NOTAS[1]Alcançá-la não podia—TRAZ-OS-MONTES.[2]Alcançou-a descançandoDebaixo da verde oliva.—TRAZ-OS-MONTES.[3]Qual debaixo, qual decima—TRAZ-OS-MONTES.[4]Logo debaixo cahia—TRAZ-OS-MONTES.[5]Eu te peço, romeirinha—TRAZ-OS-MONTES.[6]Eu te peço, ermitão,Por Deus e sancta MariaQue interres esse traidorLá na tua sancta ermida.—TRAZ-OS-MONTES.[7]Mais outro exemplo do que era frequente nos antigos cantares repetirem, de uns para outros, certos dizeres que cahiam em graça. Veja no ‘Reginaldo’ pag. 175, tom. II doROMANCEIRO.[8]Senhor pae, eu tenho a culpa—AÇORES.[9]Antes que não rompa o dia—AÇORES.[10]A infanta vai a expirar—AÇORES.[11]Veja o que, a este respeito e sôbre a repetição d’esta linda imagem, deixo escripto na ‘Rosalinda’, pag. 163-168, tomo I doROMANCEIRO.[12]Um, nobre sangue deitava—TRAZ-OS-MONTES.[13]Sentava-se elrei á mesa,No hombro lhe iam poisar.—AÇORES.[14]Romanceiro, I, pag. 181, ed. de 1843.[15]Anda atrás do cavalleiroA princeza a bom andar.—MINHO.Ésta licção do Minho dá por titulo ao romance ‘A Princeza’.[16]Está em casa o cavalleiroQue aqui deve de morar?—TRAS-OS-MONTES.[17]Que fazeis porqui princeza,Que andais a procurar?—MINHO.[18]Deixei meu pae, minha gente—TRAS-OS-MONTES.[19]Leva-a d’ahi, cavalleiro,E vai lançá-la no mar.—MINHO.[20]De raivosa, a castelhanaOs mandou logo cortar.—MINHO.[21]Nasceu um triste pinhal—EXTREMADURA.Noto ésta variante para marcar o uso indistincto das palavras ‘pinhal e pinheiral’ que a lingua consente.[22]E, por noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.E, alta noite, a castellana—MINHO.E, de noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.A licção que segui no texto é a que veio do Porto, que Minho é; mas não a acho melhor do que qualquer das outras. Segui-a porque, no todo do romance, é a mais completa.[23]Aprestar—BEIRALTA.[24]Que me sellem meu cavallo,Depressa, não devagar.—EXTREMADURA.[25]Alviçaras, meu irmão,Que ja m’as devias de dar.—BEIRALTA.[26]Lá no mais alto da serra—EXTREMADURA.[27]Oiroem stylo camponez quer dizer—joias, ornatos de oiro de pessoa. Omeu oiroé o oiro com que me adorno—como em stylo de cidade aminha prataé a prata de meu serviço de casa.[28]E as toucas da cabeçaDespirá para o pençar.—EXTREMADURA.[29]Não póde á bôcca chegar.—BEIRALTA.[30]Mal hajam as linguas taesE ouvidos que lhe eu fui dar,Que por amor das más linguasMeu amor vim a mattar.—EXTREMADURA.[31]Em algumas licções provinciaes, designadamente nas da Extremadura, começa assim:Ergueu-se frei JoanicoUm dia de madrugada,Vestido de ponto em brancoE tangendo sua guitarra,Foi-se á porta de Morena,A Morena etc.—EXTREMADURA.[32]Que é isso, Morenita—ALEMTEJO.[33]Com seu mantinho de lustroQue o vento lh’o levava,Seu sapatinho picadoQue no pé lhe rebentava—EXTREMADURA.[34]Frei João que a viu chegar,Em vez de correr, saltava.—BEIRALTA.[35]Com o ôlho d’esta enchada.—BEIRALTA.[36]Aulegraphia, act. II, sc. 9, fol. 66. vers. da ed. de 1619.[37]Carta do marquez de Santillana ao condestavel de Portugal: pag. LVII, tom. I da collecção de Sanches, Madrid 1779.[38]Aulegraphia, act. III, sc. I, fol. 84.[39]Isabel ou a heroina de aragãopor J. M. da Costa e Silva. Lisboa, 1832.[40]Pregoadas são as guerrasEntre França e Aragão.Como as faria tristeVelho cano e peccador?—LICÇÃO ANTIGA EM JORGE FERREIRA.[41]As guerras me acabarão—LISBOA.Triste de mim que sou velho,As guerras me acabarão.—ALEMTEJO, EXTREMADURA.[42]Responde Dona Guimar—LISBOA.[43]‘Tendes las tranças compridas,Filha, conhecer-vos-hão.’—‘Venham ja umas tesouras,As tranças irão ao chão.—MINHO.—‘Tendes los olhos garridos—AÇORES.[44]Pela hoste—BEIRALTA.Pelos homens—MINHO.[45]Abaixarão—LISBOA.Incolherei os meus peitosDentro do meu coração.—MINHO.[46]Venha ja um alfaiateFaça-me um justo gibão.—EXTREMADURA, ALEMTEJO, ALGARVE.[47]Delicados—ALEMTEJO, BEIRALTA.Muito finos—BEIRABAIXA[48]Mette-las-hei n’umas luvas—EXTREMADURA.Calçá-las-hei n’umas luvas,D’ellas nunca sahirão.—ALEMTEJO, MINHO.Venham manapolas de ferro—TRAS-OS-MONTES.Os pés bem grandes serão—MINHO, BEIRALTA.[49]Dom João—AÇORES.D. Martinho—LISBOA, ALEMTEJO.D. Marcos—EXTREMADURA.Dom Claros—MINHO.[50]Jardim—MINHO, AÇORES, LISBOA.[51]Co’as rosas se hade tentar—LISBOA.Com as flores se hade armar—MINHO.As rosas o hãode buscar—AÇORES.[52]Á lima se foi pegar:—‘Oh que bella lima esta!’—LISBOA.Uma cidra foi mirar—ALGARVE, MINHO.[53]As mesmas variantes respectivas.[54]Porque no partir do pãoSe virá a delatar:Que se elle o partir no peito,Por mulher se hade mostrar.—AÇORES.[55]Baixo assento hade ir buscar—MINHO.[56]O mais alto foi buscar—LISBOA.No mais alto quiz estar—MINHO.[57]As mesmas variantes.[58]N’uma adaga foi pegar—LISBOA.Foi uma espada apreçar—MINHO.Oh que lindas fittas verdesPara môças inganar!—AÇORES.[59]Desculpa vos hade dar—LISBOA.Ja se hade acovardar—ALEMTEJO.[60]Chegam juntos do castello—LISBOA.[61]Meu pae era de Hamburgo,Minha mãe de Hamburgo era.—RIBATEJO.[62]Me levaram a venderA Salé, que é má terra.—EXTREMADURA.[63]Ni blancaé claramente castelhano dizer; mas nos mais puros nossos escriptores se incontra. Ditto familiar que se introduziu então, como hoje dizemos tanta palavra e phrase franceza ou ingleza, por termos com as coisas, livros e usos d’estas nações o mesmo tracto que então tinhamos com castelhanos.[64]Eu te daria uma egua—RIBATEJO.[65]Dar-te-hia uma gallera—LISBOA.[66]Com mil dobrões dentro d’ella.Co’as mil doblas que estão n’ella.—RIBATEJO.[67]Este é um dos muitos exemplos de se faltar de vez em quando á forçada lei da redondilha, augmentando-a com dois versos no mesmo repisado consoante ou toante obrigado.[68]Que por mim stão a soldado—RIBATEJO.Ésta phrasea soldadopara dizer: estão servindoa soldada,a soldo,como criados, etc. foi nova para mim; vê-se porém que é legitima portugueza. Não approveitei para o texto ésta variante por causa da amphibologia.[69]De todo esse teu reinado—EXTREMADURA.[70]Outro exemplo de accrescentar dois versos á redondilha, mas sem repetir o consoante senão em um d’elles.[71]Anda cá, ó filha Angelica—LISBOA.[72]Se é pelo christão que choras,Que te deixou deshonrada.—RIBATEJO.[73]Aqui te deixo por mão,Que os amores da judiaPelas ondas do mar vão.—RIBATEJO.[74]Historia tragico-maritima, em que se escrevem, etc. Por Bernardo Gomes de Brito. Lisboa occidental, 1735.[75]Ora da nau CathrinetaD’ella vos quero contar.—EXTREMADURA.[76]Sette annos e um dia—MINHO.[77]Todas as licções dizem assim, menos a do Algarve que adoptei.[78]Mas a solla era tam dura,Que a não podiam rilhar.—MINHO.[79]Áquelle tope real.—LISBOA.[80]Todas para te mattar—EXTREMADURA.[81]Vê se vês terras d’Hespanha,Areias de Portugal.—MINHO.[82]Tambem vejo tres meninas—LISBOA....tres donzellas—BEIRABAIXA.[83]Para n’elle campear—RIBATEJO.[84]A licção de Lisboa acaba aqui o romance por differente modo. Deixando o sobrenatural da tentação do demonio que toma a fórma de gageiro para tentar o capitão n’aquelle perigo, dá por verdadeira a apparição da terra, e conclue assim:—‘Que queres tu, meu gageiro,Que alviçaras te heide eu dar?’—‘Eu quero a nau CathrinetaPara n’ella navegar.’—‘A nau Cathrineta, amigo,É d’elrei de Portugal.Mas ou eu não sou quem sou,Ou elrei t’a hade dar.’Outra licção tambem diz n’esta última copla:Pede-a tu a elrei, gageiro,Que t’a não póde negar.[85]O corpo da agua do mar—RIBATEJO.[86]A bom porto foi parar—RIBATEJO.[87]Pedem-lh’a duques e condes—TRAS-OS-MONTES.[88]A uns que não eram homens,Outros que não tinham barbas.—TRAS-OS-MONTES.[89]Subiram-se a uma ventanaUma ventana mui alta.—TRAS-OS-MONTES.[90]Eu não conheço a senhoraNem tam pouco a criada.—TRAS-OS-MONTES.[91]Lá junto da meia-noiteAo cegador perguntava:—‘Dizei-me, bom cegadorDe quem eu fico pejada.’—‘Eu sou filho de um porqueiroE meu pae porcos guardava.’—‘Oh, triste de mim, oh triste,Oh, triste de mim coitada!Pediram-me condes, duques,Homens de capa e d’espada:E agora eis-me aquiDe um porqueiro deshonrada.—TRAS-OS-MONTES.N’esta licção de Tras-os-Montes que dá a Sr.ª Maria Joaquina do logar de Nantes, a xácara acaba com a variante citada.[92]Era uma menina bellaDiscreta e bem parecida,Dom João a namorava,Mil requebros lhe fazia.—ALEMTEJO.[93]Mas o pae d’aquella môçaPor melhor conselho haviaCasá-la com um mercadorQue áquellas partes vivia.—ALEMTEJO.[94]Dom João quando isto ouviuFóra da terra se ia;Por lá estivera tres mezesQue soffrê-los não podia.—EXTREMADURA.[95]Veio-se a passeiarÁ rua de sua amiga.—ALEMTEJO.[96]Do mais preto que havia—EXTREMADURA.[97]Mandou chamar uma dama,Por Deus e á cortezia:—‘Dize-me tu por quem trazesAusencias tam doloridas.—ALEMTEJO.[98]Dona Agueda de Mexia—ALEMTEJO.[99]Por vós foi sua partida—EXTREMADURA.[100]Palavras não eram dittas—EXTREMADURA.[101]Mas a dor era tam forte—EXTREMADURA.[102]Do mais preto que havia—EXTREMADURA.[103]Onde a sua dama tinha—ALEMTEJO.[104]Que me ajudes a erguerA campa de minha amiga.—ALEMTEJO.[105]Puchou por um punhal de oiroPor lhe fazer companhia.—ALEMTEJO.[106]Permittiu a Virgem sancta,A Virgem Sancta MariaQue se não perdesse uma almaPor um preceito que tinha.—ALEMTEJO.[107]Gil-vicente, edição de Hamburgo 1834, tom.II, pag. 27.[108]Ibid. tom.I, pag. 92.[109]Licção portugueza segundoOLIVEIRA.[110]Obras deGIL-VICENTE, ed. de Hamburgo 1834. Tom.II, p. 249.[111]Romancero general, Part.I.[112]Garcia de Rezende,HIDA DA INFANTA, etc.[113]Saudades de bernardim-ribeiro.Lisboa 1785.[114]No sentido de dar o penço á criança; com a qual significação o verbo se deve escrever com ç e não com s.[115]Nascida.[116]Tem para si.[117]De nenhuma coisa duvido, que seja azo de damnos.[118]Que, pois que.[119]Trás a, após a.[120]Defronte d’elle.[121]Incannecido, de cabello branco.[122]Sou.[123]Pazes.[124]Duzentos quintados eram—TRAS-OS-MONTES.[125]Nem por minha irman mais velha—TRAS-OS-MONTES.[126]Percy’sRELIQUES OF ANCIENT ENGLISH POETRY, SeriesII, book I, 10.[127]—‘Abre a porta, Anna, abre o teu postigo,Da-me um lenço, amores, que venho ferido.’—‘Se vindes ferido, vinde muito embora,Porque minha porta não se abre agora.’—EXTREMADURA.[128]—‘Minha mãe acorde do doce dormir,Venha ouvir o cego cantar e pedir.’—EXTREMADURA.[129]Diminutivo minhoto de Anna.[130]Este é um modo de dizer provinciano bastante usado do nosso povo em quasi todo o reino. ‘Filho, lo meu filho; madre, la mi’ madre etc.’ occorre em muitas cantigas populares, romances e similhantes. São reliquias do antigo asturiano que o nosso dialecto conservou tanto e mais do que o castelhano. O mesmo fizeram os nossos vizinhos de Galliza. Tem sido tenaz n’estes bellos archaismos a poesia do povo, porque a salva dos hyatos que tanto lhe repugnam.[131]Não deve ser nobre quem dá tal conselho—MINHO, BEIRABAIXA.[132]Eu não digo isso, que o gado se perca,Mas que descancemos uma hora de sésta.—BEIRALTA, EXTREMADURA.[133]Que dirão meus amos em que me occupei—BEIRALTA.[134]Por essas estevas—ALEMTEJO.[135]Meias e vestido—RIBATEJO.[136]Romperem—COIMBRA.[137]Vai guardar teu gado pela serra fóra—BEIRALTA.[138]Senta-te a ésta sombra que está o mundo ardendo.—‘Eu bem não queria, mas estou querendo.’—‘Calla-te, pastora, não digas mais nada,Que a aposta que eu fiz ja está ganhada.’—‘Senhor, vou sentar-me não por má tenção.’Pois sabe a verdade, que sou teu irmão.—BEIRALTA.—‘Sente-se a ésta sombra, passemos a sésta,Ja pouco me importa que o gado se perca.’Oh gente da casa, accudi ao gado,Que foge a pastora c’o seu namorado.—MINHO.[139]Pelicer, notas aDOM QUIXOTE.[140]Cancioneiro de romances;SILVA DE VARIOS ROMANCES;FLORESTA DE VARIOS; e ultimamente Duran,ROMANCERO GENERAL, ed. de 1849-51, tom.I, pag. 207.[141]Lusitania illustrata, Part the second. Newcastle-upon-Tyne, 1846.[142]LivroII, parte I, romanceIX, tom.II, pag. 167.[143]Nota G, pag. 312 do tom.II.[144]Romancero general, 1849-51, tom. I, pag. 175. Ésta é a licção mais antiga, foi achada em umpliego suelto, folha volante, impresso.[145]Romancero general, 1849-51, tom.I, pag. 176.[146]Marquez de Mantua, folheto de cegos, Lisboa 1789.
NOTAS
[1]Alcançá-la não podia—TRAZ-OS-MONTES.
[1]
Alcançá-la não podia—TRAZ-OS-MONTES.
Alcançá-la não podia—TRAZ-OS-MONTES.
Alcançá-la não podia—TRAZ-OS-MONTES.
Alcançá-la não podia—TRAZ-OS-MONTES.
[2]Alcançou-a descançandoDebaixo da verde oliva.—TRAZ-OS-MONTES.
[2]
Alcançou-a descançandoDebaixo da verde oliva.—TRAZ-OS-MONTES.
Alcançou-a descançandoDebaixo da verde oliva.—TRAZ-OS-MONTES.
Alcançou-a descançandoDebaixo da verde oliva.—TRAZ-OS-MONTES.
Alcançou-a descançando
Debaixo da verde oliva.—TRAZ-OS-MONTES.
[3]Qual debaixo, qual decima—TRAZ-OS-MONTES.
[3]
Qual debaixo, qual decima—TRAZ-OS-MONTES.
Qual debaixo, qual decima—TRAZ-OS-MONTES.
Qual debaixo, qual decima—TRAZ-OS-MONTES.
Qual debaixo, qual decima—TRAZ-OS-MONTES.
[4]Logo debaixo cahia—TRAZ-OS-MONTES.
[4]
Logo debaixo cahia—TRAZ-OS-MONTES.
Logo debaixo cahia—TRAZ-OS-MONTES.
Logo debaixo cahia—TRAZ-OS-MONTES.
Logo debaixo cahia—TRAZ-OS-MONTES.
[5]Eu te peço, romeirinha—TRAZ-OS-MONTES.
[5]
Eu te peço, romeirinha—TRAZ-OS-MONTES.
Eu te peço, romeirinha—TRAZ-OS-MONTES.
Eu te peço, romeirinha—TRAZ-OS-MONTES.
Eu te peço, romeirinha—TRAZ-OS-MONTES.
[6]Eu te peço, ermitão,Por Deus e sancta MariaQue interres esse traidorLá na tua sancta ermida.—TRAZ-OS-MONTES.
[6]
Eu te peço, ermitão,Por Deus e sancta MariaQue interres esse traidorLá na tua sancta ermida.—TRAZ-OS-MONTES.
Eu te peço, ermitão,Por Deus e sancta MariaQue interres esse traidorLá na tua sancta ermida.—TRAZ-OS-MONTES.
Eu te peço, ermitão,Por Deus e sancta MariaQue interres esse traidorLá na tua sancta ermida.—TRAZ-OS-MONTES.
Eu te peço, ermitão,
Por Deus e sancta Maria
Que interres esse traidor
Lá na tua sancta ermida.—TRAZ-OS-MONTES.
[7]Mais outro exemplo do que era frequente nos antigos cantares repetirem, de uns para outros, certos dizeres que cahiam em graça. Veja no ‘Reginaldo’ pag. 175, tom. II doROMANCEIRO.
[7]Mais outro exemplo do que era frequente nos antigos cantares repetirem, de uns para outros, certos dizeres que cahiam em graça. Veja no ‘Reginaldo’ pag. 175, tom. II doROMANCEIRO.
[8]Senhor pae, eu tenho a culpa—AÇORES.
[8]
Senhor pae, eu tenho a culpa—AÇORES.
Senhor pae, eu tenho a culpa—AÇORES.
Senhor pae, eu tenho a culpa—AÇORES.
Senhor pae, eu tenho a culpa—AÇORES.
[9]Antes que não rompa o dia—AÇORES.
[9]
Antes que não rompa o dia—AÇORES.
Antes que não rompa o dia—AÇORES.
Antes que não rompa o dia—AÇORES.
Antes que não rompa o dia—AÇORES.
[10]A infanta vai a expirar—AÇORES.
[10]
A infanta vai a expirar—AÇORES.
A infanta vai a expirar—AÇORES.
A infanta vai a expirar—AÇORES.
A infanta vai a expirar—AÇORES.
[11]Veja o que, a este respeito e sôbre a repetição d’esta linda imagem, deixo escripto na ‘Rosalinda’, pag. 163-168, tomo I doROMANCEIRO.
[11]Veja o que, a este respeito e sôbre a repetição d’esta linda imagem, deixo escripto na ‘Rosalinda’, pag. 163-168, tomo I doROMANCEIRO.
[12]Um, nobre sangue deitava—TRAZ-OS-MONTES.
[12]
Um, nobre sangue deitava—TRAZ-OS-MONTES.
Um, nobre sangue deitava—TRAZ-OS-MONTES.
Um, nobre sangue deitava—TRAZ-OS-MONTES.
Um, nobre sangue deitava—TRAZ-OS-MONTES.
[13]Sentava-se elrei á mesa,No hombro lhe iam poisar.—AÇORES.
[13]
Sentava-se elrei á mesa,No hombro lhe iam poisar.—AÇORES.
Sentava-se elrei á mesa,No hombro lhe iam poisar.—AÇORES.
Sentava-se elrei á mesa,No hombro lhe iam poisar.—AÇORES.
Sentava-se elrei á mesa,
No hombro lhe iam poisar.—AÇORES.
[14]Romanceiro, I, pag. 181, ed. de 1843.
[14]Romanceiro, I, pag. 181, ed. de 1843.
[15]Anda atrás do cavalleiroA princeza a bom andar.—MINHO.Ésta licção do Minho dá por titulo ao romance ‘A Princeza’.
[15]
Anda atrás do cavalleiroA princeza a bom andar.—MINHO.
Anda atrás do cavalleiroA princeza a bom andar.—MINHO.
Anda atrás do cavalleiroA princeza a bom andar.—MINHO.
Anda atrás do cavalleiro
A princeza a bom andar.—MINHO.
Ésta licção do Minho dá por titulo ao romance ‘A Princeza’.
[16]Está em casa o cavalleiroQue aqui deve de morar?—TRAS-OS-MONTES.
[16]
Está em casa o cavalleiroQue aqui deve de morar?—TRAS-OS-MONTES.
Está em casa o cavalleiroQue aqui deve de morar?—TRAS-OS-MONTES.
Está em casa o cavalleiroQue aqui deve de morar?—TRAS-OS-MONTES.
Está em casa o cavalleiro
Que aqui deve de morar?—TRAS-OS-MONTES.
[17]Que fazeis porqui princeza,Que andais a procurar?—MINHO.
[17]
Que fazeis porqui princeza,Que andais a procurar?—MINHO.
Que fazeis porqui princeza,Que andais a procurar?—MINHO.
Que fazeis porqui princeza,Que andais a procurar?—MINHO.
Que fazeis porqui princeza,
Que andais a procurar?—MINHO.
[18]Deixei meu pae, minha gente—TRAS-OS-MONTES.
[18]
Deixei meu pae, minha gente—TRAS-OS-MONTES.
Deixei meu pae, minha gente—TRAS-OS-MONTES.
Deixei meu pae, minha gente—TRAS-OS-MONTES.
Deixei meu pae, minha gente—TRAS-OS-MONTES.
[19]Leva-a d’ahi, cavalleiro,E vai lançá-la no mar.—MINHO.
[19]
Leva-a d’ahi, cavalleiro,E vai lançá-la no mar.—MINHO.
Leva-a d’ahi, cavalleiro,E vai lançá-la no mar.—MINHO.
Leva-a d’ahi, cavalleiro,E vai lançá-la no mar.—MINHO.
Leva-a d’ahi, cavalleiro,
E vai lançá-la no mar.—MINHO.
[20]De raivosa, a castelhanaOs mandou logo cortar.—MINHO.
[20]
De raivosa, a castelhanaOs mandou logo cortar.—MINHO.
De raivosa, a castelhanaOs mandou logo cortar.—MINHO.
De raivosa, a castelhanaOs mandou logo cortar.—MINHO.
De raivosa, a castelhana
Os mandou logo cortar.—MINHO.
[21]Nasceu um triste pinhal—EXTREMADURA.Noto ésta variante para marcar o uso indistincto das palavras ‘pinhal e pinheiral’ que a lingua consente.
[21]
Nasceu um triste pinhal—EXTREMADURA.
Nasceu um triste pinhal—EXTREMADURA.
Nasceu um triste pinhal—EXTREMADURA.
Nasceu um triste pinhal—EXTREMADURA.
Noto ésta variante para marcar o uso indistincto das palavras ‘pinhal e pinheiral’ que a lingua consente.
[22]E, por noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.E, alta noite, a castellana—MINHO.E, de noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.A licção que segui no texto é a que veio do Porto, que Minho é; mas não a acho melhor do que qualquer das outras. Segui-a porque, no todo do romance, é a mais completa.
[22]
E, por noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, por noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, por noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, por noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, alta noite, a castellana—MINHO.
E, alta noite, a castellana—MINHO.
E, alta noite, a castellana—MINHO.
E, alta noite, a castellana—MINHO.
E, de noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, de noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, de noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
E, de noite, a castellana—TRAS-OS-MONTES.
A licção que segui no texto é a que veio do Porto, que Minho é; mas não a acho melhor do que qualquer das outras. Segui-a porque, no todo do romance, é a mais completa.
[23]Aprestar—BEIRALTA.
[23]
Aprestar—BEIRALTA.
Aprestar—BEIRALTA.
Aprestar—BEIRALTA.
Aprestar—BEIRALTA.
[24]Que me sellem meu cavallo,Depressa, não devagar.—EXTREMADURA.
[24]
Que me sellem meu cavallo,Depressa, não devagar.—EXTREMADURA.
Que me sellem meu cavallo,Depressa, não devagar.—EXTREMADURA.
Que me sellem meu cavallo,Depressa, não devagar.—EXTREMADURA.
Que me sellem meu cavallo,
Depressa, não devagar.—EXTREMADURA.
[25]Alviçaras, meu irmão,Que ja m’as devias de dar.—BEIRALTA.
[25]
Alviçaras, meu irmão,Que ja m’as devias de dar.—BEIRALTA.
Alviçaras, meu irmão,Que ja m’as devias de dar.—BEIRALTA.
Alviçaras, meu irmão,Que ja m’as devias de dar.—BEIRALTA.
Alviçaras, meu irmão,
Que ja m’as devias de dar.—BEIRALTA.
[26]Lá no mais alto da serra—EXTREMADURA.
[26]
Lá no mais alto da serra—EXTREMADURA.
Lá no mais alto da serra—EXTREMADURA.
Lá no mais alto da serra—EXTREMADURA.
Lá no mais alto da serra—EXTREMADURA.
[27]Oiroem stylo camponez quer dizer—joias, ornatos de oiro de pessoa. Omeu oiroé o oiro com que me adorno—como em stylo de cidade aminha prataé a prata de meu serviço de casa.
[27]Oiroem stylo camponez quer dizer—joias, ornatos de oiro de pessoa. Omeu oiroé o oiro com que me adorno—como em stylo de cidade aminha prataé a prata de meu serviço de casa.
[28]E as toucas da cabeçaDespirá para o pençar.—EXTREMADURA.
[28]
E as toucas da cabeçaDespirá para o pençar.—EXTREMADURA.
E as toucas da cabeçaDespirá para o pençar.—EXTREMADURA.
E as toucas da cabeçaDespirá para o pençar.—EXTREMADURA.
E as toucas da cabeça
Despirá para o pençar.—EXTREMADURA.
[29]Não póde á bôcca chegar.—BEIRALTA.
[29]
Não póde á bôcca chegar.—BEIRALTA.
Não póde á bôcca chegar.—BEIRALTA.
Não póde á bôcca chegar.—BEIRALTA.
Não póde á bôcca chegar.—BEIRALTA.
[30]Mal hajam as linguas taesE ouvidos que lhe eu fui dar,Que por amor das más linguasMeu amor vim a mattar.—EXTREMADURA.
[30]
Mal hajam as linguas taesE ouvidos que lhe eu fui dar,Que por amor das más linguasMeu amor vim a mattar.—EXTREMADURA.
Mal hajam as linguas taesE ouvidos que lhe eu fui dar,Que por amor das más linguasMeu amor vim a mattar.—EXTREMADURA.
Mal hajam as linguas taesE ouvidos que lhe eu fui dar,Que por amor das más linguasMeu amor vim a mattar.—EXTREMADURA.
Mal hajam as linguas taes
E ouvidos que lhe eu fui dar,
Que por amor das más linguas
Meu amor vim a mattar.—EXTREMADURA.
[31]Em algumas licções provinciaes, designadamente nas da Extremadura, começa assim:Ergueu-se frei JoanicoUm dia de madrugada,Vestido de ponto em brancoE tangendo sua guitarra,Foi-se á porta de Morena,A Morena etc.—EXTREMADURA.
[31]Em algumas licções provinciaes, designadamente nas da Extremadura, começa assim:
Ergueu-se frei JoanicoUm dia de madrugada,Vestido de ponto em brancoE tangendo sua guitarra,Foi-se á porta de Morena,A Morena etc.—EXTREMADURA.
Ergueu-se frei JoanicoUm dia de madrugada,Vestido de ponto em brancoE tangendo sua guitarra,Foi-se á porta de Morena,A Morena etc.—EXTREMADURA.
Ergueu-se frei JoanicoUm dia de madrugada,Vestido de ponto em brancoE tangendo sua guitarra,Foi-se á porta de Morena,A Morena etc.—EXTREMADURA.
Ergueu-se frei Joanico
Um dia de madrugada,
Vestido de ponto em branco
E tangendo sua guitarra,
Foi-se á porta de Morena,
A Morena etc.—EXTREMADURA.
[32]Que é isso, Morenita—ALEMTEJO.
[32]
Que é isso, Morenita—ALEMTEJO.
Que é isso, Morenita—ALEMTEJO.
Que é isso, Morenita—ALEMTEJO.
Que é isso, Morenita—ALEMTEJO.
[33]Com seu mantinho de lustroQue o vento lh’o levava,Seu sapatinho picadoQue no pé lhe rebentava—EXTREMADURA.
[33]
Com seu mantinho de lustroQue o vento lh’o levava,Seu sapatinho picadoQue no pé lhe rebentava—EXTREMADURA.
Com seu mantinho de lustroQue o vento lh’o levava,Seu sapatinho picadoQue no pé lhe rebentava—EXTREMADURA.
Com seu mantinho de lustroQue o vento lh’o levava,Seu sapatinho picadoQue no pé lhe rebentava—EXTREMADURA.
Com seu mantinho de lustro
Que o vento lh’o levava,
Seu sapatinho picado
Que no pé lhe rebentava—EXTREMADURA.
[34]Frei João que a viu chegar,Em vez de correr, saltava.—BEIRALTA.
[34]
Frei João que a viu chegar,Em vez de correr, saltava.—BEIRALTA.
Frei João que a viu chegar,Em vez de correr, saltava.—BEIRALTA.
Frei João que a viu chegar,Em vez de correr, saltava.—BEIRALTA.
Frei João que a viu chegar,
Em vez de correr, saltava.—BEIRALTA.
[35]Com o ôlho d’esta enchada.—BEIRALTA.
[35]
Com o ôlho d’esta enchada.—BEIRALTA.
Com o ôlho d’esta enchada.—BEIRALTA.
Com o ôlho d’esta enchada.—BEIRALTA.
Com o ôlho d’esta enchada.—BEIRALTA.
[36]Aulegraphia, act. II, sc. 9, fol. 66. vers. da ed. de 1619.
[36]Aulegraphia, act. II, sc. 9, fol. 66. vers. da ed. de 1619.
[37]Carta do marquez de Santillana ao condestavel de Portugal: pag. LVII, tom. I da collecção de Sanches, Madrid 1779.
[37]Carta do marquez de Santillana ao condestavel de Portugal: pag. LVII, tom. I da collecção de Sanches, Madrid 1779.
[38]Aulegraphia, act. III, sc. I, fol. 84.
[38]Aulegraphia, act. III, sc. I, fol. 84.
[39]Isabel ou a heroina de aragãopor J. M. da Costa e Silva. Lisboa, 1832.
[39]Isabel ou a heroina de aragãopor J. M. da Costa e Silva. Lisboa, 1832.
[40]Pregoadas são as guerrasEntre França e Aragão.Como as faria tristeVelho cano e peccador?—LICÇÃO ANTIGA EM JORGE FERREIRA.
[40]
Pregoadas são as guerrasEntre França e Aragão.Como as faria tristeVelho cano e peccador?—LICÇÃO ANTIGA EM JORGE FERREIRA.
Pregoadas são as guerrasEntre França e Aragão.Como as faria tristeVelho cano e peccador?—LICÇÃO ANTIGA EM JORGE FERREIRA.
Pregoadas são as guerrasEntre França e Aragão.Como as faria tristeVelho cano e peccador?—LICÇÃO ANTIGA EM JORGE FERREIRA.
Pregoadas são as guerras
Entre França e Aragão.
Como as faria triste
Velho cano e peccador?—LICÇÃO ANTIGA EM JORGE FERREIRA.
[41]As guerras me acabarão—LISBOA.Triste de mim que sou velho,As guerras me acabarão.—ALEMTEJO, EXTREMADURA.
[41]
As guerras me acabarão—LISBOA.
As guerras me acabarão—LISBOA.
As guerras me acabarão—LISBOA.
As guerras me acabarão—LISBOA.
Triste de mim que sou velho,As guerras me acabarão.—ALEMTEJO, EXTREMADURA.
Triste de mim que sou velho,As guerras me acabarão.—ALEMTEJO, EXTREMADURA.
Triste de mim que sou velho,As guerras me acabarão.—ALEMTEJO, EXTREMADURA.
Triste de mim que sou velho,
As guerras me acabarão.—ALEMTEJO, EXTREMADURA.
[42]Responde Dona Guimar—LISBOA.
[42]
Responde Dona Guimar—LISBOA.
Responde Dona Guimar—LISBOA.
Responde Dona Guimar—LISBOA.
Responde Dona Guimar—LISBOA.
[43]‘Tendes las tranças compridas,Filha, conhecer-vos-hão.’—‘Venham ja umas tesouras,As tranças irão ao chão.—MINHO.—‘Tendes los olhos garridos—AÇORES.
[43]
‘Tendes las tranças compridas,Filha, conhecer-vos-hão.’—‘Venham ja umas tesouras,As tranças irão ao chão.—MINHO.
‘Tendes las tranças compridas,Filha, conhecer-vos-hão.’—‘Venham ja umas tesouras,As tranças irão ao chão.—MINHO.
‘Tendes las tranças compridas,Filha, conhecer-vos-hão.’—‘Venham ja umas tesouras,As tranças irão ao chão.—MINHO.
‘Tendes las tranças compridas,
Filha, conhecer-vos-hão.’
—‘Venham ja umas tesouras,
As tranças irão ao chão.—MINHO.
—‘Tendes los olhos garridos—AÇORES.
—‘Tendes los olhos garridos—AÇORES.
—‘Tendes los olhos garridos—AÇORES.
—‘Tendes los olhos garridos—AÇORES.
[44]Pela hoste—BEIRALTA.Pelos homens—MINHO.
[44]
Pela hoste—BEIRALTA.
Pela hoste—BEIRALTA.
Pela hoste—BEIRALTA.
Pela hoste—BEIRALTA.
Pelos homens—MINHO.
Pelos homens—MINHO.
Pelos homens—MINHO.
Pelos homens—MINHO.
[45]Abaixarão—LISBOA.Incolherei os meus peitosDentro do meu coração.—MINHO.
[45]
Abaixarão—LISBOA.
Abaixarão—LISBOA.
Abaixarão—LISBOA.
Abaixarão—LISBOA.
Incolherei os meus peitosDentro do meu coração.—MINHO.
Incolherei os meus peitosDentro do meu coração.—MINHO.
Incolherei os meus peitosDentro do meu coração.—MINHO.
Incolherei os meus peitos
Dentro do meu coração.—MINHO.
[46]Venha ja um alfaiateFaça-me um justo gibão.—EXTREMADURA, ALEMTEJO, ALGARVE.
[46]
Venha ja um alfaiateFaça-me um justo gibão.—EXTREMADURA, ALEMTEJO, ALGARVE.
Venha ja um alfaiateFaça-me um justo gibão.—EXTREMADURA, ALEMTEJO, ALGARVE.
Venha ja um alfaiateFaça-me um justo gibão.—EXTREMADURA, ALEMTEJO, ALGARVE.
Venha ja um alfaiate
Faça-me um justo gibão.—EXTREMADURA, ALEMTEJO, ALGARVE.
[47]Delicados—ALEMTEJO, BEIRALTA.Muito finos—BEIRABAIXA
[47]
Delicados—ALEMTEJO, BEIRALTA.
Delicados—ALEMTEJO, BEIRALTA.
Delicados—ALEMTEJO, BEIRALTA.
Delicados—ALEMTEJO, BEIRALTA.
Muito finos—BEIRABAIXA
Muito finos—BEIRABAIXA
Muito finos—BEIRABAIXA
Muito finos—BEIRABAIXA
[48]Mette-las-hei n’umas luvas—EXTREMADURA.Calçá-las-hei n’umas luvas,D’ellas nunca sahirão.—ALEMTEJO, MINHO.Venham manapolas de ferro—TRAS-OS-MONTES.Os pés bem grandes serão—MINHO, BEIRALTA.
[48]
Mette-las-hei n’umas luvas—EXTREMADURA.
Mette-las-hei n’umas luvas—EXTREMADURA.
Mette-las-hei n’umas luvas—EXTREMADURA.
Mette-las-hei n’umas luvas—EXTREMADURA.
Calçá-las-hei n’umas luvas,D’ellas nunca sahirão.—ALEMTEJO, MINHO.
Calçá-las-hei n’umas luvas,D’ellas nunca sahirão.—ALEMTEJO, MINHO.
Calçá-las-hei n’umas luvas,D’ellas nunca sahirão.—ALEMTEJO, MINHO.
Calçá-las-hei n’umas luvas,
D’ellas nunca sahirão.—ALEMTEJO, MINHO.
Venham manapolas de ferro—TRAS-OS-MONTES.
Venham manapolas de ferro—TRAS-OS-MONTES.
Venham manapolas de ferro—TRAS-OS-MONTES.
Venham manapolas de ferro—TRAS-OS-MONTES.
Os pés bem grandes serão—MINHO, BEIRALTA.
Os pés bem grandes serão—MINHO, BEIRALTA.
Os pés bem grandes serão—MINHO, BEIRALTA.
Os pés bem grandes serão—MINHO, BEIRALTA.
[49]Dom João—AÇORES.D. Martinho—LISBOA, ALEMTEJO.D. Marcos—EXTREMADURA.Dom Claros—MINHO.
[49]
Dom João—AÇORES.
Dom João—AÇORES.
Dom João—AÇORES.
Dom João—AÇORES.
D. Martinho—LISBOA, ALEMTEJO.
D. Martinho—LISBOA, ALEMTEJO.
D. Martinho—LISBOA, ALEMTEJO.
D. Martinho—LISBOA, ALEMTEJO.
D. Marcos—EXTREMADURA.
D. Marcos—EXTREMADURA.
D. Marcos—EXTREMADURA.
D. Marcos—EXTREMADURA.
Dom Claros—MINHO.
Dom Claros—MINHO.
Dom Claros—MINHO.
Dom Claros—MINHO.
[50]Jardim—MINHO, AÇORES, LISBOA.
[50]
Jardim—MINHO, AÇORES, LISBOA.
Jardim—MINHO, AÇORES, LISBOA.
Jardim—MINHO, AÇORES, LISBOA.
Jardim—MINHO, AÇORES, LISBOA.
[51]Co’as rosas se hade tentar—LISBOA.Com as flores se hade armar—MINHO.As rosas o hãode buscar—AÇORES.
[51]
Co’as rosas se hade tentar—LISBOA.
Co’as rosas se hade tentar—LISBOA.
Co’as rosas se hade tentar—LISBOA.
Co’as rosas se hade tentar—LISBOA.
Com as flores se hade armar—MINHO.
Com as flores se hade armar—MINHO.
Com as flores se hade armar—MINHO.
Com as flores se hade armar—MINHO.
As rosas o hãode buscar—AÇORES.
As rosas o hãode buscar—AÇORES.
As rosas o hãode buscar—AÇORES.
As rosas o hãode buscar—AÇORES.
[52]Á lima se foi pegar:—‘Oh que bella lima esta!’—LISBOA.Uma cidra foi mirar—ALGARVE, MINHO.
[52]
Á lima se foi pegar:—‘Oh que bella lima esta!’—LISBOA.
Á lima se foi pegar:—‘Oh que bella lima esta!’—LISBOA.
Á lima se foi pegar:—‘Oh que bella lima esta!’—LISBOA.
Á lima se foi pegar:
—‘Oh que bella lima esta!’—LISBOA.
Uma cidra foi mirar—ALGARVE, MINHO.
Uma cidra foi mirar—ALGARVE, MINHO.
Uma cidra foi mirar—ALGARVE, MINHO.
Uma cidra foi mirar—ALGARVE, MINHO.
[53]As mesmas variantes respectivas.
[53]As mesmas variantes respectivas.
[54]Porque no partir do pãoSe virá a delatar:Que se elle o partir no peito,Por mulher se hade mostrar.—AÇORES.
[54]
Porque no partir do pãoSe virá a delatar:Que se elle o partir no peito,Por mulher se hade mostrar.—AÇORES.
Porque no partir do pãoSe virá a delatar:Que se elle o partir no peito,Por mulher se hade mostrar.—AÇORES.
Porque no partir do pãoSe virá a delatar:Que se elle o partir no peito,Por mulher se hade mostrar.—AÇORES.
Porque no partir do pão
Se virá a delatar:
Que se elle o partir no peito,
Por mulher se hade mostrar.—AÇORES.
[55]Baixo assento hade ir buscar—MINHO.
[55]
Baixo assento hade ir buscar—MINHO.
Baixo assento hade ir buscar—MINHO.
Baixo assento hade ir buscar—MINHO.
Baixo assento hade ir buscar—MINHO.
[56]O mais alto foi buscar—LISBOA.No mais alto quiz estar—MINHO.
[56]
O mais alto foi buscar—LISBOA.
O mais alto foi buscar—LISBOA.
O mais alto foi buscar—LISBOA.
O mais alto foi buscar—LISBOA.
No mais alto quiz estar—MINHO.
No mais alto quiz estar—MINHO.
No mais alto quiz estar—MINHO.
No mais alto quiz estar—MINHO.
[57]As mesmas variantes.
[57]As mesmas variantes.
[58]N’uma adaga foi pegar—LISBOA.Foi uma espada apreçar—MINHO.Oh que lindas fittas verdesPara môças inganar!—AÇORES.
[58]
N’uma adaga foi pegar—LISBOA.
N’uma adaga foi pegar—LISBOA.
N’uma adaga foi pegar—LISBOA.
N’uma adaga foi pegar—LISBOA.
Foi uma espada apreçar—MINHO.
Foi uma espada apreçar—MINHO.
Foi uma espada apreçar—MINHO.
Foi uma espada apreçar—MINHO.
Oh que lindas fittas verdesPara môças inganar!—AÇORES.
Oh que lindas fittas verdesPara môças inganar!—AÇORES.
Oh que lindas fittas verdesPara môças inganar!—AÇORES.
Oh que lindas fittas verdes
Para môças inganar!—AÇORES.
[59]Desculpa vos hade dar—LISBOA.Ja se hade acovardar—ALEMTEJO.
[59]
Desculpa vos hade dar—LISBOA.
Desculpa vos hade dar—LISBOA.
Desculpa vos hade dar—LISBOA.
Desculpa vos hade dar—LISBOA.
Ja se hade acovardar—ALEMTEJO.
Ja se hade acovardar—ALEMTEJO.
Ja se hade acovardar—ALEMTEJO.
Ja se hade acovardar—ALEMTEJO.
[60]Chegam juntos do castello—LISBOA.
[60]
Chegam juntos do castello—LISBOA.
Chegam juntos do castello—LISBOA.
Chegam juntos do castello—LISBOA.
Chegam juntos do castello—LISBOA.
[61]Meu pae era de Hamburgo,Minha mãe de Hamburgo era.—RIBATEJO.
[61]
Meu pae era de Hamburgo,Minha mãe de Hamburgo era.—RIBATEJO.
Meu pae era de Hamburgo,Minha mãe de Hamburgo era.—RIBATEJO.
Meu pae era de Hamburgo,Minha mãe de Hamburgo era.—RIBATEJO.
Meu pae era de Hamburgo,
Minha mãe de Hamburgo era.—RIBATEJO.
[62]Me levaram a venderA Salé, que é má terra.—EXTREMADURA.
[62]
Me levaram a venderA Salé, que é má terra.—EXTREMADURA.
Me levaram a venderA Salé, que é má terra.—EXTREMADURA.
Me levaram a venderA Salé, que é má terra.—EXTREMADURA.
Me levaram a vender
A Salé, que é má terra.—EXTREMADURA.
[63]Ni blancaé claramente castelhano dizer; mas nos mais puros nossos escriptores se incontra. Ditto familiar que se introduziu então, como hoje dizemos tanta palavra e phrase franceza ou ingleza, por termos com as coisas, livros e usos d’estas nações o mesmo tracto que então tinhamos com castelhanos.
[63]Ni blancaé claramente castelhano dizer; mas nos mais puros nossos escriptores se incontra. Ditto familiar que se introduziu então, como hoje dizemos tanta palavra e phrase franceza ou ingleza, por termos com as coisas, livros e usos d’estas nações o mesmo tracto que então tinhamos com castelhanos.
[64]Eu te daria uma egua—RIBATEJO.
[64]
Eu te daria uma egua—RIBATEJO.
Eu te daria uma egua—RIBATEJO.
Eu te daria uma egua—RIBATEJO.
Eu te daria uma egua—RIBATEJO.
[65]Dar-te-hia uma gallera—LISBOA.
[65]
Dar-te-hia uma gallera—LISBOA.
Dar-te-hia uma gallera—LISBOA.
Dar-te-hia uma gallera—LISBOA.
Dar-te-hia uma gallera—LISBOA.
[66]Com mil dobrões dentro d’ella.Co’as mil doblas que estão n’ella.—RIBATEJO.
[66]
Com mil dobrões dentro d’ella.Co’as mil doblas que estão n’ella.—RIBATEJO.
Com mil dobrões dentro d’ella.Co’as mil doblas que estão n’ella.—RIBATEJO.
Com mil dobrões dentro d’ella.Co’as mil doblas que estão n’ella.—RIBATEJO.
Com mil dobrões dentro d’ella.
Co’as mil doblas que estão n’ella.—RIBATEJO.
[67]Este é um dos muitos exemplos de se faltar de vez em quando á forçada lei da redondilha, augmentando-a com dois versos no mesmo repisado consoante ou toante obrigado.
[67]Este é um dos muitos exemplos de se faltar de vez em quando á forçada lei da redondilha, augmentando-a com dois versos no mesmo repisado consoante ou toante obrigado.
[68]Que por mim stão a soldado—RIBATEJO.Ésta phrasea soldadopara dizer: estão servindoa soldada,a soldo,como criados, etc. foi nova para mim; vê-se porém que é legitima portugueza. Não approveitei para o texto ésta variante por causa da amphibologia.
[68]
Que por mim stão a soldado—RIBATEJO.
Que por mim stão a soldado—RIBATEJO.
Que por mim stão a soldado—RIBATEJO.
Que por mim stão a soldado—RIBATEJO.
Ésta phrasea soldadopara dizer: estão servindoa soldada,a soldo,como criados, etc. foi nova para mim; vê-se porém que é legitima portugueza. Não approveitei para o texto ésta variante por causa da amphibologia.
[69]De todo esse teu reinado—EXTREMADURA.
[69]
De todo esse teu reinado—EXTREMADURA.
De todo esse teu reinado—EXTREMADURA.
De todo esse teu reinado—EXTREMADURA.
De todo esse teu reinado—EXTREMADURA.
[70]Outro exemplo de accrescentar dois versos á redondilha, mas sem repetir o consoante senão em um d’elles.
[70]Outro exemplo de accrescentar dois versos á redondilha, mas sem repetir o consoante senão em um d’elles.
[71]Anda cá, ó filha Angelica—LISBOA.
[71]
Anda cá, ó filha Angelica—LISBOA.
Anda cá, ó filha Angelica—LISBOA.
Anda cá, ó filha Angelica—LISBOA.
Anda cá, ó filha Angelica—LISBOA.
[72]Se é pelo christão que choras,Que te deixou deshonrada.—RIBATEJO.
[72]
Se é pelo christão que choras,Que te deixou deshonrada.—RIBATEJO.
Se é pelo christão que choras,Que te deixou deshonrada.—RIBATEJO.
Se é pelo christão que choras,Que te deixou deshonrada.—RIBATEJO.
Se é pelo christão que choras,
Que te deixou deshonrada.—RIBATEJO.
[73]Aqui te deixo por mão,Que os amores da judiaPelas ondas do mar vão.—RIBATEJO.
[73]
Aqui te deixo por mão,Que os amores da judiaPelas ondas do mar vão.—RIBATEJO.
Aqui te deixo por mão,Que os amores da judiaPelas ondas do mar vão.—RIBATEJO.
Aqui te deixo por mão,Que os amores da judiaPelas ondas do mar vão.—RIBATEJO.
Aqui te deixo por mão,
Que os amores da judia
Pelas ondas do mar vão.—RIBATEJO.
[74]Historia tragico-maritima, em que se escrevem, etc. Por Bernardo Gomes de Brito. Lisboa occidental, 1735.
[74]Historia tragico-maritima, em que se escrevem, etc. Por Bernardo Gomes de Brito. Lisboa occidental, 1735.
[75]Ora da nau CathrinetaD’ella vos quero contar.—EXTREMADURA.
[75]
Ora da nau CathrinetaD’ella vos quero contar.—EXTREMADURA.
Ora da nau CathrinetaD’ella vos quero contar.—EXTREMADURA.
Ora da nau CathrinetaD’ella vos quero contar.—EXTREMADURA.
Ora da nau Cathrineta
D’ella vos quero contar.—EXTREMADURA.
[76]Sette annos e um dia—MINHO.
[76]
Sette annos e um dia—MINHO.
Sette annos e um dia—MINHO.
Sette annos e um dia—MINHO.
Sette annos e um dia—MINHO.
[77]Todas as licções dizem assim, menos a do Algarve que adoptei.
[77]Todas as licções dizem assim, menos a do Algarve que adoptei.
[78]Mas a solla era tam dura,Que a não podiam rilhar.—MINHO.
[78]
Mas a solla era tam dura,Que a não podiam rilhar.—MINHO.
Mas a solla era tam dura,Que a não podiam rilhar.—MINHO.
Mas a solla era tam dura,Que a não podiam rilhar.—MINHO.
Mas a solla era tam dura,
Que a não podiam rilhar.—MINHO.
[79]Áquelle tope real.—LISBOA.
[79]
Áquelle tope real.—LISBOA.
Áquelle tope real.—LISBOA.
Áquelle tope real.—LISBOA.
Áquelle tope real.—LISBOA.
[80]Todas para te mattar—EXTREMADURA.
[80]
Todas para te mattar—EXTREMADURA.
Todas para te mattar—EXTREMADURA.
Todas para te mattar—EXTREMADURA.
Todas para te mattar—EXTREMADURA.
[81]Vê se vês terras d’Hespanha,Areias de Portugal.—MINHO.
[81]
Vê se vês terras d’Hespanha,Areias de Portugal.—MINHO.
Vê se vês terras d’Hespanha,Areias de Portugal.—MINHO.
Vê se vês terras d’Hespanha,Areias de Portugal.—MINHO.
Vê se vês terras d’Hespanha,
Areias de Portugal.—MINHO.
[82]Tambem vejo tres meninas—LISBOA....tres donzellas—BEIRABAIXA.
[82]
Tambem vejo tres meninas—LISBOA.
Tambem vejo tres meninas—LISBOA.
Tambem vejo tres meninas—LISBOA.
Tambem vejo tres meninas—LISBOA.
...tres donzellas—BEIRABAIXA.
...tres donzellas—BEIRABAIXA.
...tres donzellas—BEIRABAIXA.
...tres donzellas—BEIRABAIXA.
[83]Para n’elle campear—RIBATEJO.
[83]
Para n’elle campear—RIBATEJO.
Para n’elle campear—RIBATEJO.
Para n’elle campear—RIBATEJO.
Para n’elle campear—RIBATEJO.
[84]A licção de Lisboa acaba aqui o romance por differente modo. Deixando o sobrenatural da tentação do demonio que toma a fórma de gageiro para tentar o capitão n’aquelle perigo, dá por verdadeira a apparição da terra, e conclue assim:—‘Que queres tu, meu gageiro,Que alviçaras te heide eu dar?’—‘Eu quero a nau CathrinetaPara n’ella navegar.’—‘A nau Cathrineta, amigo,É d’elrei de Portugal.Mas ou eu não sou quem sou,Ou elrei t’a hade dar.’Outra licção tambem diz n’esta última copla:Pede-a tu a elrei, gageiro,Que t’a não póde negar.
[84]A licção de Lisboa acaba aqui o romance por differente modo. Deixando o sobrenatural da tentação do demonio que toma a fórma de gageiro para tentar o capitão n’aquelle perigo, dá por verdadeira a apparição da terra, e conclue assim:
—‘Que queres tu, meu gageiro,Que alviçaras te heide eu dar?’—‘Eu quero a nau CathrinetaPara n’ella navegar.’—‘A nau Cathrineta, amigo,É d’elrei de Portugal.Mas ou eu não sou quem sou,Ou elrei t’a hade dar.’
—‘Que queres tu, meu gageiro,Que alviçaras te heide eu dar?’—‘Eu quero a nau CathrinetaPara n’ella navegar.’—‘A nau Cathrineta, amigo,É d’elrei de Portugal.Mas ou eu não sou quem sou,Ou elrei t’a hade dar.’
—‘Que queres tu, meu gageiro,Que alviçaras te heide eu dar?’—‘Eu quero a nau CathrinetaPara n’ella navegar.’—‘A nau Cathrineta, amigo,É d’elrei de Portugal.Mas ou eu não sou quem sou,Ou elrei t’a hade dar.’
—‘Que queres tu, meu gageiro,
Que alviçaras te heide eu dar?’
—‘Eu quero a nau Cathrineta
Para n’ella navegar.’
—‘A nau Cathrineta, amigo,
É d’elrei de Portugal.
Mas ou eu não sou quem sou,
Ou elrei t’a hade dar.’
Outra licção tambem diz n’esta última copla:
Pede-a tu a elrei, gageiro,Que t’a não póde negar.
Pede-a tu a elrei, gageiro,Que t’a não póde negar.
Pede-a tu a elrei, gageiro,Que t’a não póde negar.
Pede-a tu a elrei, gageiro,
Que t’a não póde negar.
[85]O corpo da agua do mar—RIBATEJO.
[85]
O corpo da agua do mar—RIBATEJO.
O corpo da agua do mar—RIBATEJO.
O corpo da agua do mar—RIBATEJO.
O corpo da agua do mar—RIBATEJO.
[86]A bom porto foi parar—RIBATEJO.
[86]
A bom porto foi parar—RIBATEJO.
A bom porto foi parar—RIBATEJO.
A bom porto foi parar—RIBATEJO.
A bom porto foi parar—RIBATEJO.
[87]Pedem-lh’a duques e condes—TRAS-OS-MONTES.
[87]
Pedem-lh’a duques e condes—TRAS-OS-MONTES.
Pedem-lh’a duques e condes—TRAS-OS-MONTES.
Pedem-lh’a duques e condes—TRAS-OS-MONTES.
Pedem-lh’a duques e condes—TRAS-OS-MONTES.
[88]A uns que não eram homens,Outros que não tinham barbas.—TRAS-OS-MONTES.
[88]
A uns que não eram homens,Outros que não tinham barbas.—TRAS-OS-MONTES.
A uns que não eram homens,Outros que não tinham barbas.—TRAS-OS-MONTES.
A uns que não eram homens,Outros que não tinham barbas.—TRAS-OS-MONTES.
A uns que não eram homens,
Outros que não tinham barbas.—TRAS-OS-MONTES.
[89]Subiram-se a uma ventanaUma ventana mui alta.—TRAS-OS-MONTES.
[89]
Subiram-se a uma ventanaUma ventana mui alta.—TRAS-OS-MONTES.
Subiram-se a uma ventanaUma ventana mui alta.—TRAS-OS-MONTES.
Subiram-se a uma ventanaUma ventana mui alta.—TRAS-OS-MONTES.
Subiram-se a uma ventana
Uma ventana mui alta.—TRAS-OS-MONTES.
[90]Eu não conheço a senhoraNem tam pouco a criada.—TRAS-OS-MONTES.
[90]
Eu não conheço a senhoraNem tam pouco a criada.—TRAS-OS-MONTES.
Eu não conheço a senhoraNem tam pouco a criada.—TRAS-OS-MONTES.
Eu não conheço a senhoraNem tam pouco a criada.—TRAS-OS-MONTES.
Eu não conheço a senhora
Nem tam pouco a criada.—TRAS-OS-MONTES.
[91]Lá junto da meia-noiteAo cegador perguntava:—‘Dizei-me, bom cegadorDe quem eu fico pejada.’—‘Eu sou filho de um porqueiroE meu pae porcos guardava.’—‘Oh, triste de mim, oh triste,Oh, triste de mim coitada!Pediram-me condes, duques,Homens de capa e d’espada:E agora eis-me aquiDe um porqueiro deshonrada.—TRAS-OS-MONTES.N’esta licção de Tras-os-Montes que dá a Sr.ª Maria Joaquina do logar de Nantes, a xácara acaba com a variante citada.
[91]
Lá junto da meia-noiteAo cegador perguntava:—‘Dizei-me, bom cegadorDe quem eu fico pejada.’—‘Eu sou filho de um porqueiroE meu pae porcos guardava.’—‘Oh, triste de mim, oh triste,Oh, triste de mim coitada!Pediram-me condes, duques,Homens de capa e d’espada:E agora eis-me aquiDe um porqueiro deshonrada.—TRAS-OS-MONTES.
Lá junto da meia-noiteAo cegador perguntava:—‘Dizei-me, bom cegadorDe quem eu fico pejada.’—‘Eu sou filho de um porqueiroE meu pae porcos guardava.’—‘Oh, triste de mim, oh triste,Oh, triste de mim coitada!Pediram-me condes, duques,Homens de capa e d’espada:E agora eis-me aquiDe um porqueiro deshonrada.—TRAS-OS-MONTES.
Lá junto da meia-noiteAo cegador perguntava:—‘Dizei-me, bom cegadorDe quem eu fico pejada.’—‘Eu sou filho de um porqueiroE meu pae porcos guardava.’—‘Oh, triste de mim, oh triste,Oh, triste de mim coitada!Pediram-me condes, duques,Homens de capa e d’espada:E agora eis-me aquiDe um porqueiro deshonrada.—TRAS-OS-MONTES.
Lá junto da meia-noite
Ao cegador perguntava:
—‘Dizei-me, bom cegador
De quem eu fico pejada.’
—‘Eu sou filho de um porqueiro
E meu pae porcos guardava.’
—‘Oh, triste de mim, oh triste,
Oh, triste de mim coitada!
Pediram-me condes, duques,
Homens de capa e d’espada:
E agora eis-me aqui
De um porqueiro deshonrada.—TRAS-OS-MONTES.
N’esta licção de Tras-os-Montes que dá a Sr.ª Maria Joaquina do logar de Nantes, a xácara acaba com a variante citada.
[92]Era uma menina bellaDiscreta e bem parecida,Dom João a namorava,Mil requebros lhe fazia.—ALEMTEJO.
[92]
Era uma menina bellaDiscreta e bem parecida,Dom João a namorava,Mil requebros lhe fazia.—ALEMTEJO.
Era uma menina bellaDiscreta e bem parecida,Dom João a namorava,Mil requebros lhe fazia.—ALEMTEJO.
Era uma menina bellaDiscreta e bem parecida,Dom João a namorava,Mil requebros lhe fazia.—ALEMTEJO.
Era uma menina bella
Discreta e bem parecida,
Dom João a namorava,
Mil requebros lhe fazia.—ALEMTEJO.
[93]Mas o pae d’aquella môçaPor melhor conselho haviaCasá-la com um mercadorQue áquellas partes vivia.—ALEMTEJO.
[93]
Mas o pae d’aquella môçaPor melhor conselho haviaCasá-la com um mercadorQue áquellas partes vivia.—ALEMTEJO.
Mas o pae d’aquella môçaPor melhor conselho haviaCasá-la com um mercadorQue áquellas partes vivia.—ALEMTEJO.
Mas o pae d’aquella môçaPor melhor conselho haviaCasá-la com um mercadorQue áquellas partes vivia.—ALEMTEJO.
Mas o pae d’aquella môça
Por melhor conselho havia
Casá-la com um mercador
Que áquellas partes vivia.—ALEMTEJO.
[94]Dom João quando isto ouviuFóra da terra se ia;Por lá estivera tres mezesQue soffrê-los não podia.—EXTREMADURA.
[94]
Dom João quando isto ouviuFóra da terra se ia;Por lá estivera tres mezesQue soffrê-los não podia.—EXTREMADURA.
Dom João quando isto ouviuFóra da terra se ia;Por lá estivera tres mezesQue soffrê-los não podia.—EXTREMADURA.
Dom João quando isto ouviuFóra da terra se ia;Por lá estivera tres mezesQue soffrê-los não podia.—EXTREMADURA.
Dom João quando isto ouviu
Fóra da terra se ia;
Por lá estivera tres mezes
Que soffrê-los não podia.—EXTREMADURA.
[95]Veio-se a passeiarÁ rua de sua amiga.—ALEMTEJO.
[95]
Veio-se a passeiarÁ rua de sua amiga.—ALEMTEJO.
Veio-se a passeiarÁ rua de sua amiga.—ALEMTEJO.
Veio-se a passeiarÁ rua de sua amiga.—ALEMTEJO.
Veio-se a passeiar
Á rua de sua amiga.—ALEMTEJO.
[96]Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
[96]
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
[97]Mandou chamar uma dama,Por Deus e á cortezia:—‘Dize-me tu por quem trazesAusencias tam doloridas.—ALEMTEJO.
[97]
Mandou chamar uma dama,Por Deus e á cortezia:—‘Dize-me tu por quem trazesAusencias tam doloridas.—ALEMTEJO.
Mandou chamar uma dama,Por Deus e á cortezia:—‘Dize-me tu por quem trazesAusencias tam doloridas.—ALEMTEJO.
Mandou chamar uma dama,Por Deus e á cortezia:—‘Dize-me tu por quem trazesAusencias tam doloridas.—ALEMTEJO.
Mandou chamar uma dama,
Por Deus e á cortezia:
—‘Dize-me tu por quem trazes
Ausencias tam doloridas.—ALEMTEJO.
[98]Dona Agueda de Mexia—ALEMTEJO.
[98]
Dona Agueda de Mexia—ALEMTEJO.
Dona Agueda de Mexia—ALEMTEJO.
Dona Agueda de Mexia—ALEMTEJO.
Dona Agueda de Mexia—ALEMTEJO.
[99]Por vós foi sua partida—EXTREMADURA.
[99]
Por vós foi sua partida—EXTREMADURA.
Por vós foi sua partida—EXTREMADURA.
Por vós foi sua partida—EXTREMADURA.
Por vós foi sua partida—EXTREMADURA.
[100]Palavras não eram dittas—EXTREMADURA.
[100]
Palavras não eram dittas—EXTREMADURA.
Palavras não eram dittas—EXTREMADURA.
Palavras não eram dittas—EXTREMADURA.
Palavras não eram dittas—EXTREMADURA.
[101]Mas a dor era tam forte—EXTREMADURA.
[101]
Mas a dor era tam forte—EXTREMADURA.
Mas a dor era tam forte—EXTREMADURA.
Mas a dor era tam forte—EXTREMADURA.
Mas a dor era tam forte—EXTREMADURA.
[102]Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
[102]
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
Do mais preto que havia—EXTREMADURA.
[103]Onde a sua dama tinha—ALEMTEJO.
[103]
Onde a sua dama tinha—ALEMTEJO.
Onde a sua dama tinha—ALEMTEJO.
Onde a sua dama tinha—ALEMTEJO.
Onde a sua dama tinha—ALEMTEJO.
[104]Que me ajudes a erguerA campa de minha amiga.—ALEMTEJO.
[104]
Que me ajudes a erguerA campa de minha amiga.—ALEMTEJO.
Que me ajudes a erguerA campa de minha amiga.—ALEMTEJO.
Que me ajudes a erguerA campa de minha amiga.—ALEMTEJO.
Que me ajudes a erguer
A campa de minha amiga.—ALEMTEJO.
[105]Puchou por um punhal de oiroPor lhe fazer companhia.—ALEMTEJO.
[105]
Puchou por um punhal de oiroPor lhe fazer companhia.—ALEMTEJO.
Puchou por um punhal de oiroPor lhe fazer companhia.—ALEMTEJO.
Puchou por um punhal de oiroPor lhe fazer companhia.—ALEMTEJO.
Puchou por um punhal de oiro
Por lhe fazer companhia.—ALEMTEJO.
[106]Permittiu a Virgem sancta,A Virgem Sancta MariaQue se não perdesse uma almaPor um preceito que tinha.—ALEMTEJO.
[106]
Permittiu a Virgem sancta,A Virgem Sancta MariaQue se não perdesse uma almaPor um preceito que tinha.—ALEMTEJO.
Permittiu a Virgem sancta,A Virgem Sancta MariaQue se não perdesse uma almaPor um preceito que tinha.—ALEMTEJO.
Permittiu a Virgem sancta,A Virgem Sancta MariaQue se não perdesse uma almaPor um preceito que tinha.—ALEMTEJO.
Permittiu a Virgem sancta,
A Virgem Sancta Maria
Que se não perdesse uma alma
Por um preceito que tinha.—ALEMTEJO.
[107]Gil-vicente, edição de Hamburgo 1834, tom.II, pag. 27.
[107]Gil-vicente, edição de Hamburgo 1834, tom.II, pag. 27.
[108]Ibid. tom.I, pag. 92.
[108]Ibid. tom.I, pag. 92.
[109]Licção portugueza segundoOLIVEIRA.
[109]Licção portugueza segundoOLIVEIRA.
[110]Obras deGIL-VICENTE, ed. de Hamburgo 1834. Tom.II, p. 249.
[110]Obras deGIL-VICENTE, ed. de Hamburgo 1834. Tom.II, p. 249.
[111]Romancero general, Part.I.
[111]Romancero general, Part.I.
[112]Garcia de Rezende,HIDA DA INFANTA, etc.
[112]Garcia de Rezende,HIDA DA INFANTA, etc.
[113]Saudades de bernardim-ribeiro.Lisboa 1785.
[113]Saudades de bernardim-ribeiro.Lisboa 1785.
[114]No sentido de dar o penço á criança; com a qual significação o verbo se deve escrever com ç e não com s.
[114]No sentido de dar o penço á criança; com a qual significação o verbo se deve escrever com ç e não com s.
[115]Nascida.
[115]Nascida.
[116]Tem para si.
[116]Tem para si.
[117]De nenhuma coisa duvido, que seja azo de damnos.
[117]De nenhuma coisa duvido, que seja azo de damnos.
[118]Que, pois que.
[118]Que, pois que.
[119]Trás a, após a.
[119]Trás a, após a.
[120]Defronte d’elle.
[120]Defronte d’elle.
[121]Incannecido, de cabello branco.
[121]Incannecido, de cabello branco.
[122]Sou.
[122]Sou.
[123]Pazes.
[123]Pazes.
[124]Duzentos quintados eram—TRAS-OS-MONTES.
[124]
Duzentos quintados eram—TRAS-OS-MONTES.
Duzentos quintados eram—TRAS-OS-MONTES.
Duzentos quintados eram—TRAS-OS-MONTES.
Duzentos quintados eram—TRAS-OS-MONTES.
[125]Nem por minha irman mais velha—TRAS-OS-MONTES.
[125]
Nem por minha irman mais velha—TRAS-OS-MONTES.
Nem por minha irman mais velha—TRAS-OS-MONTES.
Nem por minha irman mais velha—TRAS-OS-MONTES.
Nem por minha irman mais velha—TRAS-OS-MONTES.
[126]Percy’sRELIQUES OF ANCIENT ENGLISH POETRY, SeriesII, book I, 10.
[126]Percy’sRELIQUES OF ANCIENT ENGLISH POETRY, SeriesII, book I, 10.
[127]—‘Abre a porta, Anna, abre o teu postigo,Da-me um lenço, amores, que venho ferido.’—‘Se vindes ferido, vinde muito embora,Porque minha porta não se abre agora.’—EXTREMADURA.
[127]
—‘Abre a porta, Anna, abre o teu postigo,Da-me um lenço, amores, que venho ferido.’—‘Se vindes ferido, vinde muito embora,Porque minha porta não se abre agora.’—EXTREMADURA.
—‘Abre a porta, Anna, abre o teu postigo,Da-me um lenço, amores, que venho ferido.’—‘Se vindes ferido, vinde muito embora,Porque minha porta não se abre agora.’—EXTREMADURA.
—‘Abre a porta, Anna, abre o teu postigo,Da-me um lenço, amores, que venho ferido.’—‘Se vindes ferido, vinde muito embora,Porque minha porta não se abre agora.’—EXTREMADURA.
—‘Abre a porta, Anna, abre o teu postigo,
Da-me um lenço, amores, que venho ferido.’
—‘Se vindes ferido, vinde muito embora,
Porque minha porta não se abre agora.’—EXTREMADURA.
[128]—‘Minha mãe acorde do doce dormir,Venha ouvir o cego cantar e pedir.’—EXTREMADURA.
[128]
—‘Minha mãe acorde do doce dormir,Venha ouvir o cego cantar e pedir.’—EXTREMADURA.
—‘Minha mãe acorde do doce dormir,Venha ouvir o cego cantar e pedir.’—EXTREMADURA.
—‘Minha mãe acorde do doce dormir,Venha ouvir o cego cantar e pedir.’—EXTREMADURA.
—‘Minha mãe acorde do doce dormir,
Venha ouvir o cego cantar e pedir.’—EXTREMADURA.
[129]Diminutivo minhoto de Anna.
[129]Diminutivo minhoto de Anna.
[130]Este é um modo de dizer provinciano bastante usado do nosso povo em quasi todo o reino. ‘Filho, lo meu filho; madre, la mi’ madre etc.’ occorre em muitas cantigas populares, romances e similhantes. São reliquias do antigo asturiano que o nosso dialecto conservou tanto e mais do que o castelhano. O mesmo fizeram os nossos vizinhos de Galliza. Tem sido tenaz n’estes bellos archaismos a poesia do povo, porque a salva dos hyatos que tanto lhe repugnam.
[130]Este é um modo de dizer provinciano bastante usado do nosso povo em quasi todo o reino. ‘Filho, lo meu filho; madre, la mi’ madre etc.’ occorre em muitas cantigas populares, romances e similhantes. São reliquias do antigo asturiano que o nosso dialecto conservou tanto e mais do que o castelhano. O mesmo fizeram os nossos vizinhos de Galliza. Tem sido tenaz n’estes bellos archaismos a poesia do povo, porque a salva dos hyatos que tanto lhe repugnam.
[131]Não deve ser nobre quem dá tal conselho—MINHO, BEIRABAIXA.
[131]
Não deve ser nobre quem dá tal conselho—MINHO, BEIRABAIXA.
Não deve ser nobre quem dá tal conselho—MINHO, BEIRABAIXA.
Não deve ser nobre quem dá tal conselho—MINHO, BEIRABAIXA.
Não deve ser nobre quem dá tal conselho—MINHO, BEIRABAIXA.
[132]Eu não digo isso, que o gado se perca,Mas que descancemos uma hora de sésta.—BEIRALTA, EXTREMADURA.
[132]
Eu não digo isso, que o gado se perca,Mas que descancemos uma hora de sésta.—BEIRALTA, EXTREMADURA.
Eu não digo isso, que o gado se perca,Mas que descancemos uma hora de sésta.—BEIRALTA, EXTREMADURA.
Eu não digo isso, que o gado se perca,Mas que descancemos uma hora de sésta.—BEIRALTA, EXTREMADURA.
Eu não digo isso, que o gado se perca,
Mas que descancemos uma hora de sésta.—BEIRALTA, EXTREMADURA.
[133]Que dirão meus amos em que me occupei—BEIRALTA.
[133]
Que dirão meus amos em que me occupei—BEIRALTA.
Que dirão meus amos em que me occupei—BEIRALTA.
Que dirão meus amos em que me occupei—BEIRALTA.
Que dirão meus amos em que me occupei—BEIRALTA.
[134]Por essas estevas—ALEMTEJO.
[134]
Por essas estevas—ALEMTEJO.
Por essas estevas—ALEMTEJO.
Por essas estevas—ALEMTEJO.
Por essas estevas—ALEMTEJO.
[135]Meias e vestido—RIBATEJO.
[135]
Meias e vestido—RIBATEJO.
Meias e vestido—RIBATEJO.
Meias e vestido—RIBATEJO.
Meias e vestido—RIBATEJO.
[136]Romperem—COIMBRA.
[136]
Romperem—COIMBRA.
Romperem—COIMBRA.
Romperem—COIMBRA.
Romperem—COIMBRA.
[137]Vai guardar teu gado pela serra fóra—BEIRALTA.
[137]
Vai guardar teu gado pela serra fóra—BEIRALTA.
Vai guardar teu gado pela serra fóra—BEIRALTA.
Vai guardar teu gado pela serra fóra—BEIRALTA.
Vai guardar teu gado pela serra fóra—BEIRALTA.
[138]Senta-te a ésta sombra que está o mundo ardendo.—‘Eu bem não queria, mas estou querendo.’—‘Calla-te, pastora, não digas mais nada,Que a aposta que eu fiz ja está ganhada.’—‘Senhor, vou sentar-me não por má tenção.’Pois sabe a verdade, que sou teu irmão.—BEIRALTA.—‘Sente-se a ésta sombra, passemos a sésta,Ja pouco me importa que o gado se perca.’Oh gente da casa, accudi ao gado,Que foge a pastora c’o seu namorado.—MINHO.
[138]
Senta-te a ésta sombra que está o mundo ardendo.—‘Eu bem não queria, mas estou querendo.’—‘Calla-te, pastora, não digas mais nada,Que a aposta que eu fiz ja está ganhada.’—‘Senhor, vou sentar-me não por má tenção.’Pois sabe a verdade, que sou teu irmão.—BEIRALTA.
Senta-te a ésta sombra que está o mundo ardendo.—‘Eu bem não queria, mas estou querendo.’—‘Calla-te, pastora, não digas mais nada,Que a aposta que eu fiz ja está ganhada.’—‘Senhor, vou sentar-me não por má tenção.’Pois sabe a verdade, que sou teu irmão.—BEIRALTA.
Senta-te a ésta sombra que está o mundo ardendo.—‘Eu bem não queria, mas estou querendo.’—‘Calla-te, pastora, não digas mais nada,Que a aposta que eu fiz ja está ganhada.’—‘Senhor, vou sentar-me não por má tenção.’Pois sabe a verdade, que sou teu irmão.—BEIRALTA.
Senta-te a ésta sombra que está o mundo ardendo.
—‘Eu bem não queria, mas estou querendo.’
—‘Calla-te, pastora, não digas mais nada,
Que a aposta que eu fiz ja está ganhada.’
—‘Senhor, vou sentar-me não por má tenção.’
Pois sabe a verdade, que sou teu irmão.—BEIRALTA.
—‘Sente-se a ésta sombra, passemos a sésta,Ja pouco me importa que o gado se perca.’Oh gente da casa, accudi ao gado,Que foge a pastora c’o seu namorado.—MINHO.
—‘Sente-se a ésta sombra, passemos a sésta,Ja pouco me importa que o gado se perca.’Oh gente da casa, accudi ao gado,Que foge a pastora c’o seu namorado.—MINHO.
—‘Sente-se a ésta sombra, passemos a sésta,Ja pouco me importa que o gado se perca.’Oh gente da casa, accudi ao gado,Que foge a pastora c’o seu namorado.—MINHO.
—‘Sente-se a ésta sombra, passemos a sésta,
Ja pouco me importa que o gado se perca.’
Oh gente da casa, accudi ao gado,
Que foge a pastora c’o seu namorado.—MINHO.
[139]Pelicer, notas aDOM QUIXOTE.
[139]Pelicer, notas aDOM QUIXOTE.
[140]Cancioneiro de romances;SILVA DE VARIOS ROMANCES;FLORESTA DE VARIOS; e ultimamente Duran,ROMANCERO GENERAL, ed. de 1849-51, tom.I, pag. 207.
[140]Cancioneiro de romances;SILVA DE VARIOS ROMANCES;FLORESTA DE VARIOS; e ultimamente Duran,ROMANCERO GENERAL, ed. de 1849-51, tom.I, pag. 207.
[141]Lusitania illustrata, Part the second. Newcastle-upon-Tyne, 1846.
[141]Lusitania illustrata, Part the second. Newcastle-upon-Tyne, 1846.
[142]LivroII, parte I, romanceIX, tom.II, pag. 167.
[142]LivroII, parte I, romanceIX, tom.II, pag. 167.
[143]Nota G, pag. 312 do tom.II.
[143]Nota G, pag. 312 do tom.II.
[144]Romancero general, 1849-51, tom. I, pag. 175. Ésta é a licção mais antiga, foi achada em umpliego suelto, folha volante, impresso.
[144]Romancero general, 1849-51, tom. I, pag. 175. Ésta é a licção mais antiga, foi achada em umpliego suelto, folha volante, impresso.
[145]Romancero general, 1849-51, tom.I, pag. 176.
[145]Romancero general, 1849-51, tom.I, pag. 176.
[146]Marquez de Mantua, folheto de cegos, Lisboa 1789.
[146]Marquez de Mantua, folheto de cegos, Lisboa 1789.