, rei coroado:
Direi tambem os beijos susurrantes,Os intrincados nós das linguas ternas,E o aturado fungar de dous amantes:
Estas glorias serão na fama eternas;Ás minhas cinzas me farão descantesFemeos vindouros, alargando as pernas.
Fiado no fervor da mocidade,Que me acenava com tezões chibantes,Consumia da vida os meus instantesFodendo como um bode, ou como um frade:Quantas pediram, mas em vão, piedadeEncavadas por mim balbuciantes!Fincado a gordos sessos alvejantesQue hemorroidas não fiz n'esta cidade!Á força de brigar fiquei mammado:Vista ao caralho meu, que de gaiteiroEstá sobre os colhões apatetado:Oh Numen tutelar do mijadeiro!Levar-te-hei, se tornar ao tezo estado,Por offrenda espetado um parrameiro.
Fiado no fervor da mocidade,Que me acenava com tezões chibantes,Consumia da vida os meus instantesFodendo como um bode, ou como um frade:
Quantas pediram, mas em vão, piedadeEncavadas por mim balbuciantes!Fincado a gordos sessos alvejantesQue hemorroidas não fiz n'esta cidade!
Á força de brigar fiquei mammado:Vista ao caralho meu, que de gaiteiroEstá sobre os colhões apatetado:
Oh Numen tutelar do mijadeiro!Levar-te-hei, se tornar ao tezo estado,Por offrenda espetado um parrameiro.
Eu foder putas?.. Nunca mais, caralho!Has de jurar-m'o aqui, sobre estas Horas;E vamos, vamos já!… Porém tu choras?«Não senhor (me diz elle) eu não, não ralho:»Batendo sobre as Horas como um malho,«Juro (diz elle) só foder senhoras,Das que abrem por amor as tentadorasPernas áquillo, que arde mais que o alho.»Co'a força do jurar esfolheandoO sacro livro foi, e a ardente sedeO fez em mar de ranho ir soluçando....Ah! que fizeste?.. O ceo teus passos mede!Anda, heretico filho miserando,Levanta o dedo a Deus, perdão lhe pede!
Eu foder putas?.. Nunca mais, caralho!Has de jurar-m'o aqui, sobre estas Horas;E vamos, vamos já!… Porém tu choras?«Não senhor (me diz elle) eu não, não ralho:»
Batendo sobre as Horas como um malho,«Juro (diz elle) só foder senhoras,Das que abrem por amor as tentadorasPernas áquillo, que arde mais que o alho.»
Co'a força do jurar esfolheandoO sacro livro foi, e a ardente sedeO fez em mar de ranho ir soluçando....
Ah! que fizeste?.. O ceo teus passos mede!Anda, heretico filho miserando,Levanta o dedo a Deus, perdão lhe pede!
«Ora deixe-me, então… faz-se creança?Olhe que eu grito, pela mãe chamando!» —Pois grite (então lhe digo, amarrotandoSaiote, que em baixal-o irada cança):Na quente lucta lhe desgrenho a trança,A anagoa lhe levanto, e fumegandoAs estreitadas bimbas separandoLhe arrimo o caralhão, que não se amança:Tanto, a ser giria, não gritava a bella;Que a cada grito se escorvava a porra,Fazendo-lhe do cú saltante pella!— Ha de pagar-me as mangações de borra;Basta de cono, ponha o sesso á vela,Que n'elle ir quero visitar Gomorrha.
«Ora deixe-me, então… faz-se creança?Olhe que eu grito, pela mãe chamando!» —Pois grite (então lhe digo, amarrotandoSaiote, que em baixal-o irada cança):
Na quente lucta lhe desgrenho a trança,A anagoa lhe levanto, e fumegandoAs estreitadas bimbas separandoLhe arrimo o caralhão, que não se amança:
Tanto, a ser giria, não gritava a bella;Que a cada grito se escorvava a porra,Fazendo-lhe do cú saltante pella!
— Ha de pagar-me as mangações de borra;Basta de cono, ponha o sesso á vela,Que n'elle ir quero visitar Gomorrha.
Pela rua da Rosa eu caminhavaEram sete da noute, e a porra teza;Eis puta, que indicava assás pobreza,Co'um lencinho á janella me acenava:Quaes conselhos? A porra fumegava;«Hei de seguir a lei da natureza!»Assim dizia, e effeituou-se a empresa;Prepucio para traz a porta entrava:Sem que saude a moça prazenteiraSe arrima com furor não visto á crica,E a bella a molle-molle o cú peneira:Ninguem me gabe o rebolar d'Annica;Esta puta em foder excede aFreira,Excede o pensamento, assombra a pica!
Pela rua da Rosa eu caminhavaEram sete da noute, e a porra teza;Eis puta, que indicava assás pobreza,Co'um lencinho á janella me acenava:
Quaes conselhos? A porra fumegava;«Hei de seguir a lei da natureza!»Assim dizia, e effeituou-se a empresa;Prepucio para traz a porta entrava:
Sem que saude a moça prazenteiraSe arrima com furor não visto á crica,E a bella a molle-molle o cú peneira:
Ninguem me gabe o rebolar d'Annica;Esta puta em foder excede aFreira,Excede o pensamento, assombra a pica!
«Apre! Não mettas todo… Eu mais não posso…»Assim Marcia formosa me dizia;— Não sou barbaro (á moça eu respondia)Brandamente verás como te cóço:«Ai! por Deus, não… não mais, que é grande, e grosso!..»Quem resistir ao seu falar podia!Meigamente o coninho lhe batia;Ella diz: «Ah meu bem! meu peito é vosso!»O rebolar do cú (ah!) não te esqueça....Como és bella, meu bem! (então lhe digo)Ella em suspiros mil a ardencia expressa:Por te unir faze muito ao meu embigo;Assim, assim… menina, mais depressa!…Eu me venho… ai Jesus!… vem-te comigo!
«Apre! Não mettas todo… Eu mais não posso…»Assim Marcia formosa me dizia;— Não sou barbaro (á moça eu respondia)Brandamente verás como te cóço:
«Ai! por Deus, não… não mais, que é grande, e grosso!..»Quem resistir ao seu falar podia!Meigamente o coninho lhe batia;Ella diz: «Ah meu bem! meu peito é vosso!»
O rebolar do cú (ah!) não te esqueça....Como és bella, meu bem! (então lhe digo)Ella em suspiros mil a ardencia expressa:
Por te unir faze muito ao meu embigo;Assim, assim… menina, mais depressa!…Eu me venho… ai Jesus!… vem-te comigo!
Vem cá, minha Maria, tão roliça,Co'as bochechas da côr do meu caralho,Que eu quero ver se os beiços embaralhoCo'esses teus, onde amor a ardencia atiça:Que abrimentos de bôca! Tens perguiça?Hospeda-me entre as pernas este malho,Que eu te ponho já teza como um alho;Ora chega-te a mim, leva esta piça....Ora meche… que tal te sabe, amiga?Então, foges c'o sesso? É forte historia!Elle é bom de levar, não, não é viga.«Eu grilo!» (diz a moça merencoria)Pois grita, que espetada n'esta espigaCom porraes salvas cantarei victoria.
Vem cá, minha Maria, tão roliça,Co'as bochechas da côr do meu caralho,Que eu quero ver se os beiços embaralhoCo'esses teus, onde amor a ardencia atiça:
Que abrimentos de bôca! Tens perguiça?Hospeda-me entre as pernas este malho,Que eu te ponho já teza como um alho;Ora chega-te a mim, leva esta piça....
Ora meche… que tal te sabe, amiga?Então, foges c'o sesso? É forte historia!Elle é bom de levar, não, não é viga.
«Eu grilo!» (diz a moça merencoria)Pois grita, que espetada n'esta espigaCom porraes salvas cantarei victoria.
Dormia a somno solto a minha amada,Quando eu pé ante pé no quarto entrava;E ao ver a linda moça, que arreitava,Sinto a porra de gosto alvoroçada:Ora do rosto seu vejo a nevadaPudibunda bochecha, que encantava;Outr'hora nas mamminhas demoravaSoffrega, ardente vista embasbacada:Porém vendo sair d'entre o vestidoUm lascivo pésinho torneado,Bispo-lhe as pernas, e fiquei perdido:Vai senão quando, o meu caralho amadoBem como Enéas acordava Dido,Salta-lhe ao pello, por seguir seu fado.
Dormia a somno solto a minha amada,Quando eu pé ante pé no quarto entrava;E ao ver a linda moça, que arreitava,Sinto a porra de gosto alvoroçada:
Ora do rosto seu vejo a nevadaPudibunda bochecha, que encantava;Outr'hora nas mamminhas demoravaSoffrega, ardente vista embasbacada:
Porém vendo sair d'entre o vestidoUm lascivo pésinho torneado,Bispo-lhe as pernas, e fiquei perdido:
Vai senão quando, o meu caralho amadoBem como Enéas acordava Dido,Salta-lhe ao pello, por seguir seu fado.
Eram oito do dia; eis a creadaMe corre ao quarto, e diz: «Ahi vem meninaEm busca sua; faces de bonina,Olhos, que quem os viu não quer mais nada.»Eis me visto, eis me lavo, e esta engraçadaFui verin continenti; oh ceos! que mina!Que breve pé! Que perna tão divina!Que mamminhas! que rosto! Oh, que é tão dada!A porra nos calções me dava urros;Eis a levo ao meu leito, e ella rubenteNão podia soffrer da porra os murros:«Ai!.. ai!.. (de quando em quando assim se sente)Uma porra tamanha é dada aos burros,Não é porra capaz de foder gente.»
Eram oito do dia; eis a creadaMe corre ao quarto, e diz: «Ahi vem meninaEm busca sua; faces de bonina,Olhos, que quem os viu não quer mais nada.»
Eis me visto, eis me lavo, e esta engraçadaFui verin continenti; oh ceos! que mina!Que breve pé! Que perna tão divina!Que mamminhas! que rosto! Oh, que é tão dada!
A porra nos calções me dava urros;Eis a levo ao meu leito, e ella rubenteNão podia soffrer da porra os murros:
«Ai!.. ai!.. (de quando em quando assim se sente)Uma porra tamanha é dada aos burros,Não é porra capaz de foder gente.»
Pela escadinha de um courão subindoParei na sala, onde não entra o pejo;Chinelo aqui e ali suado vejo,E o fato de cordel pendente, rindo:Quando em miseria tanta reflectindoEstava, me appareceu nympha do Tejo,Roendo um fatacaz de pão com queijo,E para mim n'um ai vem rebolindo:Dá-me um grito a razão: — «Eia fujamosMinha porra infeliz já d'este inferno…Mas tu respingas? Tenho dicto, vamos…»Eis a porra assim diz — «Com odio eternoEu, e os socios colhões em ti mijamos;Para baixo do embigo eu só govérno.»
Pela escadinha de um courão subindoParei na sala, onde não entra o pejo;Chinelo aqui e ali suado vejo,E o fato de cordel pendente, rindo:
Quando em miseria tanta reflectindoEstava, me appareceu nympha do Tejo,Roendo um fatacaz de pão com queijo,E para mim n'um ai vem rebolindo:
Dá-me um grito a razão: — «Eia fujamosMinha porra infeliz já d'este inferno…Mas tu respingas? Tenho dicto, vamos…»
Eis a porra assim diz — «Com odio eternoEu, e os socios colhões em ti mijamos;Para baixo do embigo eu só govérno.»
Eram seis da manhan; eu acordavaAo som de mão, que á porta me batia:Ora vejamos quem será… dizia,E assentado na cama me zangava.Brando rugir de seda se escutava,E sapato a ranger tambem se ouvia…Salto fora da cama… Oh! que alegriaNão tive, olhando Armia, que arreitava!Temendo venha alguem, a porta fecho;Co'um chupão lhe saudei a rosea bôca,E na rompente mamma alegre mecho:O caralho estouvado o cono aboca;Bate a gostosa greta o rubro queixo,E a matinas de amor a porra toca.
Eram seis da manhan; eu acordavaAo som de mão, que á porta me batia:Ora vejamos quem será… dizia,E assentado na cama me zangava.
Brando rugir de seda se escutava,E sapato a ranger tambem se ouvia…Salto fora da cama… Oh! que alegriaNão tive, olhando Armia, que arreitava!
Temendo venha alguem, a porta fecho;Co'um chupão lhe saudei a rosea bôca,E na rompente mamma alegre mecho:
O caralho estouvado o cono aboca;Bate a gostosa greta o rubro queixo,E a matinas de amor a porra toca.
«Mas se o pae acordar!.. (Marcia diziaA mim, que á meia-noute a trombicava)«Hoje não… (continúa, mas deixavaLevantar o saiote, e não queria!)Sempre em pé a dizer: «Então, avia…»Sesso á parede, a porra me aguentava:Uma cousa notei, que me arreitava,Era o calçado pé, que então rangia:Vim-me, e assentado n'um degrau da escada,Dando alimpa ao caralho, e mais á greta,Nos preparámos para mais porrada:Por variar nas mãos metti-lhe a teta;Tosse o pae, foge a filha… Oh vida errada!Lá me ficou em meio uma punheta!
«Mas se o pae acordar!.. (Marcia diziaA mim, que á meia-noute a trombicava)«Hoje não… (continúa, mas deixavaLevantar o saiote, e não queria!)
Sempre em pé a dizer: «Então, avia…»Sesso á parede, a porra me aguentava:Uma cousa notei, que me arreitava,Era o calçado pé, que então rangia:
Vim-me, e assentado n'um degrau da escada,Dando alimpa ao caralho, e mais á greta,Nos preparámos para mais porrada:
Por variar nas mãos metti-lhe a teta;Tosse o pae, foge a filha… Oh vida errada!Lá me ficou em meio uma punheta!
Quando no estado natural viviaMettida pelo matto a especie humana,Ai da gentil menina deshumana,Que á força a greta virginal abria!Entrou o estado social um dia;Manda a lei que o irmão não foda a mana,É crime até chuchar uma sacana,E péza a excommunhão na sodomia:Quanto, lascivos cães, sois mais ditosos!Se na egreja gostais de uma cachorra,Lá mesmo, ante o altar, fodeis gostosos:Em quanto a linda moça, feita zorra,Voltando a custo os olhos voluptuosos,Põe no altar a vista, a idéa em porra.
Quando no estado natural viviaMettida pelo matto a especie humana,Ai da gentil menina deshumana,Que á força a greta virginal abria!
Entrou o estado social um dia;Manda a lei que o irmão não foda a mana,É crime até chuchar uma sacana,E péza a excommunhão na sodomia:
Quanto, lascivos cães, sois mais ditosos!Se na egreja gostais de uma cachorra,Lá mesmo, ante o altar, fodeis gostosos:
Em quanto a linda moça, feita zorra,Voltando a custo os olhos voluptuosos,Põe no altar a vista, a idéa em porra.
Levanta Alzira os olhos pudibundaPara ver onde a mão lhe conduzia;Vendo que n'ella a porra lhe mettiaFez-se mais do que o nacar rubicunda:Tóco o pentelho seu, tóco a rotundaLisa bimba, onde Amor seu throno erguia;Entretanto em desejos ella ardia,Brando liquor o passaro lhe inunda:C'o dedo a greta sua lhe coçava;Ella, machinalmente a mão movendo,Docemente o caralho me embalava:«Mais depressa» — lhe digo então morrendo,Em quanto ella signaes do mesmo dava;Mistica pivia assim fômos comendo.
Levanta Alzira os olhos pudibundaPara ver onde a mão lhe conduzia;Vendo que n'ella a porra lhe mettiaFez-se mais do que o nacar rubicunda:
Tóco o pentelho seu, tóco a rotundaLisa bimba, onde Amor seu throno erguia;Entretanto em desejos ella ardia,Brando liquor o passaro lhe inunda:
C'o dedo a greta sua lhe coçava;Ella, machinalmente a mão movendo,Docemente o caralho me embalava:
«Mais depressa» — lhe digo então morrendo,Em quanto ella signaes do mesmo dava;Mistica pivia assim fômos comendo.
Uma empada de gallico á janella,Fazendo meia, alinhavando trapos,Em quanto a guerra faz tudo em farrapos,Pondo o honrado a pedir, e a virgem bella!Vai a trombuda, sordida michelaFazendo guerra a marujaes marsapos,E sem que d'estes mil lhe façam papos,C'o sesso tambem dá ás porras tréla:Tudo em metal por dous canaes ajunta;Recrutas nunca teme, e do CastelloSe ri, que aos belleguins as mãos lhes unta:Nas publicas funcções vai dar-se ao prelo;Minh'alma agora, meu leitor, perguntaSe o ser puta não é officio bello?
Uma empada de gallico á janella,Fazendo meia, alinhavando trapos,Em quanto a guerra faz tudo em farrapos,Pondo o honrado a pedir, e a virgem bella!
Vai a trombuda, sordida michelaFazendo guerra a marujaes marsapos,E sem que d'estes mil lhe façam papos,C'o sesso tambem dá ás porras tréla:
Tudo em metal por dous canaes ajunta;Recrutas nunca teme, e do CastelloSe ri, que aos belleguins as mãos lhes unta:
Nas publicas funcções vai dar-se ao prelo;Minh'alma agora, meu leitor, perguntaSe o ser puta não é officio bello?
Com que magoa o não digo! Eu nem te vejo,Meu caralho infeliz! Tu, que algum diaNa gaiteira amorosa filistriaFoste o regalo do meu patrio Tejo!Sem te importar o feminino pejo,Traz a mimosa virgem, que fugia,Fincado á terna, afadigada Armia,Lhe pespegavas no coninho um beijo:Hoje, canal de fétida remella,O mysantropo do paiz das bimbas,Apenas olhas candida donzella!Deitado dos colhões sobre as tarimbas,Só co'a memoria em feminil canellaÁs vezes pivia casual cachimbas.
Com que magoa o não digo! Eu nem te vejo,Meu caralho infeliz! Tu, que algum diaNa gaiteira amorosa filistriaFoste o regalo do meu patrio Tejo!
Sem te importar o feminino pejo,Traz a mimosa virgem, que fugia,Fincado á terna, afadigada Armia,Lhe pespegavas no coninho um beijo:
Hoje, canal de fétida remella,O mysantropo do paiz das bimbas,Apenas olhas candida donzella!
Deitado dos colhões sobre as tarimbas,Só co'a memoria em feminil canellaÁs vezes pivia casual cachimbas.